A BYD, líder global em veículos híbridos e elétricos e soluções de mobilidade sustentável, anuncia o início de uma parceria estratégica de três anos com o FC Internazionale Milano (Inter), tornando-se a Parceira Automotiva Global do clube.
Esse acordo coloca a união do setor automotivo com o futebol em um novo patamar global, unindo duas potências mundiais movidas por uma visão em comum: transformar emoção em realidade tangível, promovendo talentos, buscando a liderança em seus respectivos setores, perseguindo a excelência e abraçando uma visão inovadora do futuro.
Essa parceria estabelece uma sinergia entre duas instituições com presença consolidada em mercados estratégicos. A Inter, com mais de 533 milhões de torcedores ao redor do mundo, é o segundo clube de futebol com maior crescimento da base de fãs nos últimos cinco anos. Na China, berço da BYD, os Nerazzurri estão entre os times mais queridos, com mais de 154 milhões de fãs. Já na América do Sul, mercado-chave para a BYD, a Inter conta com cerca de 90 milhões de torcedores, graças aos craques sul-americanos que marcaram a história do clube.
Consolidação
No segmento automotivo, a BYD se consolida cada vez mais como referência tecnológica em veículos híbridos e elétricos, com mais de 4,2 milhões de unidades vendidas em 2024, um aumento de 41% em relação ao ano anterior. E já supera 2 milhões de unidades vendidas apenas no primeiro semestre deste ano, mantendo um crescimento de dois dígitos em relação ao mesmo período de 2024. A greentech já é referência brasileira e mundial na eletrificação da frota e está na vanguarda da nova indústria.
Stella Li, Vice-Presidente Executiva da BYD, declarou: “O nome BYD significa Construa Seus Sonhos, e acredito que essa parceria é um sonho para os jovens e todos que amam o futebol. O clube é amplamente reconhecido por sua energia, por nunca desistir e estar sempre lutando pelo sucesso. Essas qualidades também refletem o espírito da BYD, somos uma empresa global de tecnologia verde, com o sonho de combater as mudanças climáticas e resfriar o planeta em um grau. Estamos nos dedicando a isso, com 120 mil engenheiros trabalhando dia e noite, registrando 45 patentes a cada dia útil, porque amam o que fazem e almejam o sucesso. Essa determinação, impulso constante por mudança e trabalho duro são valores mútuos entre a BYD e a Inter”.
“Estamos extremamente satisfeitos em anunciar esta nova parceria, que reúne dois grupos globais unidos por uma busca constante pelo futuro e pela excelência,” disse Giorgio Ricci, Diretor de Receita (CRO) da FC Internazionale Milano. “É motivo de orgulho para nós que o Grupo, com suas marcas BYD e DENZA, tenha escolhido a Inter como o primeiro clube de futebol para a firmar parceria. Isso é prova do crescente apelo global da nossa marca. Essa colaboração abre novas oportunidades para ativações e conteúdos de alcance internacional, capazes de engajar torcedores e consumidores ao redor do mundo. Juntos, queremos desenvolver projetos inovadores que fortaleçam ainda mais o posicionamento da BYD como referência no cenário global da mobilidade sustentável”.
Colaboração
O acordo prevê uma colaboração 360 graus, na qual a BYD, por meio das marcas BYD e DENZA, trabalhará lado a lado com a Inter para maximizar o valor da parceria, reforçar o posicionamento de ambas as partes e alcançar objetivos comuns de crescimento mútuo.
Além disso, a BYD fornecerá cerca de 70 veículos para atender à alta gestão, comissão técnica e jogadores do time principal — uma oportunidade exclusiva para os Nerazzurri testarem na prática todas as tecnologias de ponta da greentech com máximo conforto e segurança, além de se tornarem parte da revolução verde liderada pela BYD, com seus veículos elétricos e super-híbridos plug-in (DM-i).
Inicialmente, a Inter receberá uma edição especial do BYD Sealion 7, carro-chefe da marca em tecnologia, customizado com elementos inspirados nas cores Nerazzurri. Esse mesmo modelo será posteriormente disponibilizado em edição limitada para torcedores e entusiastas da Inter, que poderão viajar com as cores do seu time do coração.
