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Luciano Juba vive primeiro capítulo com a Seleção e relembra origem humilde

Lateral do Bahia estreia em coletiva pela Amarelinha e emociona ao lembrar do avô

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Em Londres para os amistosos da Seleção Brasileira contra Senegal e Tunísia, o lateral-esquerdo Luciano Juba viveu nesta terça-feira (11) seu primeiro momento oficial com a camisa Amarelinha. O jogador do Bahia, convocado pela primeira vez por Carlo Ancelotti, concedeu entrevista coletiva e não escondeu a emoção ao falar sobre o início dessa nova fase da carreira.

“Confesso que fiquei contando as horas para chegar aqui logo. Fui muito bem recebido por todo mundo. A alegria é enorme de poder dizer que realmente estou na Seleção.”

Com seis gols e oito assistências em 2025, Juba tem sido um dos principais destaques do futebol brasileiro e despertou a atenção do técnico italiano, que enxerga nele um lateral moderno e versátil. “Um perfil técnico muito importante. Um jogador que pode jogar também por dentro. Pela evolução dele, merece uma avaliação”, elogiou Ancelotti, ao anunciar a convocação no início do mês.

Natural de Jaboatão dos Guararapes (PE), Juba não teve um caminho fácil até o topo. Antes de se firmar como atleta, trabalhava com o avô no carregamento de caminhões — rotina que muitas vezes o impedia de ir à escola.

“Saíamos cedo de casa e voltávamos tarde da noite. Às vezes não dava tempo de estudar. Mas valeu muito a pena. Hoje, graças a Deus, já dei uma vida melhor para minha família e estou na Seleção”, relembrou o lateral, emocionado.

O início foi em 2017, nas categorias de base do Serra Talhada. Meses depois, chegou ao Sport Recife. Foi para o Bahia em 2023 e encontrou o ambiente ideal para evoluir, coroando 2025 com os títulos do Baianão e da Copa do Nordeste.

Antes de embarcar para a Seleção, o lateral buscou conselhos de Éverton Ribeiro, Jean Lucas e Rogério Ceni, com quem trabalha no Tricolor.

“Perguntei como era o ambiente. Eles só falaram coisas boas. Disseram: ‘Vai lá, dá o teu melhor, aproveita’. Sou muito grato a eles por toda ajuda no dia a dia.”

Luciano Juba chega à Seleção como um símbolo de superação e constância — o garoto que ajudava o avô a descarregar caminhões agora veste a camisa mais pesada do futebol mundial. E, como ele mesmo resume, tudo “valeu a pena”.

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