O jiu-jitsu ganhou um protagonista fora do circuito tradicional das artes marciais no último domingo (21). O rapper Baco Exu do Blues venceu o AJP Tour Salvador ainda como faixa-branca e, no mesmo dia, foi promovido à faixa-azul, celebrando publicamente o feito nas redes sociais. A conquista vai além do pódio: simboliza um percurso de disciplina e constância que o artista vem construindo longe dos palcos.
A graduação ocorreu logo após a final do torneio, quando Baco recebeu a nova faixa das mãos do professor Herrick Kong, da academia Galpão da Luta, espaço conhecido por formar atletas de alto rendimento e que abriga nomes como o peso-pesado do UFC Jailton Malhadinho. Com medalha de ouro no peito, o artista resumiu o momento com humor e orgulho: “Campeão na AJP. Finalmente azul”.
O episódio reforça um movimento cada vez mais visível: a presença de figuras da cultura pop em esportes de combate não como ação pontual, mas como prática contínua. No caso de Baco, a relação com o jiu-jitsu não é recente. Frequentador assíduo do Galpão da Luta, ele construiu uma rotina de treinos que já rendeu elogios públicos de Malhadinho, que destaca o comprometimento e a seriedade do rapper nos tatames.
Conhecido artisticamente como Baco Exu do Blues, Diogo Álvaro Ferreira Moncorvo é um dos nomes centrais do rap brasileiro na última década. Desde o impacto de Sulicídio, em 2016, até a consagração com o álbum Esú (2017), premiado com o Grammy Latino, o artista sempre dialogou com temas como identidade, força e enfrentamento — conceitos que também atravessam o universo das lutas.
A promoção à faixa-azul, portanto, não surge como curiosidade isolada, mas como extensão de um percurso pessoal que conecta arte, corpo e disciplina. Em um cenário onde o esporte passa a ser visto também como ferramenta de equilíbrio mental e expressão cultural, a trajetória de Baco no jiu-jitsu ajuda a ampliar o debate sobre quem ocupa esses espaços e por quê.
Confira outras fotos da conquista de Baco Exu do Blues:
O karatê baiano volta a ferver neste sábado (18), com a realização da 30ª Taça Denílson Caribé de Castro de Karatê, no ginásio da AABB, em Salvador. O torneio, que integra o Circuito Open Nacional de Karatê 2025, celebra três décadas de história e homenageia o mestre Denílson Caribé, considerado o patrono do karatê brasileiro.
Promovida pela Federação Bahiana de Karatê (FBK) e organizada pela Associação de Karatê da Bahia (Askaba), a competição reúne 447 atletas de todo o país, com disputas nas categorias katá e kumitê, abrangendo desde iniciantes até faixas pretas e atletas com deficiência (PCD). A programação começa às 7h30, com a cerimônia de abertura marcada para as 9h.
A Taça Denílson Caribé é um evento, que conta com o apoio do Governo da Bahia e da Sudesb. Uma competição que é símbolo de resistência e continuidade de um legado esportivo que ultrapassa gerações. Criada em 1994, a taça mantém viva a memória do mestre nascido em Santo Amaro, em 1940, que iniciou sua trajetória no karatê em 1961 e se tornou faixa preta 10º DAN, o mais alto grau da modalidade.
Falecido em 1985, em um acidente em Vitória da Conquista, Denílson deixou uma marca profunda na formação de atletas e professores em todo o país. Seu nome, agora estampado em um dos torneios mais longevos do karatê nacional, traduz o esforço de uma comunidade que segue promovendo o esporte como ferramenta de disciplina, inclusão e valorização cultural.
A Cannabis Company firmou uma parceria inédita com o atleta curitibano de jiu-jitsu Rhian Galdino, que se torna o primeiro esportista oficialmente patrocinado pela farmácia pioneira em venda exclusiva e pronta entrega de canabidiol no Paraná. O jovem, que recentemente conquistou a medalha de bronze no Curitiba International Open, representa uma nova geração de atletas que aliam disciplina e cuidado com a saúde mental.
Com apenas 20 anos, Rhian trilhou um caminho de persistência. Iniciou no futebol, com passagens pelas categorias de base de Coritiba, Rio Branco e Trieste, mas encontrou no jiu-jitsu sua verdadeira vocação. Hoje, além de competir, atua como instrutor na Gracie Barra Champagnat, transmitindo sua experiência e filosofia de superação.
O atleta utiliza o CBD isolado (sem THC) como parte do tratamento da ansiedade, relatando melhora significativa na recuperação muscular e no controle emocional. “Ganhei e perdi várias lutas, tropecei, aprendi e cresci. Nunca pensei em desistir. Agora, com o apoio da Cannabis Company, tenho ainda mais força para seguir evoluindo”, afirmou Rhian.
Para a Cannabis Company, o patrocínio reforça a missão de desmistificar o uso medicinal da cannabis e aproximar o tema do universo esportivo. “Acreditamos que saúde, cuidado e esporte caminham juntos. Apoiar um jovem atleta que carrega disciplina e resiliência é um reflexo do que defendemos enquanto marca”, destacou Michele Farran, fundadora da empresa.
O judô baiano viveu um domingo histórico nos Jogos da Juventude 2025, em Brasília. Logo no primeiro dia da modalidade, duas jovens de 15 anos subiram ao pódio: Mila Oliveira, campeã na categoria até 44 kg, e Rafaela Borges, vice-campeã até 48 kg.
MilaOliveira, estreante na competição, venceu adversárias de quatro estados até conquistar a medalha de ouro— incluindo a final contra São Paulo, tradicional potência da modalidade. A atleta, que treina em Lauro de Freitas, já havia sido vice-campeã brasileira cadete em junho, em Salvador.
“É um dia muito especial. Minhas performances nas lutas só foram aumentando. Comecei não tão bem. Mas, após a segunda luta, já entrei no jogo para ser campeã”
Mila Oliveira e sua medalha de ouro (Foto: Jéssica Tavares/Ascom Sudesb)
RafaelaBorges, natural de Simões Filho e líder do ranking estadual da sua categoria, conquistou a medalha de prata após uma rotina intensa de treinos quase diários. Apesar da conquista inédita em nível nacional, manteve o tom crítico: “Estou feliz, mas não satisfeita. Acho que dá para melhorar”, disse, já pensando em evoluir.
Rafaela Borges conquistou a medalha de prata (Foto: Jéssica Tavares/Ascom Sudesb)
Com os resultados, a Bahia soma quatro medalhas nesta edição: além do ouro e da prata no judô, duas medalhas de bronze — uma no wrestling, com Ana Carolina Almeida, e outra no vôlei de praia, com Samara Brandão e Suane Audir. Todas vieram com estudantes-atletas mulheres, mostrando o protagonismo feminino no esporte baiano.
A delegação estadual reúne 172 competidores em 20 modalidades, com apoio logístico do Governo da Bahia. Os Jogos da Juventude seguem até o dia 25, reunindo 4.700 jovens atletas de todo o Brasil, em 33 instalações esportivas, com transmissão pelos canais oficiais do Time Brasil.