O Vitória apresentou nesta sexta-feira (4) a nova Camisa da Consciência Negra 2025, desenvolvida em parceria com a Volt Sport. A edição especial celebra a história, a cultura e a resistência do povo negro, elementos profundamente ligados à identidade do clube e de sua torcida.
Produzida em edição limitada, a peça traz um tecido jacquard exclusivo, com textura afro sutil, remetendo às origens africanas que moldaram a formação social e cultural da Bahia. Na gola, o acabamento retilíneo personalizado valoriza o cuidado estético e simbólico que o clube dedica a cada detalhe do uniforme. Para o presidente Fábio Mota, a camisa representa mais do que um produto esportivo:
“Essa camisa é uma manifestação de orgulho, luta e pertencimento. Temos o compromisso de valorizar causas sociais e culturais através do design. Essa coleção reforça o papel do futebol como ferramenta de transformação e inclusão”
Dois selos reforçam a mensagem da campanha: o da Consciência Negra, aplicado na parte frontal, e o termo “Respeito”, estampado abaixo da gola, nas costas — uma palavra que sintetiza o propósito da iniciativa.
A Camisa da Consciência Negra já está disponível nas lojas oficiais do clube e no site www.lojasounego.com.br.
O Bahia apresenta um novo terceiro uniforme para a temporada 2026 com uma proposta que vai além da estética. Desenvolvida em parceria com a Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia (FINPAT), a campanha coloca os povos originários como protagonistas da narrativa.
Com o conceito “O Brasil sempre esteve aqui”, o projeto foi construído a partir da participação de lideranças e comunidades indígenas. A proposta procura romper com o modelo tradicional de campanhas que apenas homenageiam povos originários, dando espaço para que suas próprias histórias, culturas e reivindicações sejam apresentadas.
Identidade indígena em campo
A camisa combina azul e dourado e traz uma estampa inspirada nos colares pataxó. O azul representa as águas e o Oceano Atlântico, enquanto o dourado faz referência ao Tawá, o barro, associado às riquezas da terra.
Na estreia, contra o Remo, na segunda-feira (14), pela 27ª rodada do Brasileirão, os jogadores do Bahia terão nas costas nomes de povos indígenas da Bahia, como Pataxó, Tupinambá, Kirirí e Atikum.
Antes da partida, lideranças indígenas também participarão do protocolo no gramado e farão a leitura do manifesto da campanha, acompanhadas por crianças indígenas.
A produção audiovisual foi realizada em territórios indígenas do Extremo Sul da Bahia e da Ilha de Itaparica, com participação de lideranças como a Cacica Inaiê Tupinambá e outros representantes indicados pelas próprias comunidades.
Resistência cultural
O projeto também prevê conteúdos sobre ancestralidade, sustentabilidade, preservação cultural, proteção dos territórios e formação de novas lideranças.
Esse é talvez o ponto mais relevante da iniciativa: a parceria não se limita à criação de uma camisa temática. Ao colocar a FINPAT na construção do conceito e da narrativa, o Bahia busca transformar a ação em uma plataforma permanente de conteúdo e diálogo.
O uniforme ainda é produzido com 100% de poliéster reciclado e utiliza a tecnologia dryCELL, voltada para absorção de umidade e respirabilidade.
A nova camisa já está à venda nos canais oficiais do Bahia e da PUMA. A versão Torcedor custa R$ 369,99, enquanto a versão Jogador sai por R$ 599,99. O modelo infantil custa R$ 329,99.
A cobertura esportiva da Copa do Mundo já não se limita mais à transmissão dos jogos. Em 2026, ela também passa pela linguagem da internet, pela construção de comunidade e até pela forma de vestir. A CazéTV anunciou o lançamento da coleção oficial de roupas que será usada por narradores, comentaristas e apresentadores durante o Mundial, ampliando uma estratégia que mistura futebol, cultura digital e identificação com o público.
A linha chega ao mercado com quatro modelos de camisetas nas cores amarelo, azul, branco e preto, inspiradas em referências históricas das Copas de 1994 e 2002. As peças incorporam elementos visuais ligados à torcida brasileira e à identidade construída pela própria CazéTV nos últimos anos.
As peças serão vendidas inicialmente pela loja oficial da CazéTV no Mercado Livre e terão preços abaixo de R$ 100. A proposta reforça outro aspecto importante da estratégia: tornar o produto acessível a um público amplo, aproximando ainda mais o canal da comunidade que ajudou a consolidar sua audiência nos últimos anos.
Ao permitir que o público utilize exatamente os mesmos uniformes do elenco durante a cobertura da Copa, a CazéTV aposta justamente nessa lógica de aproximação. A estratégia também evidencia uma mudança importante no mercado esportivo brasileiro.
Se antes a cobertura da Copa estava concentrada apenas na televisão tradicional, hoje ela se espalha por plataformas digitais que conseguem dialogar diretamente com públicos mais jovens, especialmente aqueles acostumados à comunicação rápida, descontraída e interativa da internet.
O Fluminense de Feira apresentou sua nova coleção de uniformes para a Série B do Campeonato Baiano 2026 com uma proposta que vai além do futebol. Com o conceito “O Sertão Não Se Rende”, o clube aposta na valorização da cultura local como parte da sua identidade esportiva.
O lançamento traz uma homenagem direta a dois nomes da literatura feirense: Antonio Brasileiro e Roberval Pereyr.
O ensaio da campanha foi realizado no Museu Casa do Sertão, em Feira de Santana, espaço que carrega a memória da região e dialoga com a proposta do projeto. Ao reunir jogadores e artistas no mesmo ambiente, o clube constrói uma narrativa que aproxima esporte e literatura em torno de uma mesma identidade. Isso insere o clube em um movimento mais amplo de conexão com o território, reforçando o papel do futebol como plataforma de expressão cultural.
A iniciativa também revela uma tentativa de reposicionamento. Em um cenário onde muitos clubes ainda limitam suas ações ao campo esportivo, o Fluminense de Feira busca se afirmar como agente cultural, valorizando referências que, muitas vezes, ficam à margem do grande público.
Os próprios homenageados destacam esse ponto. A valorização da arte local aparece como um caminho para ampliar o alcance da literatura e criar novos pontos de contato com a população, algo que o futebol, pela sua capilaridade, consegue potencializar.
Ao incorporar elementos culturais à sua comunicação, o Fluminense de Feira reforça vínculos com a comunidade e constrói uma identidade que não depende apenas de resultados dentro de campo.