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Copa do Mundo

Salvador vai misturar São João e Copa do Mundo com telão e show da Timbalada

Prefeitura anuncia telões, shows e programação espalhada pelos bairros durante jogos da Seleção Brasileira no Mundial de 2026

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Em Salvador, futebol e festa popular quase sempre caminham juntos. Em 2026, a capital baiana vai transformar essa mistura em política cultural e ocupação urbana. A Prefeitura anunciou que o Arraiá da Prefs deste ano terá telões espalhados pela cidade para transmitir os jogos da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, unindo o clima junino à principal paixão esportiva do país.

A proposta prevê transmissões em pontos estratégicos da cidade, como Paripe, Cajazeiras, Itapuã e Ribeira, além da estrutura principal do evento no Centro Histórico. A ideia é descentralizar a programação e levar o ambiente de Copa para diferentes regiões de Salvador, aproveitando um período em que a cidade tradicionalmente já vive intensa movimentação cultural.

A estreia da Seleção Brasileira, marcada para 13 de junho contra Marrocos, contará também com show da banda Timbalada em Cajazeiras, no Campo da Pronaica. A escolha da atração reforça um aspecto importante da identidade baiana: a capacidade de conectar futebol, música e ocupação popular dos espaços públicos em um mesmo ambiente de celebração.

A iniciativa ajuda a revelar como grandes eventos esportivos seguem funcionando como elementos de convivência coletiva. Em uma era marcada pelo consumo individualizado e pela experiência digital, assistir aos jogos em praça pública ainda preserva algo tradicional do futebol brasileiro: o encontro nas ruas, a resenha e a construção de memória coletiva.

A programação do Arraiá da Prefs acontece entre os dias 4 e 23 de junho e inclui cortejos, trios de forró, quadrilhas juninas e apresentações culturais na Rua Chile e Praça Municipal. Ao incorporar a Copa ao calendário junino, Salvador tenta criar uma experiência própria, combinando duas das manifestações populares mais fortes da cultura brasileira.

A decisão de espalhar telões pela cidade ainda reforça uma característica histórica de Salvador: viver o futebol como manifestação popular e comunitária. Em bairros onde muitas vezes faltam equipamentos de lazer permanentes, a ocupação dos espaços públicos durante a Copa cria pontos de encontro para curtir o jogo.

Copa do Mundo

Saiba quanto os brasileiros devem investir para assistir a Copa do Mundo 2030 nos estádios

Mundial será espalhado por três continentes; e começar a guardar dinheiro agora pode fazer diferença

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Quem pretende acompanhar a Copa do Mundo de 2030 presencialmente precisa começar a pensar no orçamento muito antes de comprar a passagem ou o ingresso. Depois de uma edição de 2026 marcada por custos elevados, o próximo Mundial terá um ingrediente adicional: os jogos serão distribuídos entre América do Sul, Europa e África.

A Copa de 2030 acontecerá entre 8 de junho e 21 de julho, com Espanha, Portugal e Marrocos como sedes principais. Argentina, Paraguai e Uruguai receberão partidas comemorativas pelo centenário da competição nos dias 8 e 9 de junho.

A experiência, portanto, poderá ter preços bastante diferentes dependendo do roteiro escolhido. Em 2026, uma viagem em perfil econômico para acompanhar a Copa foi estimada em cerca de R$ 21,5 mil, enquanto um planejamento intermediário chegou a R$ 43,5 mil. A conta incluiu passagens aéreas, hospedagem, alimentação e outros gastos durante a competição.

Quatro anos para preparar o bolso

Para Gabriella Bridi, educadora financeira da Franq, o intervalo até 2030 pode ser justamente o maior aliado do torcedor. A recomendação é transformar a viagem em uma meta financeira de longo prazo, com uma reserva específica para a Copa.

“Quanto antes o planejamento começar, maior será o tempo para o dinheiro trabalhar a favor do torcedor”

O primeiro passo é estimar quanto custaria hoje uma viagem com o roteiro desejado. Passagens, hospedagem, alimentação, transporte, ingressos e tempo de permanência precisam entrar na conta.

