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No tatame

Judô brasileiro começa Grand Slam de Lausanne com três medalhas de bronze

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A Seleção Brasileira de Judô abriu o Grand Slam de Lausanne, na Suíça, com o saldo positivo em todas as disputas por medalhas que esteve presente. Nesta sexta-feira (28), Clarice Ribeiro (-48kg), Michel Augusto (-60kg) e Rafaela Rodrigues (-52kg) faturaram os bronzes de suas categorias de peso e inauguraram a campanha do Brasil na primeira etapa do Circuito Mundial da categoria realizado em solo suíço. Além dos pódios, os três ainda somaram pontos importantes no ranking classificatório para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028, aberto desde junho deste ano.

Confira como foi o dia do Brasil no Grand Slam de Lausanne:

Clarice Ribeiro carimba primeira medalha de Grand Slam da carreira

A primeira medalha brasileira no Grand Slam de Lausanne foi conquistada por Clarice Ribeiro (-48kg), que inaugurou seu quadro de medalhas em etapas do Circuito Mundial de Judô.

Clarice estreou contra a japonesa Yua Mori e conseguiu um yuko para avançar. Na luta seguinte, válida pelas oitavas-de-final, imobilizou a chilena Mary Dee Vargas Ley até o ippon. Já nas quartas, a brasileira foi ao golden score com a chinesa Wenna Zhuang, número três do mundo, após o tempo regulamentar terminar empatado com um waza-ari para cada, conseguindo uma imobilização suficiente para o yuko e para a vaga na semifinal da categoria.

A uma luta da final, Clarice enfrentou a russa Marina Vorobeva e acabou imobilizada até o ippon, mas, voltou renovada para a disputa de bronze e ditou o ritmo contra a portuguesa Catarina Costa, adversária 11 anos mais velha e multimedalhista no Circuito Mundial. A brasileira conseguiu um yuko logo no início e administrou o placar com um bom jogo de solo, garantindo sua primeira medalha em Grand Slam da carreira.

Clarice tem 18 anos e se destacou em cenário internacional ao conquistar três títulos consecutivos no Mundial Cadete, sendo a única judoca do mundo a conseguir esse feito. A brasileira ainda compete pela classe júnior e, no sênior, já tem uma prata no Open Europeu de Varsóvia 2025 e um ouro no Campeonato Pan-Americano 2026, além de outros títulos nacionais, como o CBI Troféu Brasil e Campeonato Brasileiro. Há duas semanas, ela foi quinta colocada no Grand Prix de Lima, no Peru, até então seu melhor resultado no Circuito Mundial de Judô.

Com o bronze em Lausanne, Clarice somou mais 500 pontos no Ranking Mundial e, na próxima atualização, deve aparecer na berlinda do top 20.

Após ouro em Lima, Michel Augusto chega ao bronze em Lausanne

Em seguida ao bronze de Clarice, foi a vez de Michel Augusto (-60kg) entrar no tatame em busca de mais uma medalha para o judô brasileiro.

Ele estreou em Lausanne passando pelo belga Oliver Naert com um yuko. Na luta seguinte, imobilizou o israelense Yehonatan Veksler até o ippon e, nas quartas, teve o único revés do dia contra o sul-coreano Harim Lee, medalhista de bronze em dois dos últimos três mundiais, levando um yuko.

Mas, na repescagem, o brasileiro voltou a vencer e garantiu um lugar na disputa pelo bronze. Travou uma batalha contra o francês Luka Mkheidze, atual vice-campeão olímpico, e no golden score conseguiu a imobilização para empatar o confronto direto entre os dois. Na final do Grand Slam de Tbilisi, em 2025, Mkheidze havia levado a melhor.

Na decisão pela medalha, Michel cruzou com Ruslan Poltoratskii, de Bahrein, atual campeão asiático. O início de luta foi duro, com o brasileiro tendo dificuldades na troca de pegada e, de cara, levando duas punições. Mesmo pendurado, conseguiu achar o caminho, fez o adversário ser punido uma vez por passividade e, no golden score, achou um yuko para confirmar sua segunda medalha internacional em 2026.

Há duas semanas, ele foi campeão do Grand Prix de Lima, seu primeiro ouro no Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô. Aos 21 anos, é o quarto colocado do ranking mundial e, com o bronze, somou mais 500 pontos na listagem.

Rafaela Rodrigues leva a melhor em golden score de sete minutos e mantém o 100% de aproveitamento no Circuito Mundial

Para coroar o dia bronzeado do Brasil em Lausanne, Rafaela Rodrigues (-52kg) entrou no tatame e trouxe mais uma medalha para o judô brasileiro — a terceira.

Mais cedo, ela começou as preliminares vencendo a holandesa Naomi Van Krevel por ippon. Nas oitavas, passou pela russa Karina Efimova por yuko e, nas quartas, virou o placar de um yuko e um waza-ari contra para um ippon na japonesa Rin Takeuchi, campeã do Grand Prix de Qingdao, em junho.

