O otimismo que levou o Bahia até Medellín deu lugar à preocupação no retorno ao Brasil. Na noite desta quarta-feira (15), o Tricolor foi derrotado por 1 a 0 pelo Atlético Nacional, no estádio Atanasio Girardot, e perdeu a liderança do Grupo F da Libertadores. Agora em segundo lugar, com sete pontos, o time baiano precisará decidir sua classificação na última rodada, diante do Internacional, no Beira-Rio.
O gol da vitória colombiana foi marcado por Viveros no primeiro minuto do segundo tempo, após já ter balançado as redes na etapa inicial em lance anulado por impedimento. O resultado levou o Atlético Nacional a nove pontos, enquanto o Bahia terá de secar os rivais no duelo entre Nacional-URU e Inter, nesta quinta-feira, para seguir dependendo apenas de si.
Atuação tímida e chances desperdiçadas
A postura do Bahia foi de sobrevivência desde o apito inicial. Pressionado pela atmosfera de Medellín e pelo ímpeto dos colombianos, o Tricolor se viu acuado e pouco produziu ofensivamente. Erros individuais, como uma bola mal recuada por Luciano Juba e uma saída de gol atrapalhada de Marcos Felipe, quase comprometeram o resultado ainda na primeira etapa.
No ataque, o time de Rogério Ceni até encontrou espaços nos contra-ataques, mas pecou no passe final. A melhor oportunidade foi uma cobrança de falta venenosa de Cauly, que exigiu boa defesa do goleiro Castillo.
Gol cedo e pouca reação
O roteiro se repetiu no segundo tempo, mas com um desfecho mais amargo. Logo no primeiro minuto, Viveros finalizou com liberdade e abriu o placar. A partir daí, o Atlético Nacional cresceu e esteve perto de ampliar com Arce, que obrigou Marcos Felipe a fazer duas boas defesas em chutes de fora da área.
Somente nos minutos finais o Bahia ensaiou uma reação. Willian José teve duas chances claras, ambas defendidas por Castillo. Mas era tarde demais para evitar a derrota.
Situação do grupo e o que vem por aí
Com o revés, o Bahia foi ultrapassado pelo Atlético Nacional e agora precisa vencer o Internacional, no próximo dia 28, em Porto Alegre, para seguir com chances reais de classificação às oitavas. A depender do resultado entre Nacional-URU e Inter, o Tricolor pode chegar à última rodada já sob pressão máxima.
O Jacuipense ficou no 0 a 0 com o América-RN, em Pituaçu, em um jogo de poucas oportunidades e que expôs limitações ofensivas das duas equipes. O resultado, pela segunda rodada da Copa do Nordeste, pesa mais para o time baiano, que não aproveitou o mando de campo e segue fora da zona de classificação.
A partida começou com leve superioridade do adversário, que explorou cruzamentos e exigiu boas intervenções do goleiro Marcelo. Do lado do Jacuipense, as tentativas foram pontuais e pouco efetivas, principalmente em jogadas individuais pelos lados, sem conseguir transformar volume em finalizações claras.
O cenário mudou no segundo tempo, quando o jogo ganhou ritmo e alternância. O time baiano passou a atacar mais, chegou a acertar o travessão e levou algum perigo em chutes de média distância. Ainda assim, esbarrou na falta de precisão no último passe e na finalização — um problema recorrente na equipe neste início de competição.
Mesmo com a melhora, as melhores chances ainda foram divididas. O América-RN também assustou, obrigando Marcelo a manter o Jacuipense vivo no jogo até o fim.
O empate mantém o Leão do Sisal com apenas um ponto, em posição incômoda dentro do grupo. Mais do que a pontuação, o desempenho acende um alerta: o time cria pouco e depende de momentos isolados, o que dificulta a construção de resultados consistentes em uma competição curta.
Na sequência, o Jacuipense encara o Ferroviário fora de casa pela Copa do Nordeste e inicia a caminhada na Série D. Dois desafios que exigem mais do que entrega — pedem evolução coletiva e maior eficiência ofensiva para que o time não fique para trás ainda nas primeiras rodadas.
Às vésperas do amistoso contra a Croácia, o baiano Danilo Santos vive um momento-chave com a camisa da Seleção. Em Orlando, o jogador do Botafogo deixou claro que está pronto para atuar em qualquer função no meio-campo, numa tentativa de ganhar espaço na última Data Fifa antes da convocação final para a Copa do Mundo.
A versatilidade aparece como principal trunfo. Danilo admite conforto nas três posições do setor e entende que a adaptação pode ser determinante em um grupo ainda em definição sob o comando de Carlo Ancelotti. No treino em Orlando, inclusive, recebeu atenção direta do treinador; o que pode ser um indicativo de que está no radar para o próximo jogo.
“Revezamos no treino, mas ninguém sabe o time ainda. Só vamos saber amanhã ou terça, quando ele passar a escalação. (…) Eu me sinto à vontade, sim. Nas três posições do meio, estou confiante.”
A oportunidade ganha ainda mais peso pelo contexto recente. O meia entrou no amistoso contra a França e participou da jogada do gol marcado por Bremer, mostrando capacidade de resposta mesmo em um cenário adverso para a equipe.
Formado no futebol baiano, onde iniciou a carreira profissional ainda jovem, Danilo carrega uma trajetória que dialoga com o perfil buscado pela Seleção: intensidade, leitura de jogo e adaptação. Mas o momento também exige mais do que isso. Em um meio-campo competitivo, a disputa por espaço passa pela capacidade de executar funções diferentes sem perder consistência.
Nesse processo, a convivência com nomes experientes tem papel central. Danilo destaca a influência de Casemiro como referência técnica e tática, especialmente na tomada de decisão e no posicionamento. É um aprendizado que vai além do treino e se reflete na maturidade dentro de campo.
A Juazeirense fez bonito jogando em casa e venceu a primeira na Copa do Nordeste com uma atuação direta e eficiente. Jogando no Adauto Moraes, o Cancão de Fogo bateu o Itabaiana por 3 a 0 e assumiu a liderança do Grupo B, com quatro pontos.
O jogo foi definido por dois momentos simbólicos: o início de cada tempo. Logo aos 25 segundos da etapa inicial, Luan abriu o placar ao aproveitar cruzamento rasteiro. Na volta do intervalo, o roteiro se repetiu de forma ainda mais rápida. Com apenas 20 segundos, Diki ampliou após falha defensiva do adversário.
O terceiro gol, marcado por Bino, nasceu justamente dessa leitura de jogo: troca de passes rápida e finalização precisa para fechar a conta. Mais do que a goleada, o resultado reforça o padrão de um time que não precisa de muitas oportunidades para decidir.
A liderança do grupo, ainda no início da competição, não garante tranquilidade, mas dá margem para evolução. O próximo compromisso, contra o Vitória, no Barradão, deve medir o nível de competitividade da equipe dentro do cenário regional.