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Seleção Baiana disputa o Campeonato Brasileiro de Ginástica

Delegação de sete atletas chega ao Rio com expectativas altas e treinamento reforçado em busca de destaque nacional

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Com elegância, técnica e muito esforço, a delegação baiana de ginástica rítmica embarca nesta terça-feira (10) para o Campeonato Brasileiro adulto da modalidade, que será realizado entre os dias 10 e 16 de junho, no Rio de Janeiro. O grupo é formado por sete atletas: Alana Barbosa, Alessandra de Santana, Celena Antunes, Evelyn Camile, Luiza Marques, Maria Brito e Pâmela Barbosa — sob o comando da treinadora Joseane Maria de Sá, figura central na formação e lapidação dessas jovens competidoras.

A participação da Bahia no campeonato foi viabilizada com apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), que garantiu as passagens aéreas da equipe. Um gesto simples, mas que tem impactos profundos em um esporte que, longe dos holofotes do alto rendimento olímpico, depende diretamente das políticas públicas para existir e prosperar.

Segundo Joseane, o momento é de alta expectativa. “Essa é a fase da vida em que as ginastas vivem o esporte com mais intensidade, elegância e maturidade. É quando realmente se tornam mulheres dentro da modalidade”, ressalta a técnica. Para chegar preparadas à competição, as atletas passaram por uma rotina de treinos intensificados no mês de maio, com cargas de até seis horas diárias — um esforço físico e emocional que revela o comprometimento e a resiliência dessas jovens.

O Campeonato Brasileiro adulto é, para muitas, a principal vitrine do calendário nacional. Nele, atletas em transição da adolescência para a fase adulta disputam mais do que medalhas: disputam espaço, reconhecimento e a chance de continuar trilhando um caminho profissional em uma modalidade ainda carente de investimento privado e visibilidade midiática.

“Sem o apoio da Sudesb, seria praticamente inviável garantir essa participação. O custo é alto e os recursos, escassos. Esse tipo de incentivo permite que a Bahia seja vista, respeitada e levada a sério no esporte amador”, afirma Joseane.

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