O Bahia conquistou um resultado emblemátic na manhã deste domingo (8), ao bater a tradicional Ferroviária por 3 a 1, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pela Série A1 do Campeonato Brasileiro feminino. Com três gols de Rhaizza, a equipe tricolor não apenas superou um dos times mais estruturados do país, como reafirmou sua força no campeonato ao atingir os 20 pontos e se manter na zona de classificação para a próxima fase, ocupando a sétima colocação.
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Desde o apito inicial, o Bahia impôs um ritmo agressivo. Com apoio da torcida, partiu para cima e criou chances claras, mostrando que a proposta de jogo do técnico Felipe Freitas é clara: um time vertical, competitivo e com personalidade. Mesmo após sofrer o empate logo após abrir o placar, as Mulheres de Aço mantiveram a compostura, retomaram o controle do jogo e não deixaram dúvidas sobre quem mandava na Fonte.
A estrela de Rhaizza brilhou intensamente: três gols de diferentes estilos, todos construídos com movimentação inteligente, força física e precisão nas finalizações. A atuação da atacante foi um retrato fiel do amadurecimento técnico e tático que o Bahia vem apresentando ao longo da competição — um time que não depende apenas de individualidades, mas que sabe potencializá-las coletivamente.
A Ferroviária, multicampeã e referência na modalidade, sentiu a pressão e teve dificuldades para sair da marcação baiana. Mesmo quando tentou reagir no segundo tempo, encontrou uma equipe focada, com bom encaixe defensivo e disposta a explorar cada erro adversário.
A atuação de atletas como Luana, Ju Oliveira, Mila Santos e Vilma reforça a profundidade e a qualidade do elenco tricolor. O Bahia tem se mostrado um projeto competitivo e promissor, que alia resultados em campo com uma construção sólida fora dele — um modelo que valoriza o futebol feminino como projeto de alto rendimento e, ao mesmo tempo, como vetor de transformação social e esportiva.
O próximo compromisso será diante do 3B da Amazônia, no domingo (15), às 16h, no estádio Carlos Zamith, em Manaus.
O Jacuipense ficou no 0 a 0 com o América-RN, em Pituaçu, em um jogo de poucas oportunidades e que expôs limitações ofensivas das duas equipes. O resultado, pela segunda rodada da Copa do Nordeste, pesa mais para o time baiano, que não aproveitou o mando de campo e segue fora da zona de classificação.
A partida começou com leve superioridade do adversário, que explorou cruzamentos e exigiu boas intervenções do goleiro Marcelo. Do lado do Jacuipense, as tentativas foram pontuais e pouco efetivas, principalmente em jogadas individuais pelos lados, sem conseguir transformar volume em finalizações claras.
O cenário mudou no segundo tempo, quando o jogo ganhou ritmo e alternância. O time baiano passou a atacar mais, chegou a acertar o travessão e levou algum perigo em chutes de média distância. Ainda assim, esbarrou na falta de precisão no último passe e na finalização — um problema recorrente na equipe neste início de competição.
Mesmo com a melhora, as melhores chances ainda foram divididas. O América-RN também assustou, obrigando Marcelo a manter o Jacuipense vivo no jogo até o fim.
O empate mantém o Leão do Sisal com apenas um ponto, em posição incômoda dentro do grupo. Mais do que a pontuação, o desempenho acende um alerta: o time cria pouco e depende de momentos isolados, o que dificulta a construção de resultados consistentes em uma competição curta.
Na sequência, o Jacuipense encara o Ferroviário fora de casa pela Copa do Nordeste e inicia a caminhada na Série D. Dois desafios que exigem mais do que entrega — pedem evolução coletiva e maior eficiência ofensiva para que o time não fique para trás ainda nas primeiras rodadas.
Às vésperas do amistoso contra a Croácia, o baiano Danilo Santos vive um momento-chave com a camisa da Seleção. Em Orlando, o jogador do Botafogo deixou claro que está pronto para atuar em qualquer função no meio-campo, numa tentativa de ganhar espaço na última Data Fifa antes da convocação final para a Copa do Mundo.
A versatilidade aparece como principal trunfo. Danilo admite conforto nas três posições do setor e entende que a adaptação pode ser determinante em um grupo ainda em definição sob o comando de Carlo Ancelotti. No treino em Orlando, inclusive, recebeu atenção direta do treinador; o que pode ser um indicativo de que está no radar para o próximo jogo.
“Revezamos no treino, mas ninguém sabe o time ainda. Só vamos saber amanhã ou terça, quando ele passar a escalação. (…) Eu me sinto à vontade, sim. Nas três posições do meio, estou confiante.”
A oportunidade ganha ainda mais peso pelo contexto recente. O meia entrou no amistoso contra a França e participou da jogada do gol marcado por Bremer, mostrando capacidade de resposta mesmo em um cenário adverso para a equipe.
Formado no futebol baiano, onde iniciou a carreira profissional ainda jovem, Danilo carrega uma trajetória que dialoga com o perfil buscado pela Seleção: intensidade, leitura de jogo e adaptação. Mas o momento também exige mais do que isso. Em um meio-campo competitivo, a disputa por espaço passa pela capacidade de executar funções diferentes sem perder consistência.
Nesse processo, a convivência com nomes experientes tem papel central. Danilo destaca a influência de Casemiro como referência técnica e tática, especialmente na tomada de decisão e no posicionamento. É um aprendizado que vai além do treino e se reflete na maturidade dentro de campo.
A Juazeirense fez bonito jogando em casa e venceu a primeira na Copa do Nordeste com uma atuação direta e eficiente. Jogando no Adauto Moraes, o Cancão de Fogo bateu o Itabaiana por 3 a 0 e assumiu a liderança do Grupo B, com quatro pontos.
O jogo foi definido por dois momentos simbólicos: o início de cada tempo. Logo aos 25 segundos da etapa inicial, Luan abriu o placar ao aproveitar cruzamento rasteiro. Na volta do intervalo, o roteiro se repetiu de forma ainda mais rápida. Com apenas 20 segundos, Diki ampliou após falha defensiva do adversário.
O terceiro gol, marcado por Bino, nasceu justamente dessa leitura de jogo: troca de passes rápida e finalização precisa para fechar a conta. Mais do que a goleada, o resultado reforça o padrão de um time que não precisa de muitas oportunidades para decidir.
A liderança do grupo, ainda no início da competição, não garante tranquilidade, mas dá margem para evolução. O próximo compromisso, contra o Vitória, no Barradão, deve medir o nível de competitividade da equipe dentro do cenário regional.