O Botafogo tem um novo comandante — e o nome chama atenção. Davide Ancelotti, 35 anos, e filho do consagrado técnico Carlo Ancelotti. Ele aceitou o convite para ser o novo treinador do clube carioca e fará sua estreia como técnico principal. O jovem italiano chega ao Brasil com bagagem teórica e prática acumulada ao lado do pai, mas sem experiência no comando de uma equipe profissional.
A contratação foi oficializada neste domingo (6), e Davide é esperado no Rio de Janeiro nos próximos dias. A tendência é que não comande o time no clássico contra o Vasco, no próximo sábado, pelo Brasileirão. A equipe deve ser dirigida por Cláudio Caçapa, auxiliar permanente, enquanto a nova comissão técnica se estrutura.
Por que o Botafogo apostou em Davide Ancelotti?
A escolha do nome tem a assinatura de John Textor, proprietário da SAF alvinegra, que demitiu Renato Paiva após a eliminação para o Palmeiras na semifinal da Copa do Mundo de Clubes. O empresário norte-americano busca um perfil que una modernidade, disciplina tática e capacidade de formar um projeto a médio prazo — características que, segundo ele, Davide representa.
Apesar de não ter sido treinador principal até aqui, Davide trabalhou ao lado do pai em gigantes como Real Madrid, Bayern de Munique, Everton e PSG, além da recente passagem na Seleção Brasileira, onde integrava a comissão por convocação, sem vínculo fixo com a CBF.
Qual o tamanho do desafio?
O Botafogo vive uma fase de instabilidade crônica no comando técnico desde a criação da SAF. Davide será o sétimo treinador em três anos, o que reforça a dificuldade do clube em sustentar projetos de longo prazo. A média é de um técnico a cada seis meses — um cenário que exige mais do que boas ideias: requer resiliência.
A chegada de Davide Ancelotti representa mais uma aposta internacional do futebol brasileiro, mas diferente das recentes experiências com nomes como Vojvoda, Sampaoli ou Jorge Jesus. Trata-se de um treinador ainda em formação, que estreia num clube de torcida exigente e expectativas elevadas.