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Na saúde

Entenda o que Marta ensina sobre longevidade e cuidado com o corpo

Craque brasileira mostra como prevenção, recuperação e planejamento podem ajudar a aumentar a vida esportiva

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Aos 40 anos, Marta continua no futebol profissional e se prepara para mais uma temporada pelo Orlando Pride, com contrato renovado até o fim de 2026. A trajetória da brasileira, que disputou seis edições dos Jogos Olímpicos e conquistou a prata em Paris, também ajuda a entender um dos desafios do esporte: como prolongar a vida ativa sem ignorar as mudanças naturais do corpo.

Para a fisioterapeuta Maria Lua Marques de Mendonça, especialista em Fisioterapia do Esporte e professora da Faculdade Anhanguera, a longevidade exige um cuidado cada vez mais individualizado.

“A recuperação entre partidas se torna um fator ainda mais decisivo em competições de alto nível, especialmente para atletas que mantêm uma rotina intensa de treinamentos e jogos”

Com o passar dos anos, a recuperação após treinos e partidas intensas pode demandar mais atenção, tornando o acompanhamento profissional importante tanto para prevenir lesões quanto para manter o desempenho.

Prevenção antes da dor

Avaliações físicas, fortalecimento, mobilidade e monitoramento constante ajudam a identificar desequilíbrios antes que eles evoluam para lesões. Na carreira de Marta, esse processo também esteve presente em momentos de recuperação, como na preparação para a Copa do Mundo de 2019, quando a jogadora realizou sessões de fisioterapia durante a transição de volta aos campos.

A recuperação entre partidas também ganha importância. Técnicas de fisioterapia e estratégias definidas de acordo com as necessidades de cada atleta ajudam o corpo a lidar com a sequência de esforços. Não existe, porém, uma fórmula única: o planejamento precisa acompanhar as características e os limites de cada pessoa.

Longevidade não é repetir a mesma rotina

A experiência de Marta mostra que envelhecer no esporte não significa simplesmente manter a preparação de anos anteriores. O corpo muda, as demandas aumentam e o treinamento precisa acompanhar essas transformações.

Esse princípio também vale para quem pratica esporte de forma recreativa. Prevenir problemas, fortalecer o corpo e respeitar os períodos de recuperação podem fazer diferença para quem joga futebol no fim de semana, corre, pedala ou simplesmente quer permanecer ativo.

Aos 40 anos, Marta representa uma carreira excepcional, mas o principal ensinamento talvez seja menos sobre idade e mais sobre cuidado. A longevidade esportiva é construída no dia a dia, com preparação, recuperação e atenção aos sinais do próprio corpo.

Na saúde

O que o xadrez ensina às crianças além do jogo?

Modalidade exercita atenção, estratégia e tomada de decisão e ganha espaço nas escolas

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Diante de um tabuleiro, a criança precisa fazer algo que parece cada vez mais difícil em tempos de estímulos rápidos: parar, observar e pensar antes de agir. É justamente nessa dinâmica que o xadrez pode oferecer aprendizados que ultrapassam as 64 casas do tabuleiro.

A modalidade estimula atenção, estratégia, tomada de decisão e capacidade de adaptação. Nas escolas, esses efeitos podem aparecer não apenas nos resultados das partidas, mas na maneira como os alunos passam a analisar suas escolhas e lidar com os próprios erros.

Na Start Anglo Bilingual School Recreio, o professor Moisés do Carmo acompanha esse processo durante as aulas. Segundo a diretora pedagógica e psicopedagoga Cristiane Cristo, crianças que inicialmente querem movimentar as peças rapidamente passam, com a prática, a observar o tabuleiro, antecipar possibilidades e pensar antes de tomar uma decisão.

Aprender também com o erro

Outro aprendizado está na relação com a derrota. Perder uma peça ou cometer um erro pode gerar frustração, mas a partida continua. Aos poucos, a criança aprende a analisar o que aconteceu, identificar alternativas e adaptar a estratégia.

Esse processo ganha ainda mais significado em competições, como a 3ª etapa do Circuito de Xadrez da Liga Escolar 2026, realizada em 3 de outubro. Além da disputa, os estudantes precisam lidar com regras, expectativa e pressão sem deixar de raciocinar.

A experiência ajuda a mostrar por que o xadrez vem conquistando espaço no ambiente escolar. A modalidade não exige apenas conhecimento de movimentos e aberturas: ensina que uma decisão tem consequências e que mudar de estratégia faz parte do jogo.

Um aprendizado que também passa pela Bahia

Na Bahia, esse movimento encontra um exemplo importante em Paulo Afonso, considerado um dos principais polos de xadrez do país e o maior do estado. A força da modalidade no município ajuda a mostrar que o esporte pode ultrapassar o ambiente competitivo e funcionar também como ferramenta de formação.

