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No tatame

Baco Exu do Blues vence torneio de jiu-jitsu e conquista faixa-azul

Vitória em torneio oficial marca mais um capítulo da relação do rapper baiano com o esporte

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O jiu-jitsu ganhou um protagonista fora do circuito tradicional das artes marciais no último domingo (21). O rapper Baco Exu do Blues venceu o AJP Tour Salvador ainda como faixa-branca e, no mesmo dia, foi promovido à faixa-azul, celebrando publicamente o feito nas redes sociais. A conquista vai além do pódio: simboliza um percurso de disciplina e constância que o artista vem construindo longe dos palcos.

A graduação ocorreu logo após a final do torneio, quando Baco recebeu a nova faixa das mãos do professor Herrick Kong, da academia Galpão da Luta, espaço conhecido por formar atletas de alto rendimento e que abriga nomes como o peso-pesado do UFC Jailton Malhadinho. Com medalha de ouro no peito, o artista resumiu o momento com humor e orgulho: “Campeão na AJP. Finalmente azul”.

O episódio reforça um movimento cada vez mais visível: a presença de figuras da cultura pop em esportes de combate não como ação pontual, mas como prática contínua. No caso de Baco, a relação com o jiu-jitsu não é recente. Frequentador assíduo do Galpão da Luta, ele construiu uma rotina de treinos que já rendeu elogios públicos de Malhadinho, que destaca o comprometimento e a seriedade do rapper nos tatames.

Conhecido artisticamente como Baco Exu do Blues, Diogo Álvaro Ferreira Moncorvo é um dos nomes centrais do rap brasileiro na última década. Desde o impacto de Sulicídio, em 2016, até a consagração com o álbum Esú (2017), premiado com o Grammy Latino, o artista sempre dialogou com temas como identidade, força e enfrentamento — conceitos que também atravessam o universo das lutas.

A promoção à faixa-azul, portanto, não surge como curiosidade isolada, mas como extensão de um percurso pessoal que conecta arte, corpo e disciplina. Em um cenário onde o esporte passa a ser visto também como ferramenta de equilíbrio mental e expressão cultural, a trajetória de Baco no jiu-jitsu ajuda a ampliar o debate sobre quem ocupa esses espaços e por quê.

Confira outras fotos da conquista de Baco Exu do Blues:

Na saúde

Depois dos 60, novos desafios podem dar sentido a uma nova fase da vida

História de bicampeão mundial de karatê mostra que envelhecer não significa abandonar objetivos, aprendizados e projetos

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A chegada aos 60 anos costuma ser associada a mudanças importantes na rotina. A aposentadoria, a redução das obrigações profissionais e a saída dos filhos de casa, por exemplo, podem abrir espaço para uma pergunta difícil: o que fazer com o tempo e a experiência acumulados?

Uma possibilidade é transformar essa fase em um novo ponto de partida. Manter objetivos, aprender, praticar atividades físicas e estabelecer desafios pode ajudar a preservar uma rotina ativa e, principalmente, o senso de propósito.

A trajetória do engenheiro civil e atleta Junior Campos Prado é um exemplo disso. Aos 60 anos, em 2025, ele conquistou o título mundial de karatê em Roma. Aos 61, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio e tornou-se bicampeão mundial.

A história chama atenção pela continuidade. Junior pratica artes marciais desde os seis anos e sustenta sua preparação em três pilares: disciplina, constância e melhoria contínua.

“Ser campeão uma vez é importante, porém, o mais difícil é continuar treinando, aprendendo e evoluindo todos os dias, mesmo depois das conquistas. O Karatê nos ensina que a principal luta é contra nós mesmos”

O desafio não precisa ser uma competição

A experiência de Junior ajuda a desconstruir uma associação comum entre envelhecimento e perda de produtividade. Depois dos 60, o objetivo não precisa ser manter o mesmo ritmo da vida profissional ou buscar resultados grandiosos.

O desafio pode estar em aprender um idioma, voltar a estudar, viajar, praticar um esporte, desenvolver um projeto pessoal, empreender ou simplesmente adquirir uma nova habilidade.

Pequenas metas também produzem a sensação de avanço. E essa percepção de progresso pode ser importante para construir uma rotina mais significativa em uma etapa marcada por transformações.

Propósito também se constrói

A aposentadoria pode representar liberdade, mas também pode provocar a sensação de perda de função para quem passou décadas organizado em torno do trabalho. Por isso, criar novos planos pode ajudar a preencher esse espaço sem a necessidade de reproduzir a lógica de cobrança da vida profissional.

Atividades que proporcionem prazer, aprendizado e convivência social podem formar uma nova rede de interesses. O esporte é uma dessas possibilidades, mas está longe de ser a única.

