Conecte-se com nossas redes

Nos campos

David Luiz é primeiro campeão da Libertadores e da Champions a defender um clube do Nordeste

Zagueiro acertou com o Fortaleza

Publicado

em

David Luiz foi anunciado com status de grande reforço pelo Fortaleza. Ao desembarcar na capital cearense, o jogador foi recebido pela torcida em grande número, empolgada com a contratação do zagueiro de 37 anos. Tudo isso fez o Torcedores.com correr atrás para tentar descobrir: qual é o verdadeiro peso da chegada do ex-jogador de Flamengo, Chelsea e PSG ao Leão do Pici? A verdade é que se trata de um fato histórico: David Luiz será o primeiro jogador campeão da Libertadores e da Champions League a defender um time da Região Nordeste.

Jogadores campeões da Libertadores e da Champions

Ser campeão da Libertadores e da Champions já não é algo corriqueiro. Apenas 15 jogadores ao longo da história conseguiram tal feito. Além de David Luiz, a lista é formada por Juan Pablo Sorín (Argentina), Santiago Solari (Argentina), Dida (Brasil), Roque Júnior (Brasil), Cafu (Brasil), Carlos Tévez (Argentina), Walter Samuel (Argentina), Ronaldinho Gaúcho (Brasil), Neymar (Brasil), Danilo (Brasil), Rafinha (Brasil), Ramires (Brasil), Julián Álvarez (Argentina) e Marcelo (Brasil).

David Luiz primeiro levantou o troféu de campeão europeu com o Chelsea, em 2011-2012, e dez anos depois, em 2022, foi campeão sul-americano com o Flamengo.

Três anos depois, assinou contrato de duas temporadas com o Fortaleza.

Passagem pelo Nordeste antes dos títulos continentais

Já houve dois jogadores com história no futebol do Nordeste que posteriormente venceram as duas competições de clubes mais importantes do planeta: Dida e o próprio David Luiz. O baiano Dida começou a carreira no Vitória, onde foi vice-campeão brasileiro em 1993, antes de se transferir para o Cruzeiro e seguir a carreira dentro e fora do Brasil.

Já o paulista David Luiz foi revelado pelo Vitória, onde estreou como profissional em 2005. Dois anos depois, foi negociado com o Benfica, de Portugal, onde começou sua carreira bem sucedida no futebol europeu.

Campeões da Champions jogando no Nordeste são mais comuns

Até hoje, 53 jogadores brasileiros diferentes, incluindo David Luiz, já foram campeões da Champions, principal competição de clubes do mundo. Alguns deles se transferiram para clubes nordestinos depois da conquista.

A maioria dos casos são de jogadores campeões europeus pelo Porto, seja em 1987, seja em 2004. Juary, campeão em 1987, jogou pelo Moto Club em 1991. Elói, também campeão em 1987, jogou posteriormente por Fortaleza e Ceará em 1993 e 1994. Outro campeão europeu em 1987 foi o zagueiro Celso, que jogou pelo Ferroviário em 1992.

Campeões em 2004, Carlos Alberto e Derlei jogaram por Bahia e Vitória em 2011 e 2009, respectivamente. Maciel, também daquele time de 2004, jogou pelo Guarany de Sobral.

Outro caso é o de Paulo Sérgio, meia-atacante campeão com o Bayern em 2001 e que jogou pelo Bahia em 2003.

Nos campos

Arena Oásis é inaugurada em Cajazeiras e Salvador chega a 99 campos sintéticos de futebol

Nova estrutura inaugurada pela Prefeitura promove lazer, formação esportiva e ocupação comunitária

Publicado

em

O bairro de Cajazeiras V ganhou mais um espaço voltado ao esporte e à convivência comunitária. Inaugurada nesta sexta-feira (22), a Arena Oásis se tornou o 99º campo com grama sintética entregue pela Prefeitura de Salvador. O equipamento recebeu investimento de R$ 1,2 milhão e passa a integrar a política municipal que utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social em áreas periféricas da capital.

A nova arena conta com gramado sintético, alambrados, rede de proteção, arquibancada, muretas e vestiário. A proposta da gestão municipal é transformar o espaço em ponto de encontro para torneios, projetos sociais e atividades esportivas voltadas principalmente para crianças e adolescentes da comunidade.

O antigo cenário do campo contrastava com a nova estrutura. Antes da reforma, o local acumulava lama, buracos e falta de segurança, dificultando a prática esportiva, especialmente em períodos de chuva. Para moradores da região, a mudança representa mais do que uma melhoria urbana.

Há 20 anos vivendo na comunidade, o entregador Bruno Souza afirmou que o espaço pode abrir caminhos para iniciativas sociais no bairro. “Antes, era um campo de puro barro, inclusive, ao redor também era tudo lama e não tinha nenhuma estrutura, nem alambrado. Quem caía se machucava bastante”, relata.

O crescimento do número de arenas com grama sintética em Salvador revela uma estratégia cada vez mais presente nas políticas públicas municipais: ocupar espaços urbanos através do esporte. A gestão defende que equipamentos desse tipo ajudam a afastar jovens da violência e fortalecem os vínculos comunitários em áreas historicamente marcadas pela ausência de investimentos em lazer.