Na semifinal, a brasileira caiu com a experiente francesa Blandine Pont, dona de cinco medalhas de ouro em Grand Slam, incluindo duas em 2026 — Tbilisi e Cazaquistão. Rafaela foi projetada em yuko e não conseguiu reverter o placar, indo à disputa pela medalha de bronze.

Na luta, enfrentou a uzbeque Sugdiyona Rafkatova, adversária que venceu a outra brasileira da categoria, Gabriela Conceição, mais cedo. O jogo técnico das duas teve um fim após quatro minutos de tempo regulamentar e mais sete de golden score, com as duas penduradas nas punições. Rafaela conseguiu uma sequência de boas entradas e conseguiu com que Radkatova fosse punida pela terceira vez por passividade.

Aos 19 anos, Rafaela pode dizer que teve o mês de agosto de 2026 como memorável na carreira. Há duas semanas, em sua estreia no Circuito Mundial, ela foi campeã do Grand Prix de Lima e, agora, no primeiro Grand Slam da carreira, saiu com a medalha de bronze. Os 1200 pontos somados com as duas competições vão deixá-la no top 30 da categoria.

Em cenário nacional, a meio-leve é a atual campeã do CBI Troféu Brasil, a principal competição do judô brasileiro, e também carimbou a vaga para os Jogos Sul-Americanos, que acontecem nos dias 18, 19 e 20 de setembro.

Outros brasileiros não avançam no dia

O Brasil ainda teve outros cinco atletas lutando no dia. No feminino, Gabriela Conceição (-52kg), Sarah Souza (-57kg) e Shirlen Nascimento (-57kg) se despediram da competição na primeira luta contra atletas do Uzbequistão, Finlândia e Áustria, respectivamente.

No masculino, Ronald Lima (-66kg) venceu a primeira de virada contra Erbol Aasbekov, do Quirguistão, com dois yuko a um. Mas, nas oitavas, parou no yuko do ucraniano Vadym Chernov. Na mesma categoria, Willian Lima (-66kg) foi eliminado do Grand Slam na primeira luta contra o cazaque Akylzhan Zhubatkanov, que ficou em sétimo lugar.

As disputas em Lausanne continuam neste sábado (29), com os brasileiros Daniel Cargnin (-73kg), Guilherme de Oliveira (-73kg), Enzo Trombini (-81kg), Gabriel Falcão (-81kg), Nauana Silva (-70kg) e Luana Carvalho (-70kg).

As preliminares começam a partir das 3h30 (horário de Brasília), e o bloco final às 12h. Judo TV, Sportv e Cazé TV transmitem ao vivo.

A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio oficial do BNDES e com o apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil.

Na saúde

Depois dos 60, novos desafios podem dar sentido a uma nova fase da vida

História de bicampeão mundial de karatê mostra que envelhecer não significa abandonar objetivos, aprendizados e projetos

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A chegada aos 60 anos costuma ser associada a mudanças importantes na rotina. A aposentadoria, a redução das obrigações profissionais e a saída dos filhos de casa, por exemplo, podem abrir espaço para uma pergunta difícil: o que fazer com o tempo e a experiência acumulados?

Uma possibilidade é transformar essa fase em um novo ponto de partida. Manter objetivos, aprender, praticar atividades físicas e estabelecer desafios pode ajudar a preservar uma rotina ativa e, principalmente, o senso de propósito.

A trajetória do engenheiro civil e atleta Junior Campos Prado é um exemplo disso. Aos 60 anos, em 2025, ele conquistou o título mundial de karatê em Roma. Aos 61, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio e tornou-se bicampeão mundial.

A história chama atenção pela continuidade. Junior pratica artes marciais desde os seis anos e sustenta sua preparação em três pilares: disciplina, constância e melhoria contínua.

“Ser campeão uma vez é importante, porém, o mais difícil é continuar treinando, aprendendo e evoluindo todos os dias, mesmo depois das conquistas. O Karatê nos ensina que a principal luta é contra nós mesmos”

O desafio não precisa ser uma competição

A experiência de Junior ajuda a desconstruir uma associação comum entre envelhecimento e perda de produtividade. Depois dos 60, o objetivo não precisa ser manter o mesmo ritmo da vida profissional ou buscar resultados grandiosos.

O desafio pode estar em aprender um idioma, voltar a estudar, viajar, praticar um esporte, desenvolver um projeto pessoal, empreender ou simplesmente adquirir uma nova habilidade.

Pequenas metas também produzem a sensação de avanço. E essa percepção de progresso pode ser importante para construir uma rotina mais significativa em uma etapa marcada por transformações.

Propósito também se constrói

A aposentadoria pode representar liberdade, mas também pode provocar a sensação de perda de função para quem passou décadas organizado em torno do trabalho. Por isso, criar novos planos pode ajudar a preencher esse espaço sem a necessidade de reproduzir a lógica de cobrança da vida profissional.

Atividades que proporcionem prazer, aprendizado e convivência social podem formar uma nova rede de interesses. O esporte é uma dessas possibilidades, mas está longe de ser a única.

O mais importante é que o envelhecimento não seja tratado como uma interrupção da capacidade de experimentar. Ter 60, 70 ou 80 anos não elimina a possibilidade de começar alguma coisa; apenas muda as condições e, muitas vezes, a perspectiva sobre o que realmente vale a pena.

