O Bahia está próximo de concluir uma das maiores negociações de sua história. O clube acertou a venda do atacante Lucho Rodríguez para o futebol da Arábia Saudita por 22 milhões de euros à vista (R$ 139,3 milhões), além de 2 milhões de euros em bônus por produtividade. Segundo informação publicada pelo ge.globo, o Esquadrão ainda manteve 25% dos direitos para uma futura transferência.
Com a camisa tricolor, Lucho disputou 69 jogos, marcou 20 gols e distribuiu 3 assistências, conquistando os títulos do Campeonato Baiano e da Copa do Nordeste nesta temporada. O atacante chegou ao Bahia credenciado como herói da conquista do Mundial Sub-20 de 2023 e artilheiro do Pré-Olímpico de 2024, além de figurar em convocações da seleção principal de Marcelo Bielsa.
O valor supera mais que o dobro do investimento feito em julho de 2024, quando o uruguaio foi comprado junto ao Liverpool-URU por 11 milhões de dólares, em operação que até hoje é a maior contratação já realizada por um clube do Nordeste.
O futuro clube: futebol de uma cidade que ainda não existe
O destino de Lucho Rodríguez é o Neom SC, time comandado até julho deste ano pelo técnico baiano Péricles Chamusca e que representa um projeto urbano ainda em construção no deserto saudita. A megacidade Neom, planejada para ter 170 km de extensão linear, sem carros nem estradas, deve começar a ser erguida até 2030, com investimento estimado em US$ 500 bilhões (cerca de R$ 5 trilhões).
Enquanto as estruturas não saem do papel, o Neom SC manda seus jogos na cidade vizinha de Tabuk. Fundado em 1965 como Al-Suqoor, o clube foi reformulado em 2023 e passou a ser administrado pela estatal responsável pelo projeto urbano, transformando-se em vitrine da nova Arábia Saudita.
A façanha mais recente foi o acesso inédito à primeira divisão saudita, conquistado sob comando de Chamusca. O treinador, que já fez história ao levantar a Copa do Brasil de 2004 com o Santo André, agora lidera um time que mistura esporte, geopolítica e tecnologia.