O mais importante é que o envelhecimento não seja tratado como uma interrupção da capacidade de experimentar. Ter 60, 70 ou 80 anos não elimina a possibilidade de começar alguma coisa; apenas muda as condições e, muitas vezes, a perspectiva sobre o que realmente vale a pena.

A lógica da evolução contínua

Especialista em autogestão, Junior é fundador e presidente do Instituto Kaizen de Empreendedorismo e Autogestão. A filosofia japonesa Kaizen, que significa “mudança para melhor”, orienta seu trabalho com foco em propósito, disciplina e equilíbrio emocional.

A mesma lógica pode ser aplicada à vida cotidiana: não é necessário buscar uma transformação radical de uma hora para outra. A evolução pode acontecer por meio de pequenas mudanças sustentadas ao longo do tempo.

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No tatame

Rei do Tatame abre Circuito Baiano 2026 e reforça disputa por ranking estadual

Primeira etapa acontece em abril, no Ginásio de Cajazeiras, e só atletas filiados pontuam na temporada

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O calendário das artes marciais na Bahia começa a ganhar forma com a confirmação da primeira etapa do Rei do Tatame 2026, competição que integra o Circuito Baiano e vale pontos para o ranking estadual da temporada. O evento será realizado no dia 12 de abril de 2026, a partir das 9h, no Ginásio de Cajazeiras, em Salvador.

As inscrições seguem abertas até o dia 10 de abril, às 12h, e um ponto já chama atenção: apenas atletas filiados em 2026 poderão somar pontos no ranking oficial. A filiação não é obrigatória para competir, mas é decisiva para quem mira benefícios futuros, como participação em programas de incentivo estadual e municipal ou solicitação de documentação para patrocínio.

Regras claras para evitar polêmicas

A organização reforçou critérios que buscam evitar distorções competitivas. A categoria de idade será definida pelo ano de nascimento, e não pela data exata. Isso significa que atletas que completam 18 anos em 2026 já competem na categoria adulto, independentemente do mês de aniversário.

Outro ponto de atenção é a rigidez na inscrição correta: competidores flagrados fora da categoria serão automaticamente desclassificados, além de perderem pontuação no ranking.

Na divisão juvenil, há regra específica para graduação. O atleta juvenil não pode competir como faixa colorida além da azul. Caso tenha sido graduado colorida aos 15 anos, obrigatoriamente deverá atuar como faixa azul.

A inscrição para a categoria absoluto — tradicional vitrine para atletas que buscam projeção — deve ser feita no ato da inscrição principal. Após a confirmação, não será possível incluir o competidor posteriormente.

Ranking, visibilidade e profissionalização

O Rei do Tatame funciona como porta de entrada para a temporada 2026. Em modalidades que dependem fortemente de resultados para acesso a bolsas e patrocínios, o ranking estadual tem peso estratégico.

Ao vincular a pontuação à filiação anual, a organização fortalece a formalização do circuito e estimula o cadastro regular dos atletas — movimento que dialoga com a profissionalização crescente das competições de tatame no estado.

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No tatame

Taça Denílson Caribé de karatê celebra 30 anos neste sábado

Evento homenageia mestre que colocou a Bahia no mapa do karatê nacional

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O karatê baiano volta a ferver neste sábado (18), com a realização da 30ª Taça Denílson Caribé de Castro de Karatê, no ginásio da AABB, em Salvador. O torneio, que integra o Circuito Open Nacional de Karatê 2025, celebra três décadas de história e homenageia o mestre Denílson Caribé, considerado o patrono do karatê brasileiro.

Promovida pela Federação Bahiana de Karatê (FBK) e organizada pela Associação de Karatê da Bahia (Askaba), a competição reúne 447 atletas de todo o país, com disputas nas categorias katá e kumitê, abrangendo desde iniciantes até faixas pretas e atletas com deficiência (PCD). A programação começa às 7h30, com a cerimônia de abertura marcada para as 9h.

A Taça Denílson Caribé é um evento, que conta com o apoio do Governo da Bahia e da Sudesb. Uma competição que é símbolo de resistência e continuidade de um legado esportivo que ultrapassa gerações. Criada em 1994, a taça mantém viva a memória do mestre nascido em Santo Amaro, em 1940, que iniciou sua trajetória no karatê em 1961 e se tornou faixa preta 10º DAN, o mais alto grau da modalidade.

Falecido em 1985, em um acidente em Vitória da Conquista, Denílson deixou uma marca profunda na formação de atletas e professores em todo o país. Seu nome, agora estampado em um dos torneios mais longevos do karatê nacional, traduz o esforço de uma comunidade que segue promovendo o esporte como ferramenta de disciplina, inclusão e valorização cultural.

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