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Nos campos

Agora juntos pela seleção: Raphinha é brasileiro com mais gols sobre equipes de Carlo Ancelotti 

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Carlo Ancelotti conhece como ninguém o que representa ter Raphinha como adversário: o atacante da seleção é o jogador brasileiro que mais fez gols em cima de equipes treinadas pelo técnico na história, descobriu levantamento do Bolavip Brasil. Contra o Paraguai, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, treinador e jogador estarão pela primeira vez do mesmo lado. Para o alívio do treinador italiano.

São sete gols em 13 partidas. Um histórico de confrontos que começou na Premier League, quando Raphinha era atacante do Leeds enquanto Ancelotti treinava o Everton. E que ganhou realmente corpo nas últimas três temporadas, com o brasileiro no ataque do Barcelona, e o italiano à frente do arquirrival Real Madrid.

Foram dois gols em dois jogos na Inglaterra e outros cinco em 11 duelos naquele que é um dos maiores clássicos do futebol mundial. A vantagem nos confrontos é toda de Raphinha: em 13 jogos, venceu oito, contra cinco triunfos do treinador italiano.

Raphinha à frente de Adriano Imperador e Neymar

Outro atacante que deu trabalho para Carlo Ancelotti ao longo da carreira foi Adriano Imperador. Atacante da Internazionale nos tempos em que Ancelotti treinava o Milan, era mortal no maior clássico do futebol italiano. Eles também se enfrentaram quando o brasileiro defendeu a Fiorentina e o Parma. No total, foram 11 partidas e cinco gols de Adriano. Mas diferentemente do retrospecto contra Raphinha, contra Adriano, Ancelotti levou a melhor: seis vitórias do italiano, três do brasileiro, e dois empates.

Outro craque brasileiro que Ancelotti conhece muito, por já ter enfrentado muitas vezes, é Neymar. E ele também não conseguiu marcar tantos gols nos times do técnico italiano quanto Raphinha. Foram três, em dez partidas. Mas Ancelotti leva prejuízo no retrospecto contra o maior artilheiro da seleção brasileira em jogos oficiais: cinco vitórias de Neymar, dois empates e três vitórias do italiano.

O levantamento mapeou 60 atacantes e meias ofensivos brasileiros com passagens pelo futebol europeu desde a estreia de Carlo Ancelotti como treinador, à frente do Reggiana, em 1995. Vinte deles conseguiram marcar ao menos um gol sobre equipes de Ancelotti. Apenas oito, dois gols ou mais sobre um dos treinadores mais vencedores do futebol mundial.

Os jogadores brasileiros com mais gols sobre times de Carlo Ancelotti:

1 – Raphinha: 7 gols

2 – Adriano Imperador: 5 gols

3 – Gabriel Jesus: 4 gols

4 – Mancini: 3 gols

5 – Amoroso: 3 gols

6 – Neymar: 3 gols

7 – Samuel Lino: 2 gols

8 – Paulo Sérgio: 2 gols

Nos campos

Lula sanciona Lei do Futebol Feminino com medidas para profissionalização e igualdade salarial

Legislação estabelece diretrizes para formação de atletas, proteção à maternidade e combate à discriminação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (28) a Lei nº 15.522, que estabelece diretrizes nacionais e permanentes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. A legislação coloca a modalidade como prioridade da política esportiva e cria mecanismos para ampliar a profissionalização e as oportunidades para mulheres.

Entre as principais mudanças está a redução gradual do número de atletas não profissionais nas competições oficiais. Na primeira divisão nacional, cada equipe poderá ter até quatro jogadoras não profissionais; nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual, seis; e nas demais competições profissionais, oito. A meta é chegar à profissionalização integral da modalidade, disse o presidente Lula.

“É mais um passo para fortalecer o futebol das mulheres no Brasil e garantir melhores condições para quem está começando, para quem já joga profissionalmente e para quem trabalha dentro e fora de campo.”

A lei também determina que clubes formadores mantenham equipes femininas e garante às organizações que trabalham na formação de jogadoras direitos e benefícios equivalentes aos previstos para o futebol masculino. As atletas deverão ter acesso a condições de desenvolvimento equivalentes, incluindo espaços, equipamentos e profissionais de suporte.

