A relação entre esporte e saúde ganha um novo capítulo no enfrentamento do câncer de mama, especialmente em estágios mais avançados. A prática orientada de atividades físicas tem se consolidado como aliada no tratamento, ajudando pacientes a lidar com os efeitos da doença e das terapias.
Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que o câncer de mama é o mais incidente entre mulheres no Brasil e também a principal causa de morte por câncer nesse grupo. Nesse cenário, estratégias que ampliem a qualidade de vida durante o tratamento ganham relevância.
Segundo especialistas, o exercício físico, quando realizado com acompanhamento profissional, pode reduzir a fadiga, melhorar a capacidade funcional e aumentar a autonomia das pacientes no dia a dia. A proposta não é substituir o tratamento convencional, mas integrá-lo a uma abordagem mais ampla de cuidado.
“Entre as práticas mais recomendadas estão os exercícios aeróbicos, de fortalecimento muscular e de equilíbrio, como caminhadas, hidroginástica, alongamento e pilates, que podem ser adaptados conforme o estágio da doença e as condições clínicas de cada paciente, garantindo segurança e melhor resposta ao acompanhamento”, explica Guilherme Reis, Diretor Técnico da Rede Alpha Fitness
Estudos recentes também apontam ganhos que vão além do físico. Um estudo apresentado na 14ª Conferência Europeia sobre Câncer de Mama, realizada em Milão, reforçou que pacientes com câncer de mama metastático submetidas a programas estruturados de exercício apresentaram melhoras no bem-estar emocional, além de maior disposição para enfrentar o tratamento.
Esse movimento amplia a compreensão do exercício dentro da saúde. Mais do que uma prática complementar, ele passa a ser visto como parte do cuidado integral, com impacto direto na resposta ao tratamento, na saúde mental e na qualidade de vida.