O Bahia fez o dever de casa na estreia das oitavas de final da Copa do Brasil 2025, ao vencer o Retrô por 3 a 2, na noite desta quarta-feira (30), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Com dois gols de Lucho Rodríguez no primeiro tempo e outro de Willian José na segunda etapa, o Tricolor sai em vantagem no confronto, mas deixou o campo sob vaias, após mais uma exibição marcada por falhas defensivas — desta vez com participação direta do goleiro Ronaldo.
Domínio, pressão, e falha grotesca
O jogo começou com domínio absoluto do Bahia, que impôs pressão e intensidade nos primeiros 20 minutos. Lucho marcou em grande estilo: primeiro, aos 17 minutos, completando cruzamento de Kayky; depois, desarmando o zagueiro Robson e finalizando com tranquilidade para ampliar. Tudo parecia encaminhado até que Ronaldo, sem qualquer pressão, errou um passe bizarro e chutou a bola em cima de Diego Guerra, que marcou sem querer e ainda precisou sair de campo com dores após o impacto. O gol inesperado esfriou o ritmo do Tricolor até o intervalo.
Segundo tempo pouco objetivo
Na volta do intervalo o Bahia teve mais posse de bola (chegando a 80%), mas a equipe chegou a ser ameaçada em contra-ataque do Retrô, que obrigou Ronaldo a se redimir com boa defesa. O alívio veio com as trocas promovidas por Rogério Ceni: Everton Ribeiro, Ademir e Willian José participaram da construção do terceiro gol, marcado pelo centroavante em infiltração precisa. Mas, novamente, o Tricolor desligou: após escanteio, Mascote diminuiu para o Retrô aos 42 minutos e manteve o confronto aberto.
A noite ainda teve contornos inusitados. O primeiro gol do Retrô foi de Diego Guerra, de 18 anos, filho do presidente e dono do clube, Laércio Guerra. Foi o primeiro gol da sua carreira, marcado num lance acidental e em meio a dores, o que contribuiu para o tom quase simbólico da noite.
Próximos passos
Apesar do resultado, o Bahia soma mais um jogo sofrendo gols por erros dos seus goleiros — algo que se repete desde a eliminação na Sul-Americana. A sombra de Marcos Felipe sobre Ronaldo e vice-versa segue alimentada por falhas decisivas que minam a confiança da defesa tricolor. O jogo de volta está marcado para a próxima quarta-feira (6), na Arena de Pernambuco. Um empate garante o Bahia nas quartas de final.
Antes disso, o Esquadrão volta a campo no sábado (2), às 16h, contra o Sport, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Ilha do Retiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (28) a Lei nº 15.522, que estabelece diretrizes nacionais e permanentes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. A legislação coloca a modalidade como prioridade da política esportiva e cria mecanismos para ampliar a profissionalização e as oportunidades para mulheres.
Entre as principais mudanças está a redução gradual do número de atletas não profissionais nas competições oficiais. Na primeira divisão nacional, cada equipe poderá ter até quatro jogadoras não profissionais; nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual, seis; e nas demais competições profissionais, oito. A meta é chegar à profissionalização integral da modalidade, disse o presidente Lula.
“É mais um passo para fortalecer o futebol das mulheres no Brasil e garantir melhores condições para quem está começando, para quem já joga profissionalmente e para quem trabalha dentro e fora de campo.”
A lei também determina que clubes formadores mantenham equipes femininas e garante às organizações que trabalham na formação de jogadoras direitos e benefícios equivalentes aos previstos para o futebol masculino. As atletas deverão ter acesso a condições de desenvolvimento equivalentes, incluindo espaços, equipamentos e profissionais de suporte.
Outro eixo é a proteção das mulheres dentro do futebol. A legislação inclui a maternidade, o combate ao racismo, à discriminação e à violência entre as diretrizes da modalidade e prevê protocolos envolvendo atletas, árbitras, treinadoras, torcedoras e profissionais de gestão. A igualdade salarial aparece como objetivo de políticas e medidas de incentivo, mas a lei não estabelece equiparação automática entre os salários de homens e mulheres.
A mudança também abre espaço para SAFs voltadas exclusivamente à formação de atletas do futebol feminino. Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, a legislação ainda prevê que o legado da competição seja incorporado às estratégias nacionais de desenvolvimento da modalidade. O desafio, a partir de agora, é transformar as novas regras em estruturas permanentes de formação, trabalho e oportunidades para as mulheres no futebol.
O jogador do Atlético-MG, Gustavo Scarpa, voltou a mostrar que sua relação com os livros ultrapassa o campo das redes sociais. Depois de uma indicação de Tolstói ajudar A Morte de Ivan Ilitch a chegar ao topo das vendas e inspirar um clube de leitura de torcedores do Atlético-MG, o jogador agora participa de uma ação com o Skeelo para incentivar o consumo de audiolivros.
A obra escolhida é Flores para Algernon, de Daniel Keyes, uma das leituras recentes elogiadas por Scarpa. Ao todo, 2 mil vouchers para o audiolivro estarão disponíveis para o público que acompanhar os conteúdos publicados pelo jogador nas redes sociais.
Publicado pela Editora Aleph, o clássico da literatura norte-americana conta a história de Charlie Gordon, que passa por um experimento científico capaz de ampliar sua capacidade cognitiva. A narrativa aborda temas como identidade, relações humanas e a forma como as pessoas enxergam umas às outras.
A iniciativa também mostra como a influência de atletas pode ultrapassar o esporte quando existe identificação com outros interesses. Ao levar a literatura para os espaços digitais e para momentos cotidianos, como deslocamentos e treinos, Scarpa ajuda a transformar uma recomendação pessoal em uma experiência compartilhada, e reforça que o livro também pode encontrar novos caminhos para chegar ao público.
Uma eventual proibição das bets no Brasil pode não eliminar o hábito de apostar. Na avaliação do professor de Direito da Faculdade ESEG, Leonardo David Quintiliano, parte dos usuários poderia migrar para plataformas clandestinas, dificultando a fiscalização e criando espaço para a atuação do crime organizado.
O país passou recentemente por um processo de regulamentação das apostas de quota fixa, com regras para autorização, fiscalização e funcionamento das empresas. Para Quintiliano, uma mudança abrupta precisaria considerar que a demanda já existe e não desapareceria simplesmente com a criação de punições.
“Uma extinção abrupta desse mercado pode gerar um mercado paralelo, estimulando sua exploração pelo crime organizado”
Fora do mercado regulado, operadores clandestinos não estão sujeitos às mesmas exigências de controle, o que pode tornar mais difícil acompanhar transações e práticas das plataformas. Por isso, o especialista considera que uma redução gradual do mercado poderia ser discutida como alternativa à interrupção imediata.
Outra possibilidade apontada é a oferta de apostas online pelo próprio poder público, seguindo modelos já utilizados nas loterias. Segundo Quintiliano, a medida poderia combinar arrecadação, acompanhamento dos apostadores e mecanismos de limitação.
A discussão, portanto, vai além de manter ou proibir as bets atuais. O ponto central é o que fazer com uma demanda que já existe e como evitar que ela migre para um ambiente clandestino, com menos controle e fiscalização.