A lógica da evolução contínua

Especialista em autogestão, Junior é fundador e presidente do Instituto Kaizen de Empreendedorismo e Autogestão. A filosofia japonesa Kaizen, que significa “mudança para melhor”, orienta seu trabalho com foco em propósito, disciplina e equilíbrio emocional.

A mesma lógica pode ser aplicada à vida cotidiana: não é necessário buscar uma transformação radical de uma hora para outra. A evolução pode acontecer por meio de pequenas mudanças sustentadas ao longo do tempo.

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No tatame

Rei do Tatame abre Circuito Baiano 2026 e reforça disputa por ranking estadual

Primeira etapa acontece em abril, no Ginásio de Cajazeiras, e só atletas filiados pontuam na temporada

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O calendário das artes marciais na Bahia começa a ganhar forma com a confirmação da primeira etapa do Rei do Tatame 2026, competição que integra o Circuito Baiano e vale pontos para o ranking estadual da temporada. O evento será realizado no dia 12 de abril de 2026, a partir das 9h, no Ginásio de Cajazeiras, em Salvador.

As inscrições seguem abertas até o dia 10 de abril, às 12h, e um ponto já chama atenção: apenas atletas filiados em 2026 poderão somar pontos no ranking oficial. A filiação não é obrigatória para competir, mas é decisiva para quem mira benefícios futuros, como participação em programas de incentivo estadual e municipal ou solicitação de documentação para patrocínio.

Regras claras para evitar polêmicas

A organização reforçou critérios que buscam evitar distorções competitivas. A categoria de idade será definida pelo ano de nascimento, e não pela data exata. Isso significa que atletas que completam 18 anos em 2026 já competem na categoria adulto, independentemente do mês de aniversário.

Outro ponto de atenção é a rigidez na inscrição correta: competidores flagrados fora da categoria serão automaticamente desclassificados, além de perderem pontuação no ranking.

Na divisão juvenil, há regra específica para graduação. O atleta juvenil não pode competir como faixa colorida além da azul. Caso tenha sido graduado colorida aos 15 anos, obrigatoriamente deverá atuar como faixa azul.

A inscrição para a categoria absoluto — tradicional vitrine para atletas que buscam projeção — deve ser feita no ato da inscrição principal. Após a confirmação, não será possível incluir o competidor posteriormente.

Ranking, visibilidade e profissionalização

O Rei do Tatame funciona como porta de entrada para a temporada 2026. Em modalidades que dependem fortemente de resultados para acesso a bolsas e patrocínios, o ranking estadual tem peso estratégico.

Ao vincular a pontuação à filiação anual, a organização fortalece a formalização do circuito e estimula o cadastro regular dos atletas — movimento que dialoga com a profissionalização crescente das competições de tatame no estado.

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No tatame

Baco Exu do Blues vence torneio de jiu-jitsu e conquista faixa-azul

Vitória em torneio oficial marca mais um capítulo da relação do rapper baiano com o esporte

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O jiu-jitsu ganhou um protagonista fora do circuito tradicional das artes marciais no último domingo (21). O rapper Baco Exu do Blues venceu o AJP Tour Salvador ainda como faixa-branca e, no mesmo dia, foi promovido à faixa-azul, celebrando publicamente o feito nas redes sociais. A conquista vai além do pódio: simboliza um percurso de disciplina e constância que o artista vem construindo longe dos palcos.

A graduação ocorreu logo após a final do torneio, quando Baco recebeu a nova faixa das mãos do professor Herrick Kong, da academia Galpão da Luta, espaço conhecido por formar atletas de alto rendimento e que abriga nomes como o peso-pesado do UFC Jailton Malhadinho. Com medalha de ouro no peito, o artista resumiu o momento com humor e orgulho: “Campeão na AJP. Finalmente azul”.

O episódio reforça um movimento cada vez mais visível: a presença de figuras da cultura pop em esportes de combate não como ação pontual, mas como prática contínua. No caso de Baco, a relação com o jiu-jitsu não é recente. Frequentador assíduo do Galpão da Luta, ele construiu uma rotina de treinos que já rendeu elogios públicos de Malhadinho, que destaca o comprometimento e a seriedade do rapper nos tatames.

Conhecido artisticamente como Baco Exu do Blues, Diogo Álvaro Ferreira Moncorvo é um dos nomes centrais do rap brasileiro na última década. Desde o impacto de Sulicídio, em 2016, até a consagração com o álbum Esú (2017), premiado com o Grammy Latino, o artista sempre dialogou com temas como identidade, força e enfrentamento — conceitos que também atravessam o universo das lutas.

A promoção à faixa-azul, portanto, não surge como curiosidade isolada, mas como extensão de um percurso pessoal que conecta arte, corpo e disciplina. Em um cenário onde o esporte passa a ser visto também como ferramenta de equilíbrio mental e expressão cultural, a trajetória de Baco no jiu-jitsu ajuda a ampliar o debate sobre quem ocupa esses espaços e por quê.

Confira outras fotos da conquista de Baco Exu do Blues:

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