Serão implementados programas exclusivos de compra e aluguel de veículos BYD voltados aos torcedores da Inter em todo o mundo, com mais informações a serem divulgadas nas próximas semanas. Trata-se de mais uma forma de proporcionar à comunidade de fãs experiências únicas com os modelos da BYD, unidos pela paixão pela Inter.
Com o lançamento iminente da marca DENZA na Europa nos próximos meses, a parceria com a Inter será um ativo estratégico fundamental para a introdução da marca premium do BYD no continente.
Essa colaboração com a Inter está totalmente alinhada à estratégia da BYD de consolidar sua presença no futebol internacional. A BYD já fortaleceu sua atuação no cenário europeu ao se tornar patrocinador oficial da UEFA EURO 2024 e do Campeonato Europeu Sub-21 da UEFA 2025, reafirmando seu compromisso com o apoio às competições de futebol de alto nível e com o engajamento de milhões de torcedores ao redor do mundo.
A Copa do Mundo de 2026 já começa a produzir reflexos fora dos gramados. Um dos impactos mais visíveis aparece nas livrarias e papelarias. Segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria registrou crescimento de 13,4% nas vendas em maio na comparação com o mês anterior, além de alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado foi o melhor entre os oito setores analisados pelo levantamento e reforça um fenômeno que costuma acompanhar grandes eventos esportivos: o fortalecimento do consumo de produtos ligados à experiência do torcedor.
Entre os fatores apontados para o desempenho está o início da comercialização dos tradicionais álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. Muito além de um produto voltado para crianças, os álbuns mobilizam colecionadores de diferentes gerações e transformam a troca de figurinhas em um ritual social que atravessa décadas.
O movimento revela uma característica interessante do futebol brasileiro. Em períodos de Mundial, o interesse pela competição ultrapassa as transmissões dos jogos e alcança diferentes setores da economia, criando oportunidades para editoras, papelarias e pequenos comerciantes.
Na Bahia esse comportamento também pode ser observado em escolas, praças e espaços públicos, onde colecionadores se reúnem para completar seus álbuns e compartilhar a expectativa pela participação da Seleção Brasileira.
Além do segmento editorial, outros setores também apresentaram crescimento em maio, como vestuário, móveis, eletrodomésticos e supermercados. A expectativa do mercado é que o avanço do torneio e o aumento da mobilização dos torcedores gerem impactos ainda maiores nos próximos meses.
A Copa do Mundo continua sendo um fenômeno cultural e econômico capaz de influenciar hábitos de consumo, movimentar negócios e aproximar diferentes gerações em torno de uma paixão compartilhada.
Existe uma característica comum entre grandesatletas e grandes empresários que pouca gente percebe: ambos aprendem cedo que talento, sozinho, não sustenta resultado.
O esporte foi uma das escolas mais importantes que eu tive para entender disciplina, repetição, resiliência e controle emocional. E, honestamente, acredito que muita gente subestima o impacto que essas habilidades têm no mundo dos negócios.
No esporte, você aprende rapidamente que não existe evolução sem rotina. Não existe resultado sem treino. Não existe vitória sem preparo. E, principalmente, aprende que perder faz parte do processo.
O empreendedorismo funciona exatamente assim.
As pessoas costumam olhar para empresários bem-sucedidos e enxergar apenas o resultado final. Veem a empresa pronta, os números, o reconhecimento. Mas quase nunca enxergam a quantidade de decisões difíceis, erros, pressão e repetição que existem por trás disso.
No esporte, ninguém acha estranho um atleta treinar durante anos para competir alguns minutos. Nos negócios, muita gente acha que vai construir algo relevante sem preparo, sem disciplina e sem consistência.
Talvez por isso eu tenha me conectado tanto com o futebol quando investi no Orlando City, nos Estados Unidos. Na época, muita gente não entendia aquele movimento. Mas eu enxergava algo que aprendi no empreendedorismo: todo fenômeno não percebido é um fenômeno não precificado.
O futebol nos EUA estava crescendo diante dos olhos do mercado, mas ainda havia pouca gente prestando atenção. E o esporte tem uma característica muito parecida com o empreendedorismo de revelar tendências humanas antes de muita gente perceber.
Esporte é comportamento. É cultura. É mentalidade.
