A implementação do impedimento semiautomático no futebol brasileiro deu mais um passo nesta semana com a instalação do sistema na Neo Química Arena, estádio do Corinthians. A tecnologia, conhecida como SAOT, agora passa por fase de calibração e testes antes de ser utilizada oficialmente nas competições.
Enquanto a tecnologia avança em grandes centros, o futebol baiano já aparece no planejamento. A Casa de Apostas Arena Fonte Nova e Barradãoestão incluídos no cronograma de vistorias técnicas e devem receber as próximas etapas do projeto, que avaliam a estrutura dos estádios para instalação dos equipamentos.
A proposta do sistema é aumentar a precisão e a transparência nas marcações de impedimento, utilizando câmeras e simulações em 3D que recriam os lances em tempo real. Neste primeiro momento, o uso ainda é restrito a testes, sem interferência direta nas partidas.
O movimento faz parte de um processo gradual conduzido pela CBF, que já iniciou testes práticos, como no clássico entre Fluminense e Botafogo, no Maracanã, para validar a precisão das decisões com o auxílio das imagens tridimensionais.
(Foto: Divulgação)
A expectativa da CBF é que o sistema esteja em operação no Campeonato Brasileiro de 2026, o que colocaria Salvador dentro de um novo padrão de arbitragem no país.
Mais do que a marcação de impedimentos, a adoção da tecnologia aponta para uma mudança mais ampla. O sistema também amplia a coleta de dados e exige melhorias estruturais nos estádios, aproximando o futebol brasileiro de ligas como a Premier League, onde o recurso já faz parte da rotina.
A eficácia do impedimento semiautomático dependerá da integração com a arbitragem e da confiança do público nas decisões. Em um cenário historicamente marcado por polêmicas, a tecnologia surge como ferramenta, mas não como solução isolada.