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Na vida

Liverpool eterniza Diogo Jota em mural próximo a Anfield

Torcedores e artista local prestam homenagem com arte pública após morte trágica do atacante português

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Um mural especial em homenagem a Diogo Jota foi concluído nesta semana nas imediações de Anfield, em Liverpool, transformando luto em reverência. A obra, assinada pelo artista John Culshaw, retrata o atacante português em um momento de celebração, eternizado nos arredores do estádio onde viveu alguns dos seus maiores feitos com a camisa dos Reds.

A homenagem ocorre dias após a morte de Jota e de seu irmão André Silva, vítimas de um acidente de trânsito no início do mês. O impacto da notícia abalou não apenas o futebol europeu, mas especialmente a torcida do Liverpool, que viu no gesto uma forma de devolver o carinho que o camisa 20 ofereceu em campo desde sua chegada ao clube, em 2020, vindo do Wolverhampton.

Instalado na parede externa do pub Halfway House, a poucos passos de Anfield, o mural reforça uma tradição do clube inglês: transformar a memória de seus ídolos em símbolos urbanos permanentes. Para o autor da obra, a escolha da imagem foi simbólica.

“Escolhi essa imagem porque mostra Diogo enviando amor aos fãs e, ao imortalizá-lo em nossa cidade, mostramos que estamos devolvendo o amor imediatamente”

A arte pública se tornou expressão coletiva do sentimento de perda e gratidão. Liverpool é uma cidade que aprendeu, ao longo de décadas, a lidar com a tragédia no futebol — e a respondê-la com afeto e memória. O mural de Jota se junta a tantos outros marcos que preservam a alma do clube fora das quatro linhas.

Em tempos de culto acelerado e esquecimento fácil, manter viva a imagem de um jogador como Diogo Jota — não apenas pelo que fez com a bola, mas pela relação sincera com a torcida — é um gesto de resistência afetiva. Como resumiu o próprio artista:

“Diogo nos deu tantas lembranças. É justo que ele continue sendo nosso número 20 para sempre.”

Na vida

Livro de Raquel Castanharo propõe nova forma de entender a corrida e desmonta mitos do esporte

O que a ciência diz sobre correr e por que o corpo pode ir além do que se imagina?

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A corrida, uma das práticas esportivas mais populares do mundo, ainda é cercada por dúvidas, fórmulas prontas e crenças pouco fundamentadas. É nesse cenário que a fisioterapeuta e maratonista Raquel Castanharo lança o livro Este livro não é só sobre corrida, uma obra que busca aproximar ciência e prática de forma acessível.

Publicado pela Editora Planeta Brasil, o livro se apresenta como um manual completo, mas vai além do aspecto técnico. A proposta é questionar padrões e provocar uma reflexão sobre o próprio corpo, tratando a corrida não apenas como exercício, mas como uma experiência de autoconhecimento.

Com base em estudos de biomecânica e na prática clínica, a autora responde dúvidas comuns de quem corre ou quer começar. Temas como postura, tipo de pisada, escolha de tênis, respiração e prevenção de lesões aparecem com explicações diretas, sem recorrer a fórmulas universais.

Um dos pontos centrais da obra é a ideia de que o corpo humano é adaptável e “antifrágil”, capaz de evoluir quando estimulado da forma correta. Nesse contexto, a corrida deixa de ser vista como uma atividade restrita a atletas ou a quem busca emagrecimento, e passa a ser entendida como ferramenta de saúde e longevidade.

“A Raquel fala hoje tudo o que eu gostaria de ter ouvido há, pelo menos, vinte anos. Como foi que nós – principalmente mulheres – crescemos achando que somos frágeis ou que exercício é só para quem quer emagrecer? Que sorte a nossa ter encontrado a voz dela a tempo”, diz Mari Krüger, bióloga, DJ e uma das principais divulgadoras científicas do Brasil

A publicação também dialoga com um público mais amplo, especialmente iniciantes, ao destacar três pilares para a criação do hábito: ambiente adequado, repetição e recompensa. A mensagem é clara: correr não depende apenas de desempenho, mas de consistência e contexto.

Ao mesmo tempo, o livro evita um discurso simplista. A própria autora reconhece que nem todos precisam correr, mas defende que todos deveriam ter acesso ao conhecimento sobre o movimento e suas possibilidades.

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Na vida

COI redefine regras e restringe participação feminina nos Jogos Olímpicos a critério genético

Nova política para Los Angeles 2028 exclui mulheres trans e parte das atletas intersexo

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O Comitê Olímpico Internacional anunciou uma mudança profunda nas regras de elegibilidade para as competições femininas. A partir dos Jogos de Los Angeles 2028, apenas atletas consideradas biologicamente mulheres, segundo um teste genético baseado no gene SRY, poderão disputar provas na categoria feminina.

