Nas telas

Nova série da CNN transforma camisas históricas em memória viva do futebol

“Essa Tem História” aposta na nostalgia para discutir identidade, paixão e cultura popular

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As camisas de futebol sempre carregaram mais do que escudos, patrocinadores ou cores. Em muitos casos, elas guardam lembranças familiares, títulos históricos, derrotas traumáticas e capítulos inteiros da cultura popular brasileira. É justamente esse universo afetivo que a CNN Brasil pretende explorar na série “Essa Tem História”, que estreia no dia 17 de maio no YouTube do CNN Esportes.

Com oito episódios semanais, a produção mergulha nas histórias por trás de uniformes icônicos do futebol brasileiro e mundial, reunindo ex-jogadores, colecionadores, jornalistas e personagens que transformaram a paixão pelo esporte em memória preservada.

O episódio de estreia terá como protagonista Pepe, eterno ídolo do Santos e da Seleção Brasileira. Conhecido como “Canhão da Vila”, o ex-atacante relembra momentos históricos da carreira em gravação realizada no Museu Pelé, em Santos. A proposta da série vai além da nostalgia fácil: usa as camisas como ponto de partida para discutir o impacto cultural e emocional do futebol ao longo das décadas.

O projeto também abre espaço para o universo dos colecionadores, que nos últimos anos ganharam protagonismo dentro da cultura futebolística. Entre os participantes está Cassio Brandão, reconhecido pelo Guinness World Records por possuir a maior coleção de camisas de futebol do mundo.

A série ainda reúne personagens que ajudam a mostrar como o futebol ultrapassa as quatro linhas. Salomão Furer, por exemplo, possui mais de 700 camisas da Seleção Brasileira, enquanto Daniel Sbruzzi construiu a própria história acompanhando 11 Copas do Mundo presencialmente.

Ao apostar nesse formato, a CNN acerta ao entender que o futebol não se resume mais apenas ao jogo. Hoje, o esporte também movimenta memória, comportamento, identidade e mercado cultural. Camisas históricas deixaram de ser somente peças esportivas e passaram a funcionar como objetos de pertencimento e patrimônio afetivo para milhões de torcedores.

A presença de nomes como Edmílson e Gilberto Silva no encerramento da temporada reforça justamente essa dimensão emocional. São jogadores que viveram em campo o peso de vestir camisas que hoje ocupam lugar especial no imaginário coletivo do torcedor brasileiro.

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