Quando você acompanha a rotina de um atleta de alta performance, percebe rapidamente que a diferença raramente está apenas na técnica. O que separa os grandes nomes é a capacidade de manter disciplina mesmo quando ninguém está olhando. E empreender também é assim.
Existe uma romantização muito grande sobre motivação. Mas motivação é emocional. Disciplina é racional. E quem constrói algo relevante aprende a depender menos do estado emocional e mais da capacidade de continuar executando mesmo nos dias difíceis.
Eu costumo dizer que o empreendedor precisa aprender a lidar com pressão sem perder clareza. E isso o esporte ensina de forma brutal. Um atleta pode errar diante de milhares de pessoas e ainda assim precisar continuar no jogo. Um empresário também. Tomar decisões difíceis faz parte da rotina de quem lidera.
Outro ponto importante é que o esporte ensina que ninguém vence sozinho. As pessoas gostam da imagem do empresário solitário que construiu tudo por conta própria, mas isso não existe. Grandes resultados dependem de equipe, cultura, liderança e confiança, exatamente como acontece dentro de um time.
Talvez seja por isso que eu acredite tanto que o esporte ajuda a formar mentalidade empreendedora. Porque ele ensina sobre consistência e isso mercado cobra o tempo inteiro. No fim do dia, resultado não é consequência de intensidade momentânea. É consequência de repetição bem executada ao longo do tempo.
E isso vale para um atleta. Vale para um empresário. E vale para qualquer pessoa que queira construir algo relevante na vida. No esporte e nos negócios, a diferença quase nunca está em começar motivado. Está em continuar quando a motivação acaba.
* Flávio Augusto da Silva é empresário, ex-proprietário do Orlando City e acionista da Major League Soccer
A proximidade da Copa do Mundo já começou a movimentar o mercado esportivo brasileiro. O Grupo SBF, dono da Centauro e da Fisia, além de distribuidora oficial da Nike no Brasil registrou receita líquida de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 14,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reforça como o futebol continua sendo um motor importante da economia esportiva nacional.
Segundo a companhia, parte desse avanço foi puxada pelo início do ciclo do Mundial, especialmente pela procura por camisas da Seleção Brasileira e produtos ligados à CBF. O interesse do consumidor apareceu logo nos primeiros lançamentos, que tiveram desempenho acima do esperado mesmo com poucos dias de comercialização no trimestre.
“Começamos 2026 bem posicionados, com uma operação fortalecida e preparada para capturar as oportunidades de um ano importante para o esporte. Seguimos avançando com consistência em nossas unidades de negócio, equilibrando crescimento e rentabilidade”, afirma Gustavo Furtado, CEO do Grupo SBF.
Mais do que números, o resultado revela um movimento que vai além do consumo. Em ano de Copa, o futebol volta a ocupar espaço central no cotidiano do brasileiro, e isso se reflete diretamente no comportamento do mercado. Camisas oficiais, produtos licenciados e itens esportivos deixam de ser apenas mercadoria e passam a funcionar também como símbolo de pertencimento, identidade e participação cultural.
A Centauro manteve crescimento em lojas físicas e no ambiente digital, alcançando R$ 931 milhões em receita no trimestre. O desempenho foi impulsionado principalmente pela categoria de corrida, que cresceu 48% no período, mostrando que o interesse pela prática esportiva também segue em alta no país.
Já a Fisia ultrapassou R$ 1 bilhão em receita trimestral, impulsionada pelas vendas no atacado, no digital e pelas novas coleções ligadas ao futebol. Entre os destaques estão os lançamentos das camisas da Seleção Brasileira e de clubes patrocinados pela Nike, como Vasco e Atlético-MG.
O mercado esportivo brasileiro vive hoje uma transformação importante. Se antes o consumo girava quase exclusivamente em torno da paixão clubística, agora ele também conversa com comportamento, moda, saúde e experiência. A Copa do Mundo potencializa esse cenário ao transformar o esporte em vitrine global de consumo e engajamento.
Ao mesmo tempo, os números mostram como o futebol segue economicamente poderoso no Brasil, mesmo em um cenário de críticas frequentes à Seleção e de mudanças no perfil do torcedor. A indústria esportiva continua encontrando no imaginário da Copa um combustível capaz de movimentar bilhões e reforçar o peso cultural do esporte no país.