Na saúde

Idosos podem perder até 75% da potência muscular sem atividade física

Especialistas apontam a importância da musculação e de uma rotina para melhorar qualidade de vida

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O envelhecimento é inevitável, mas a forma como se envelhece depende, em grande parte, do quanto o corpo se mantém em movimento. De acordo com a Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE), homens e mulheres podem perder até 75% da potência e 50% da força muscular com o avanço da idade — um processo que compromete a independência, aumenta o risco de quedas e impacta diretamente a saúde física e mental.

A entidade destaca que a atividade física regular é uma das ferramentas mais eficazes para envelhecer com autonomia, reduzindo os riscos de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, osteoporose e depressão. “A prática é primordial para melhorar ou até erradicar a sarcopenia e outras condições degenerativas. Mais do que fortalecer músculos e ossos, o movimento promove socialização, autoestima e propósito”, explica o presidente da SBRATE, Dr. João Grangeiro.

Mas, para colher benefícios, o ponto de partida deve ser a avaliação médica funcional, capaz de identificar limitações e definir o tipo de exercício mais adequado para cada pessoa. A orientação profissional de educadores físicos e fisioterapeutas é igualmente indispensável.

Entre as práticas mais recomendadas, a musculação se destaca. Longe de buscar hipertrofia, o foco é manter tônus, mobilidade e equilíbrio, fatores que ajudam a evitar quedas — uma das principais causas de internações entre idosos. Segundo Grangeiro, “o treino deve ser gradual, seguro e adaptado à realidade de cada indivíduo”.

A SBRATE também reforça a importância de hidratação constante e alimentação equilibrada, com ingestão adequada de proteínas e minerais, para sustentar o desempenho e a recuperação muscular.

Com o Brasil prestes a ultrapassar a marca de 40 milhões de pessoas idosas, a mensagem é clara: envelhecer com saúde exige movimento. O exercício, além de fortalecer o corpo, reafirma a ideia de que longevidade é também uma construção coletiva — de consciência, prevenção e presença.

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