Depois, é necessário considerar que os preços não ficarão congelados até 2030. A especialista recomenda trabalhar com uma projeção de reajuste anual entre 5% e 6%, levando em consideração inflação e variações cambiais.

América do Sul pode ser alternativa

A distribuição geográfica do Mundial também permite estratégias diferentes. Quem deseja uma experiência mais ampla pode concentrar a viagem na Europa e no Marrocos. Para quem busca reduzir os custos, acompanhar uma das partidas comemorativas na Argentina, no Paraguai ou no Uruguai pode ser uma alternativa.

Essa escolha de roteiro será importante para o orçamento final. Uma Copa acompanhada em vários países exige mais deslocamentos e, consequentemente, aumenta as despesas.

Para viagens à Europa, Gabriella também recomenda considerar a formação de parte da reserva em uma moeda forte, como o euro, como forma de reduzir a exposição às oscilações cambiais.

R$ 500 por mês podem virar R$ 27 mil

Um exemplo apresentado pela especialista ajuda a dimensionar o efeito do planejamento. Quem começar a investir R$ 500 por mês a partir de julho de 2026 poderá chegar a aproximadamente R$ 27 mil até julho de 2030, considerando um cenário conservador.

O valor, evidentemente, não garante uma viagem completa, já que os preços de passagens, hospedagem e ingressos ainda são desconhecidos. Mas mostra como a regularidade pode transformar uma meta distante em uma reserva significativa. A principal lição, nesse caso, não está apenas no investimento escolhido. Está no comportamento financeiro.

Criar uma conta ou aplicação exclusiva para a Copa, estabelecer uma meta e revisar o planejamento uma vez por ano são medidas que podem evitar que o sonho de assistir ao Mundial termine em uma dívida depois da viagem. Quatro anos passam rápido, e quanto antes começar a guardar, menos a paixão pelo futebol precisará disputar espaço com o orçamento doméstico.

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Copa do Mundo

Jornalistas baianos ganham espaço na cobertura da Copa do Mundo e levam a voz da Bahia para a rede nacional

Profissionais da Band Bahia marcam presença nas transmissões da BandNews FM em um dos maiores eventos do mundo

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A Copa do Mundo de 2026 tem proporcionado momentos históricos dentro e fora das quatro linhas. Entre eles, a participação de profissionais da imprensa baiana nas transmissões em rede nacional da BandNews FM, ampliando a presença do jornalismo produzido na Bahia em um dos eventos mais importantes do esporte mundial.

Nesta segunda-feira (15), a jornalista Janayna Moradillo, da BandNews FM Salvador, integrou a equipe responsável pela transmissão de Espanha x Cabo Verde. A partida entrou para a história ao marcar a estreia da seleção cabo-verdiana em Copas do Mundo e a conquista de seu primeiro ponto na competição.

Janayna participou da cobertura de um capítulo memorável do futebol mundial. A presença de Cabo Verde no torneio representa o crescimento de países historicamente afastados dos grandes centros do futebol e reforça o caráter cada vez mais global da Copa do Mundo.

A participação da jornalista baiana na rede nacional terá continuidade ao longo da competição. Ela também estará nas transmissões de Portugal x Uzbequistão, no dia 23 de junho, e Uruguai x Espanha, em 26 de junho.

Outro representante da Bahia escalado para a cobertura é o jornalista Gustavo Castellucci, da TV Band Bahia. Ele participará das transmissões de Holanda x Suécia, em 20 de junho, e Tunísia x Holanda, em 25 de junho.

A presença de profissionais baianos em uma cobertura de alcance nacional reflete a consolidação de um mercado de comunicação esportiva que, há anos, forma narradores, repórteres, comentaristas e produtores capazes de atuar nos principais eventos do calendário esportivo mundial.

