Conecte-se com nossas redes

Nas águas

Seleção Brasileira de natação estreia no Parapan-Pacífico 

Publicado

em

A Seleção Brasileira de natação disputa a partir desta sexta-feira, 28, o Parapan-Pacífico. A competição vai até o próximo domingo, 30, e acontece na cidade de Walnut, nos Estados Unidos. Nos três dias, as baterias preliminares começam às 13h (horário de Brasília), enquanto as finais têm início às 21h30.


Disputado desde 2011, o Parapan-Pacífico é aberto a nadadores de países de fora da Europa. Ela foi criada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, com o objetivo de oferecer disputas de alto rendimento em anos nos quais não há disputa de Mundial ou Jogos Paralímpicos.


O Brasil participa do evento com uma equipe de 16 nadadores. Todos foram medalhistas em disputas individuais do último Mundial da modalidade, disputado em Singapura, em 2025.

Confira a convocação completa aqui.

Faz parte da delegação brasileira o mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, da classe S2 (comprometimento físico-motor), campeão mundial em Singapura nos 50m e 100m costas e nos 200m livre de sua classe. Na mesma competição, ele quebrou o recorde mundial dos 150m medley.


Gabrielzinho, 24, contabiliza ainda seis pódios nas duas últimas edições dos Jogos Paralímpicos: três ouros em Paris 2024 e dois ouros e uma prata em Tóquio 2020. No último mês de abril, o mineiro foi condecorado com o Laureus, maior premiação do esporte mundial, na categoria atleta com deficiência.


Também compõe a delegação brasileira a pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (baixa visão), maior campeã paralímpica da história do Brasil, com seis medalhas de ouro.

Participação no último Mundial
O Brasil encerrou a disputa do Mundial de natação paralímpica em Singapura com 39 medalhas, 13 de ouro, 16 de prata e 10 de bronze, na sexta colocação do quadro de medalhas do evento, disputado de 21 a 27 de setembro. O país foi representado por 29 atletas de sete estados, 16 homens e 13 mulheres, incluindo cinco estreantes em mundiais.


O quadro de medalhas foi liderado pela Itália, com 18 ouros, 17 pratas e 11 bronzes (46 medalhas); seguida pelos Estados Unidos, na segunda colocação, com 18 ouros, 6 pratas e 11 bronzes (35 medalhas); e pela China na terceira colocação, com 17 ouros, 9 pratas e 7 bronzes (33 medalhas)


Confira os atletas convocados:
Alessandra Oliveira dos Santos
Beatriz de Araujo Flausino
Debora Borges Carneiro
Gabriel Bandeira
Gabriel Geraldo dos Santos Araujo
José Ronaldo da Silva
Laila Suzigan Abate
Lídia Vieira Cruz
Lucilene da Silva Sousa
Maria Carolina Gomes Santiago
Mariana Gesteira Ribeiro
Mayara do Amaral Petzold
Patrícia Pereira dos Santos
Samuel da Silva de Oliveira
Talisson Henrique Glock
Thomaz Rocha Matera

Nas águas

Isaquias Queiroz termina em último no C1 1000m e fica sem medalha no Mundial de Canoagem

Publicado

em

Por

Isaquias Queiroz encerrou a participação no Campeonato Mundial de Canoagem de Velocidade em nono e último lugar na final do C1 1000m, disputada nesta sexta-feira (28), em Poznan, na Polônia, e ficou de fora do pódio.

A medalha de ouro foi dividida entre o tcheco Martin Fuksa, atual campeão olímpico da prova, e o húngaro Daniel Fejes, que cruzaram a linha de chegada empatados.

O brasileiro chegou à decisão após registrar o segundo melhor tempo das semifinais, com 4min23s65, mas não conseguiu repetir o desempenho na briga por medalhas. Largando atrás dos adversários, Isaquias não encontrou espaço ao longo da prova para executar a arrancada nos metros finais, movimento que costuma ser uma de suas marcas registradas.

Com isso, acabou se distanciando da disputa pelas primeiras posições e fechou a final na nona colocação.

Continue Lendo

Nas águas

Ana Marcela encara o Canal da Mancha em desafio que pode render recorde mundial

Baiana terá representante do Guinness no barco de apoio, mas diz que o principal objetivo é a realização esportiva

Publicado

em

A nadadora Ana Marcela Cunha está prestes a enfrentar um dos desafios mais simbólicos das maratonas aquáticas mundiais. Entre os dias 20 e 29 de julho, a campeã olímpica tentará cruzar o Canal da Mancha, trajeto que liga Inglaterra e França e é considerado uma das provas mais exigentes da natação em águas abertas.

