A manhã no Brasil (noite em Tóquio) trouxe uma lição dura para a Seleção Brasileira. Depois de um primeiro tempo convincente, o time comandado por Carlo Ancelotti perdeu por 3 a 2 para o Japão, sofrendo uma virada inédita em sua história contra os asiáticos. O resultado expôs um problema que vai além do placar: a falta de consistência e concentração em meio aos testes do treinador italiano.
Com oito mudanças em relação à equipe que goleou a Coreia do Sul, o Brasil começou dominante e eficiente. Paulo Henrique e Gabriel Martinelli marcaram na primeira etapa, em jogadas bem construídas que lembraram a fluidez que Ancelotti busca implantar. Mas o ritmo se perdeu completamente na volta do intervalo.
Em apenas 20 minutos, o Japão virou o jogo com Minamino, Nakamura e Ueda, aproveitando erros de posicionamento e falhas grotescas individuais — especialmente de Fabrício Bruno, que deu origem ao primeiro gol adversário. Foi a primeira derrota da Seleção após abrir 2 a 0 e a primeira vez que a defesa sofreu mais de um gol sob o comando de Ancelotti.
O treinador optou por observar novas peças, mas pagou o preço pela falta de entrosamento e pela queda de intensidade no meio-campo, principalmente após a saída de Bruno Guimarães. O time japonês, bem organizado e intenso, soube se aproveitar das brechas e da apatia brasileira. Após o jogo, Casemiro foi direto:
“Se você dorme por 45 minutos, isso pode custar um sonho de quatro anos. É aprendizado”
A fala resume o recado de Tóquio — amistosos servem para testar, mas também para revelar limites. O Brasil volta a campo em novembro, em mais duas partidas preparatórias, provavelmente contra Senegal e Tunísia, na Europa.