Ao mesmo tempo, o avanço dessas estruturas também levanta um debate importante sobre a necessidade de manutenção contínua, oferta de projetos permanentes e acesso democrático aos espaços. Sem atividades organizadas e acompanhamento social, muitos equipamentos esportivos acabam funcionando apenas de forma pontual.

Com a Arena Oásis, Salvador se aproxima da marca de 100 campos sintéticos inaugurados, consolidando o esporte como uma das principais ferramentas de ocupação social da cidade.

Continue Lendo

Nos campos

Habilidades do poker podem ajudar Neymar em campo na Copa do Mundo

Entenda como o camisa 10 pode lidar melhor com decisões, tensão e controle emocional no Mundial de 2026

Publicado

em

A convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 recolocou em debate não apenas o desempenho técnico do camisa 10, mas também sua capacidade de lidar com a pressão de mais uma tentativa de conduzir o Brasil ao hexacampeonato. E, curiosamente, parte dessa discussão passa longe dos gramados: chega às mesas de poker.

Apaixonado pelo jogo há mais de uma década, o atacante do Santos desenvolveu uma relação intensa com o poker, participando de torneios presenciais e online. A análise não trata da qualidade técnica de Neymar em campo, mas do impacto psicológico que experiências de pressão, risco e tomada de decisão podem gerar em atletas acostumados a competir em cenários extremos.

Para o treinador mental Marcelo Müller, o poker funciona como uma espécie de laboratório emocional. Segundo ele, situações de tensão vividas nas mesas ajudam a responder melhor em ambientes de cobrança intensa, como uma Copa do Mundo. “Se o Neymar experimenta a tensão no poker e consegue executar o seu jogo, ele está, na prática, treinando o próprio cérebro para lidar com a pressão em outros ambientes”, explica.

A lógica é simples: quanto maior a exposição a momentos decisivos, maior tende a ser a adaptação mental do atleta. Em outras palavras, aprender a controlar ansiedade, impulsividade e frustração em um jogo estratégico pode refletir diretamente na postura dentro de campo.

A psicóloga Bárbara Rossi segue linha parecida. Ela destaca que tanto o futebol quanto o poker exigem do cérebro uma combinação constante entre percepção espacial, raciocínio rápido, controle emocional e tomada de decisão sob pressão. “Isso estimula especialmente o córtex pré-frontal, região responsável pelo planejamento, controle dos impulsos, raciocínio lógico e clareza mental”, diz.

Segundo a especialista, o jogo ajuda a desenvolver competências importantes para atletas de elite, como foco, paciência, tolerância à frustração e recuperação emocional após erros. Elementos que fazem diferença em partidas grandes, principalmente para jogadores que carregam enorme responsabilidade coletiva, como Neymar.

O debate também ajuda a ampliar a visão sobre o futebol moderno. Cada vez mais, o desempenho esportivo ultrapassa a questão física ou tática e mergulha no aspecto mental. Em uma Seleção que tenta reconstruir sua identidade após anos de instabilidade, equilíbrio emocional pode ser tão decisivo quanto talento.

Continue Lendo

Nos campos

Vitória supera tensão, aproveita expulsões e avança à semifinal da Copa do Nordeste

Renato Kayzer volta após lesão, decide no Barradão e recoloca o Leão entre os favoritos do torneio

Publicado

em

O Vitória sofreu mais do que o esperado, mas confirmou a classificação para a semifinal da Copa do Nordeste ao vencer o Ceará por 1 a 0, no Barradão. Em uma partida marcada por tensão, expulsões e desperdício de chances, o retorno decisivo de Renato Kayzer acabou sendo o detalhe que desequilibrou o confronto.

O resultado recoloca o Vitória em um momento importante da temporada. Depois de oscilar no Campeonato Brasileiro, o time de Jair Ventura encontrou na competição regional uma oportunidade de reafirmar competitividade e reconstruir confiança diante da torcida.

O jogo, no entanto, esteve longe de ser tranquilo. Mesmo com um jogador a mais desde os 34 minutos do primeiro tempo, após expulsão de Luizão, o Rubro-Negro encontrou dificuldades para transformar superioridade numérica em controle efetivo da partida.

O Ceará, mesmo pressionado, mostrou organização defensiva e ainda criou situações perigosas, especialmente em bolas paradas. O Vitória teve volume ofensivo, mas repetiu um problema que vem acompanhando a equipe em alguns momentos da temporada: a dificuldade de transformar domínio em eficiência.

Na segunda etapa, o cenário parecia caminhar para um empate nervoso até a entrada de Renato Kayzer. Recuperado de lesão muscular, o atacante precisou de poucos minutos para mostrar sua importância no elenco. Aproveitou bola parada e marcou o gol que definiu a classificação rubro-negra.

Mesmo após ficar com dois jogadores a menos, o Ceará ainda conseguiu assustar nos minutos finais, obrigando Lucas Arcanjo a fazer defesas importantes. O susto serviu como alerta para um Vitória que controlou o jogo em posse e território, mas ainda mostrou dificuldade para “matar” a partida.

Agora, o Vitória encara o ABC nas semifinais. E, apesar das oscilações, a noite no Barradão deixou uma sensação clara: quando consegue aliar intensidade, apoio da torcida e eficiência ofensiva, o time volta a parecer competitivo em jogos grandes.

Continue Lendo

Mais lidas