Enquanto as seleções disputam seus objetivos dentro de campo, os profissionais da comunicação também vivem suas próprias conquistas. E, nesta Copa do Mundo, a Bahia tem motivos para celebrar ambos os lados dessa história.

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Artigos

Curaçao: o menor país estreante na Copa do Mundo de 2026

Ilha caribenha chega à Copa do Mundo com poucas expectativas, mas celebrando conquista histórica para o país,

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por Fernanda Brandão *

No dia 14 de junho, a seleção de Curaçao fez sua estreia na Copa do Mundo diante da Alemanha, tetracampeã mundial. Os alemães, por sua vez, participaram de 21 das 23 edições do torneio, tendo ficado de fora apenas da Copa de 1930, por não terem se inscrito, e da Copa de 1950, quando cumpriam suspensão após a Segunda Guerra Mundial. Apesar da derrota por 7 a 1, a partida foi marcada pela alegria dos jogadores e da torcida de Curaçao, característica que tem acompanhado a seleção caribenha desde o embarque na ilha até a visita ao estádio onde o jogo foi disputado.

Curaçao é uma ilha localizada no sul do Caribe, famosa por suas praias de águas azul-turquesa e areia branca, além de ser um destino fora da rota tradicional dos furacões. A nação é um país autônomo pertencente ao Reino dos Países Baixos, status adquirido em 2010 com a dissolução das Antilhas Holandesas. Curaçao possui cerca de 185 mil habitantes e uma economia impulsionada principalmente pelo turismo, comércio marítimo, serviços financeiros e refino de petróleo. O país apresenta bons indicadores sociais, como uma taxa de alfabetização de 97% e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,83, considerado elevado para um território de seu porte.

Curaçao foi inicialmente ocupada pelos espanhóis e posteriormente tornou-se posse da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, que transformou a ilha em um importante entreposto comercial no século XVII. Durante a ocupação holandesa do Nordeste brasileiro, e especialmente após a retomada da região pelos portugueses, muitos holandeses estabeleceram-se em Curaçao, contribuindo para o desenvolvimento econômico e comercial da ilha. A sociedade curaçalenha é marcada pela mistura de influências ibéricas, holandesas, indígenas e africanas, resultado de sua trajetória histórica. A capital, Willemstad, é reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1997.

Brasil e Curaçao mantêm boas relações diplomáticas, e o fluxo de turistas brasileiros para a ilha tem crescido nos últimos anos. Atualmente, o Brasil representa a quinta principal origem de turistas internacionais que visitam Curaçao, com cerca de 36 mil visitantes. Apesar desse crescimento, o destino ainda é relativamente pouco explorado pelos brasileiros e apresenta potencial significativo de expansão. O Brasil mantém um acordo bilateral com os Países Baixos voltado à facilitação do transporte aéreo para a ilha, estimulando o turismo e os investimentos. A expectativa é que, em 2026, o número de visitantes brasileiros alcance a marca de 50 mil pessoas, impulsionado pelas parcerias estabelecidas entre os dois países.

O comércio entre Brasil e Curaçao é marcado principalmente pela exportação de alimentos, animais vivos e maquinário industrial brasileiros. De forma mais ampla, os países da América Central e do Caribe são considerados mercados importantes para as exportações brasileiras e apresentam potencial para a ampliação das relações comerciais. Já o comércio de serviços destaca-se pelas parcerias ligadas aos setores financeiro e turístico.

A ilha caribenha chega à Copa do Mundo com poucas expectativas de avançar às fases finais da competição, ocupando atualmente a 82ª posição no ranking da FIFA. Provavelmente, Curaçao não levantará a taça no dia 19 de julho. Ainda assim, a participação no torneio já representa uma conquista histórica para o país, que ganhou visibilidade no maior palco do futebol mundial ao chamar a atenção para sua alegria característica e para um destino paradisíaco ainda pouco conhecido por grande parte do mundo.

Fernanda Brandão, coordenadora do curso de Relações Internacionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio

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