A tradicional corrida pelas figurinhas da Copa do Mundo já começou. A Panini Brasil iniciou a pré-venda do álbum oficial do torneio de 2026, com lançamento previsto para 1º de maio. Mais do que um produto editorial, o álbum volta a ocupar um espaço cultural importante no país: o de conectar gerações em torno do futebol.
A nova coleção acompanha a expansão do torneio e traz 980 cromos, incluindo versões especiais, para representar as 48 seleções participantes. O aumento no número de figurinhas acompanha a mudança no formato da competição e amplia o desafio para colecionadores, que terão uma jornada mais longa até completar o álbum.
Os preços seguem uma lógica já conhecida do público: envelopes com sete figurinhas custando R$7,00, enquanto o álbum terá versões que variam entre brochura e capa dura, incluindo edições especiais. A manutenção do valor por figurinha indica uma estratégia de continuidade, mas não elimina o debate sobre o custo total da coleção que, na prática, ultrapassa facilmente algumas centenas de reais.
Esse é, inclusive, um dos pontos centrais do fenômeno. Completar o álbum deixou de ser apenas uma brincadeira e passou a exigir planejamento, trocas e até investimento coletivo, seja em grupos de amigos, famílias ou encontros de colecionadores. O ato de “bater figurinha” segue vivo, mas agora também migra para ambientes digitais e organizados.
Por outro lado, a Panini aposta na experiência ampliada, com versões premium e itens exclusivos, reforçando o álbum como objeto de desejo e não apenas como passatempo. A estratégia dialoga com um público que vai além das crianças e alcança adultos nostálgicos e colecionadores mais engajados.
Em meio a esse movimento, cresce também a preocupação com golpes e produtos falsificados, o que reforça a importância de buscar canais oficiais para aquisição.