Outro eixo é a proteção das mulheres dentro do futebol. A legislação inclui a maternidade, o combate ao racismo, à discriminação e à violência entre as diretrizes da modalidade e prevê protocolos envolvendo atletas, árbitras, treinadoras, torcedoras e profissionais de gestão. A igualdade salarial aparece como objetivo de políticas e medidas de incentivo, mas a lei não estabelece equiparação automática entre os salários de homens e mulheres.

A mudança também abre espaço para SAFs voltadas exclusivamente à formação de atletas do futebol feminino. Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, a legislação ainda prevê que o legado da competição seja incorporado às estratégias nacionais de desenvolvimento da modalidade. O desafio, a partir de agora, é transformar as novas regras em estruturas permanentes de formação, trabalho e oportunidades para as mulheres no futebol.

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Na vida

Gustavo Scarpa transforma indicação de livro em incentivo à leitura de audiolivros

Meio-campista do Atlético-MG se une ao Skeelo para disponibilizar 2 mil vouchers e ampliar o alcance da literatura

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O jogador do Atlético-MG, Gustavo Scarpa, voltou a mostrar que sua relação com os livros ultrapassa o campo das redes sociais. Depois de uma indicação de Tolstói ajudar A Morte de Ivan Ilitch a chegar ao topo das vendas e inspirar um clube de leitura de torcedores do Atlético-MG, o jogador agora participa de uma ação com o Skeelo para incentivar o consumo de audiolivros.

A obra escolhida é Flores para Algernon, de Daniel Keyes, uma das leituras recentes elogiadas por Scarpa. Ao todo, 2 mil vouchers para o audiolivro estarão disponíveis para o público que acompanhar os conteúdos publicados pelo jogador nas redes sociais.

Publicado pela Editora Aleph, o clássico da literatura norte-americana conta a história de Charlie Gordon, que passa por um experimento científico capaz de ampliar sua capacidade cognitiva. A narrativa aborda temas como identidade, relações humanas e a forma como as pessoas enxergam umas às outras.

A iniciativa também mostra como a influência de atletas pode ultrapassar o esporte quando existe identificação com outros interesses. Ao levar a literatura para os espaços digitais e para momentos cotidianos, como deslocamentos e treinos, Scarpa ajuda a transformar uma recomendação pessoal em uma experiência compartilhada, e reforça que o livro também pode encontrar novos caminhos para chegar ao público.

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Negócios

Proibição das bets pode empurrar apostas para o mercado clandestino

Eventual retirada das plataformas legais pode dificultar o controle sobre as apostas online

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Uma eventual proibição das bets no Brasil pode não eliminar o hábito de apostar. Na avaliação do professor de Direito da Faculdade ESEG, Leonardo David Quintiliano, parte dos usuários poderia migrar para plataformas clandestinas, dificultando a fiscalização e criando espaço para a atuação do crime organizado.

O país passou recentemente por um processo de regulamentação das apostas de quota fixa, com regras para autorização, fiscalização e funcionamento das empresas. Para Quintiliano, uma mudança abrupta precisaria considerar que a demanda já existe e não desapareceria simplesmente com a criação de punições.

“Uma extinção abrupta desse mercado pode gerar um mercado paralelo, estimulando sua exploração pelo crime organizado”

Fora do mercado regulado, operadores clandestinos não estão sujeitos às mesmas exigências de controle, o que pode tornar mais difícil acompanhar transações e práticas das plataformas. Por isso, o especialista considera que uma redução gradual do mercado poderia ser discutida como alternativa à interrupção imediata.

Outra possibilidade apontada é a oferta de apostas online pelo próprio poder público, seguindo modelos já utilizados nas loterias. Segundo Quintiliano, a medida poderia combinar arrecadação, acompanhamento dos apostadores e mecanismos de limitação.

A discussão, portanto, vai além de manter ou proibir as bets atuais. O ponto central é o que fazer com uma demanda que já existe e como evitar que ela migre para um ambiente clandestino, com menos controle e fiscalização.

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