Na saúde

Caminhar rápido ou correr leve: qual faz melhor para o corpo?

Especialistas explicam por que a escolha depende mais do ritmo e da constância do que da velocidade em si

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Entre quem busca melhorar o condicionamento físico ou queimar calorias, uma dúvida é quase universal: é melhor correr leve ou caminhar rápido? A resposta, segundo especialistas, não é tão simples — e passa por fatores como intensidade, impacto nas articulações e regularidade da prática.

A corrida leve costuma ter vantagem em gasto energético. Um adulto de 70 kg pode queimar de 450 a 550 calorias por hora, enquanto a caminhada rápida (a cerca de 6 km/h) gasta 280 a 350 calorias no mesmo período. A diferença está no esforço cardiovascular e muscular, que faz o corpo continuar consumindo oxigênio após o treino — o chamado afterburn effect.

Mas o cenário muda quando o ritmo é mantido por mais tempo ou quando o terreno é inclinado. Nesses casos, a caminhada pode se igualar à corrida em gasto calórico, com a vantagem de ser mais segura para joelhos e tornozelos.

Para quem tem sobrepeso, histórico de lesões ou está retomando a atividade física, caminhar é a opção mais sustentável. Já correr fortalece ossos, melhora o VO₂ máximo e traz ganhos mais rápidos de performance — desde que acompanhada de boa técnica e recuperação adequada.

Na prática, o ideal é alternar os dois estímulos. Um treino híbrido, com 1 minuto de corrida leve seguido de 2 minutos de caminhada, repetido por 20 a 30 minutos, combina queima de gordura, melhora cardiovascular e menor risco de lesão.

A percepção de esforço também é um bom guia. Na caminhada rápida, o ritmo é moderado — dá para conversar. Na corrida leve, a respiração é mais intensa e falar se torna difícil. Quanto maior a intensidade, maior o gasto calórico, mas também a necessidade de descanso.

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