A noite desta terça-feira ficará marcada como uma das mais difíceis da história da Seleção Brasileira. O Brasil foi atropelado pela Argentina por 4 a 1, no Monumental de Núñez, e sofreu sua pior derrota em Eliminatórias para a Copa do Mundo. O resultado superou o revés de 3 a 0 para o Chile, em 2000, e consolidou um cenário preocupante para a equipe de Dorival Júnior, que segue instável no torneio.
Para os argentinos, a goleada serviu como uma celebração dupla. Além de vencer o maior rival de maneira incontestável, a equipe de Lionel Scaloni já entrou em campo classificada para a Copa de 2026 e lidera a competição com 31 pontos. O Brasil, por outro lado, caiu para a quarta posição, com 21 pontos, e terá que se recompor rapidamente para os desafios que virão.
Domínio argentino desde os primeiros minutos
O Brasil mal teve tempo de respirar antes de sofrer o primeiro golpe. Com apenas três minutos, Julián Álvarez aproveitou uma falha da defesa brasileira e abriu o placar. O gol incendiou o Monumental de Núñez e deu ainda mais confiança à equipe da casa. Aos 11 minutos, Enzo Fernández ampliou, e, mesmo com Matheus Cunha descontando para o Brasil aos 26, a Argentina seguiu impiedosa. O terceiro gol veio com Mac Allister, aos 36, em mais uma jogada em que a defesa brasileira falhou.
Na segunda etapa, Dorival fez três mudanças para tentar mudar o panorama, mas a Seleção seguiu errática e sem poder de reação. A Argentina aproveitou e, com apenas quatro minutos em campo, Giuliano Simeone, filho do ídolo Diego Simeone, marcou o quarto gol dos hermanos. Para os brasileiros, restou ouvir gritos de “olé” da torcida e testemunhar uma das noites mais difíceis de sua história recente.
Pressão sobre Dorival e desafios à frente
A goleada coloca Dorival Júnior em uma posição delicada. O técnico, que assumiu o cargo com a missão de resgatar o prestígio da Seleção, agora enfrenta críticas e precisa encontrar soluções rápidas para reverter o cenário.
O Brasil volta a campo nas Eliminatórias em junho, quando enfrenta o Equador, fora de casa, no dia 5, e depois recebe o Paraguai, no dia 10, ainda sem local definido. Para piorar, a equipe não contará com Raphinha e André, suspensos pelo terceiro cartão amarelo.
O retrospecto recente preocupa: a Seleção não vence a Argentina há seis anos, e o desempenho nos últimos jogos deixa claro que há muito a ser ajustado. A goleada histórica serve como um alerta: o Brasil precisa se reinventar antes que seja tarde demais.