A nova diretriz substitui o modelo anterior, que levava em conta níveis hormonais e princípios de inclusão. Agora, o critério passa a ser mais objetivo, e também mais restritivo. A presença do gene SRY, geralmente associada ao cromossomo Y, será suficiente para impedir a participação na categoria feminina, independentemente da identidade de gênero.

Na prática, a decisão impacta diretamente mulheres trans e atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD), incluindo casos históricos no esporte. Nomes como Caster Semenya, que já enfrentou restrições em competições internacionais, ajudam a ilustrar um debate que está longe de ser novo, mas ganha agora contornos mais rígidos.

O COI argumenta que a mudança busca equilíbrio competitivo e segurança, especialmente em modalidades onde pequenas diferenças físicas podem ser determinantes. A presidente da entidade, Kirsty Coventry, defende que a decisão se apoia em evidências científicas e na necessidade de preservar a integridade das disputas.

Por outro lado, a medida reacende críticas sobre exclusão e falta de sensibilidade com trajetórias individuais. A brasileira Tifanny Abreu, pioneira como mulher trans no vôlei de alto rendimento, reagiu publicamente e classificou a decisão como parte de um movimento político mais amplo, apontando instabilidade nas regras e impactos diretos na vida dos atletas.

Outro caso recente que ajuda a dimensionar o tema é o da boxeadora argelina Imane Khelif, alvo de questionamentos e ataques durante competições internacionais, mesmo sendo campeã olímpica. Situações como essa expõem como o debate extrapola o campo esportivo e alcança questões sociais, científicas e políticas.

A nova política prevê ainda exceções raras, como casos de Síndrome de Insensibilidade Completa aos Andrógenos (CAIS), mas mantém o gene SRY como fator central. O teste será realizado uma única vez na carreira, com métodos considerados pouco invasivos.

Embora o COI destaque que a medida vale apenas para o alto rendimento, o impacto simbólico é amplo. O esporte olímpico, historicamente apresentado como espaço de diversidade e união, passa a lidar com um novo dilema: como equilibrar justiça competitiva e inclusão em um cenário cada vez mais complexo.

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Eventos

Livro sobre o Penta resgata memória da Seleção e valoriza legado baiano nas Copas

Obra revisita gols históricos do Brasil e reforça conexão entre futebol, cultura e identidade nacional

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Em ano de Copa do Mundo, quando o torcedor volta a projetar o sonho do hexa, o passado ganha espaço como ponto de partida. O lançamento do livro “Penta: As ilustrações e narrações dos gols do Brasil nas conquistas das Copas” propõe revisitar os cinco títulos mundiais da Seleção Brasileira a partir de imagens e narrativas que marcaram época.

A obra reúne os momentos decisivos das campanhas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, com foco nos gols que ajudaram a construir a identidade do futebol brasileiro. A primeira edição terá 500 exemplares especiais, voltados a colecionadores, antes de uma distribuição ampliada.

Mais do que um produto editorial, o livro dialoga com o momento atual do futebol. Em um cenário de consumo rápido de conteúdo, iniciativas que resgatam a memória ajudam a manter viva a relação afetiva do torcedor com a história do jogo.

Para o público baiano, essa memória tem peso próprio. A Bahia participou diretamente dessa trajetória, com sete campeões mundiais. De Zózimo, bicampeão em 1958 e 1962, a nomes como Bebeto e Aldair em 1994, até o protagonismo no Penta de 2002 com Dida, Júnior, Vampeta e Edílson.

A obra tem o apoio da Bem Brasil (patrocinadora do vôlei feminino e da natação paralímpica do Praia Clube), que investe na cultura como forma de promover a memória das lendas do esporte. “Apoiar um livro que registra as cinco conquistas do nosso futebol é uma forma de honrar nossa história”, afirma Gustavo Amaral, Head de Marketing da Bem Brasil.

“Esse livro é uma verdadeira obra de arte gestada e produzida pelo ilustrador Marco Sousa e pelo pesquisador Mauricio Neves de Jesus”, afirma Marco Piovan, editor-chefe da editora Onze Cultural. O lançamento acontece na Retrôgol Arena, em São Paulo, com evento aberto ao público no dia 25 de março.

A proposta do lançamento de Penta: As ilustrações e narrações dos gols do Brasil nas conquistas das Copas” inclui sessão de autógrafos e encontro com os autores, reforçando o caráter de experiência em torno da obra. Em um momento onde falta confiança na Seleção, e o futebol brasileiro busca se reinventar como produto, olhar para trás segue sendo uma forma eficiente de manter a memória dos bons tempos ainda viva no presente.

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