No fim, talvez essa seja uma das maiores contribuições do xadrez para as crianças: ensinar que pensar também é uma forma de agir. Antes de mover uma peça (ou tomar uma decisão fora do tabuleiro) observar, avaliar possibilidades e aceitar que nem sempre a primeira escolha será a melhor são habilidades que permanecem depois que a partida termina.

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Na saúde

Atividade física ajuda a proteger a saúde do cérebro ao longo da vida

Movimento regular pode reduzir fatores de risco associados às demências e contribuir para autonomia e qualidade de vida

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Manter o corpo em movimento pode ser uma estratégia importante também para cuidar da saúde do cérebro. Durante o Setembro Lilás, período de conscientização sobre Alzheimer e outras demências, especialistas reforçam que a atividade física está associada à redução de fatores de risco e pode ajudar a preservar a capacidade funcional ao longo do envelhecimento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 57 milhões de pessoas vivem com demência no mundo. O Alzheimer representa cerca de 60% a 70% dos casos. Embora o avanço da idade seja o principal fator de risco, a demência não é uma consequência inevitável do envelhecimento. Inatividade física, hipertensão, diabetes e colesterol elevado estão entre os fatores que podem ser controlados.

A atividade física contribui justamente em parte desse processo. Além dos benefícios cardiovasculares, exercícios podem melhorar força, equilíbrio e capacidade funcional. Para a OMS, aumentar a prática de atividade física está entre as estratégias que podem ajudar a reduzir o risco de declínio cognitivo e demência.

Exercício também depois do diagnóstico

Para quem já convive com Alzheimer ou outro tipo de demência, o movimento continua tendo espaço no cuidado. Caminhadas, exercícios de força, atividades de equilíbrio e dança, por exemplo, podem ser adaptados à condição de cada pessoa, explica Everton Raeda, profissional de educação física e gestor técnico da Rede Alpha Fitness.

“O objetivo não é apenas trabalhar força ou resistência, mas ajudar a preservar movimentos, autonomia e participação nas atividades do dia a dia”

A recomendação geral da OMS para adultos é de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, além de exercícios de fortalecimento muscular. Mas a quantidade não deve ser vista como uma barreira para quem não consegue alcançar essa meta.

O ponto central é permanecer ativo dentro das próprias possibilidades e avançar gradualmente, com orientação profissional quando necessário. Atividade física não elimina o risco de Alzheimer, mas integra um conjunto de hábitos que pode contribuir para um envelhecimento mais saudável e, para quem já tem o diagnóstico, ajudar a preservar autonomia e qualidade de vida.

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Na saúde

Academias gratuitas de Salvador mudam sistema de agendamento

Serviço passa a ser acessado pelo Salvador Digital; rede já soma mais de 840 mil acessos e deve ganhar novas unidades

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As Academias Salvador passam a utilizar um novo sistema de cadastro e agendamento de aulas. O serviço, que antes dependia de aplicativo, agora será realizado exclusivamente pelo portal Salvador Digital, em uma mudança que busca facilitar o acesso dos usuários.

Quem já possui cadastro na plataforma não precisa refazer o procedimento. Basta entrar no sistema e marcar as atividades. A nova ferramenta também deve oferecer vídeos com orientações de profissionais sobre a execução correta dos exercícios.

Mais de 840 mil acessos

Criada em junho de 2024, com a primeira unidade no Dique do Tororó, a iniciativa já chegou a 15 pontos da cidade e contabiliza 840.323 acessos. Segundo a Prefeitura, cerca de 35 mil pessoas utilizam regularmente as academias, pelo menos duas vezes por semana.

A estrutura conta atualmente com 89 professores de Educação Física, cerca de 30 estagiários e profissionais de recepção.

Mais do que ampliar o acesso à atividade física, o projeto mostra como equipamentos públicos podem funcionar como espaços de prevenção e promoção da saúde. O desafio, porém, é garantir que a expansão venha acompanhada de orientação adequada e manutenção da estrutura.

Rede será ampliada

A Prefeitura prevê a construção gradual de outras 15 academias em Salvador. A programação também deve ganhar novas modalidades coletivas, como boxe, yoga, pilates, zumba e muay thai.

A importância do serviço aparece também entre os usuários mais velhos. Aos 71 anos, o aposentado Raimundo Nonato conta que passou a frequentar a academia regularmente depois de uma recomendação médica e afirma ter percebido melhora na saúde.

Com a população envelhecendo e a perda de massa muscular se tornando uma preocupação cada vez maior, a presença de profissionais de Educação Física é fundamental para que o acesso gratuito à atividade física seja acompanhado de segurança e qualidade.

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