Além da dificuldade natural do percurso, a travessia pode colocar a baiana no Guinness World Records. Um representante da entidade acompanhará a tentativa dentro do barco oficial da equipe para validar de forma imediata um possível recorde feminino da prova.

Apesar da possibilidade histórica, Ana Marcela faz questão de afastar a pressão. A atleta afirma que o foco está na experiência e na conclusão da travessia, e não na busca por um tempo específico. O posicionamento revela a maturidade de uma atleta acostumada a competir em alto nível, como disse em entrevista ao portal Olimpíada Todo Dia.

“Quero fazer uma travessia muito mais pelo coração, de realização pessoal e profissional, do que ir para o recorde e me frustrar com aquilo”

Hoje, a melhor marca feminina do Canal da Mancha pertence à tcheca Yvetta Hlavácová, que completou o percurso em 7h25min, em 2006. O trajeto tem cerca de 34 quilômetros em condições ideais, mas a distância pode aumentar de acordo com o comportamento do mar.

Em um dos desafios da preparação, Ana Marcela nadou por 12 horas (no escuro) na Represa Billings, que fica em São Bernardo do Campo. O treino começou às 20h de sexta-feira e terminou às 8h de sábado, pausando apenas para se alimentar (confira no vídeo abaixo).

A travessia contará com uma estrutura de apoio formada por árbitro, videomaker, representante do Guinness, tripulação e pelo guia Igor de Souza, uma das principais referências brasileiras na prova. Ex-atleta de maratonas aquáticas, ele acumula experiência tanto como nadador quanto no acompanhamento de atletas que encaram o desafio.

Para a Bahia, a tentativa representa mais um capítulo da trajetória de uma das maiores atletas da história do nosso esporte. Campeã olímpica em Tóquio 2020 e dona de sete títulos mundiais, Ana Marcela escolheu um ano com calendário internacional menos intenso para realizar um objetivo antigo, que ultrapassa a busca por medalhas.

Ana Marcela Cunha segue determinada a reafirmar uma característica que marcou toda a sua carreira: a capacidade de transformar desafios extremos em conquistas construídas com planejamento, resistência e paixão pelo esporte. Independentemente do cronômetro, a travessia já surge como mais um feito relevante para uma atleta que ajudou a colocar a Bahia e o Brasil no mapa das águas abertas mundiais.

Continue Lendo

Nas águas

Canoagem baiana domina Copa Brasil e reforça protagonismo nacional na modalidade

O que explica a hegemonia da Bahia nas provas de canoa e o impacto dessa base no cenário internacional?

Publicado

em

A Bahia voltou a mostrar força na canoagem nacional . Na Copa Brasil 2026, disputada em Lagoa Santa (MG), a delegação baiana conquistou 63 medalhas (sendo 21 de ouro) e confirmou um domínio consistente nas provas com embarcações do tipo canoa.

Mais do que o volume de pódios, o dado que chama atenção é o controle técnico das disputas: os atletas do estado venceram 19 das 21 provas da categoria. Um desempenho que não surge por acaso e que tem raízes em regiões como Itacaré e Ubaitaba, onde a modalidade faz parte do cotidiano.

Entre os destaques, nomes como Mateus Nunes e Valdenice Conceição, da Associação de Canoagem de Itacaré, além de Filipe Vinicius e Gabriel Assunção, da Associação Cacaueira de Canoagem, lideraram as principais provas de velocidade, tanto no individual quanto em duplas. São atletas que já transitam no cenário internacional e ajudam a consolidar a Bahia como referência.

A força, no entanto, não está apenas na elite. A base também chama atenção. Jovens como Lorrane Souza, Lucas Espírito Santo e Tailon Nascimento despontam como próxima geração, indicando que o ciclo de formação segue ativo e estruturado.

No quadro geral por equipes, a Associação de Canoagem de Itacaré terminou na segunda colocação, enquanto clubes de Ubaitaba também figuraram entre os primeiros colocados. Esse equilíbrio entre diferentes projetos reforça um ecossistema sólido, distribuído e competitivo.

A competição, que reuniu mais de 200 atletas de 26 clubes, também teve papel estratégico: serviu como seletiva para competições internacionais. Ou seja, além das medalhas, o desempenho impacta diretamente o futuro da modalidade no país.

Continue Lendo

Mais lidas