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Nos campos

João Pedro se agiganta nos pênaltis e mantém Brasil vivo no Mundial sub-17

Seleção Brasileira vai enfrentar o Marrocos na próxima fase

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João Pedro já ultrapassou a fronteira da promessa e entrou no território dos protagonistas. O goleiro do Santos voltou a decidir uma classificação do Brasil na Copa do Mundo Sub-17 ao defender duas cobranças nos pênaltis contra a França — além de outra no tempo normal — e garantiu a vaga nas quartas de final, onde a Seleção enfrentará o Marrocos. Somando as heroicas três defesas diante do Paraguai, na fase anterior, ele já acumula seis penalidades defendidas no mata-mata, marca rara para qualquer goleiro de base.

A atuação monumental expôs, ao mesmo tempo, um Brasil competitivo, mas ainda irregular. A equipe sofreu para superar o bloqueio francês e desperdiçou um pênalti crucial aos 37 minutos do segundo tempo, quando Ruan Pablo, destaque do Bahia, acertou a trave. O próprio camisa 10, porém, resgatou a confiança ao bater a cobrança derradeira nas penalidades e selar a classificação.

O alívio só veio aos 44 minutos da etapa final, quando Pietro Tavares, do Cruzeiro, acertou um chute improvável no ângulo e levou o jogo à disputa que hoje parece o habitat natural de João Pedro. O gol, porém, também revelou a dificuldade brasileira de criar soluções coletivas diante de adversários que congestionam a intermediária — um sinal de alerta para o duelo contra os marroquinos, que têm justamente a defesa como ponto forte.

A classificação mantém a Seleção no torneio, mas a performance evidencia contrastes: ao mesmo tempo em que o time demonstra resiliência e talentos decisivos, ainda depende demais de ações individuais e de um goleiro que vive momento quase sobrenatural. No Mundial sub-17, João Pedro virou símbolo de confiança. Agora, o desafio é fazer o coletivo acompanhar o brilho do camisa 1.

Negócios

Feira FC surge como SAF ambiciosa e pode disputar a Série B do Baianão 2026

Novo clube feirense já aparece no BID da CBF, aposta em marketing digital e sonha alto antes mesmo da estreia oficial

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Feira de Santana pode ganhar um novo protagonista no futebol estadual em 2026. Fundado em 2025, o Feira Futebol Clube desponta como candidato à disputa da Série B do Campeonato Baiano e já começa a se movimentar nos bastidores como um projeto estruturado no modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

O nome do time já consta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, passo burocrático importante para qualquer clube que pretenda participar de competições oficiais. A confirmação da presença na segunda divisão estadual, no entanto, ainda depende de definição da federação e da eventual desistência de equipes que possam abrir vaga no torneio.

Sob comando do advogado e empresário Marcus Rios, idealizador e proprietário da SAF, o Feira FC nasce com discurso de profissionalização e valorização da identidade feirense. O mascote escolhido — o sariguê, animal típico da fauna baiana — simboliza essa tentativa de conexão com o território.

“Estamos construindo um clube com identidade, gestão profissional e raízes em Feira de Santana”

Feira, que historicamente já contou com representantes tradicionais no futebol baiano, volta a ter um projeto com pretensão de longo prazo. O desafio será transformar discurso empresarial em competitividade dentro de campo — etapa onde muitos projetos recentes esbarraram.

Marketing agressivo e influência digital

Um dos diferenciais do novo clube é a estratégia de marketing. O projeto conta com apoio dos empresários e influenciadores Neto Lima e Bruno Karttos, ligados à Mansão Green, apresentada como um dos maiores hubs de influenciadores da América Latina. A empresa, inclusive, adquiriu os naming rights do estadual, batizado de Baianão Mansão Green 2026.

A presença de um grupo de comunicação digital na estrutura inicial do clube revela uma aposta clara: construir marca e engajamento antes mesmo da consolidação esportiva.

Reforço de peso no radar

Nos bastidores, o nome do atacante Thiago Galhardo, de 36 anos, ganhou força após aparecer no site oficial do clube. Com passagem pela Seleção Brasileira e experiência em grandes clubes, o jogador disputou a última Série D pelo Santa Cruz, com sete gols em 24 partidas.

A assessoria do atleta confirmou que existem conversas iniciais, mas sem qualquer definição. Caso se concretize, seria um movimento simbólico para dar musculatura ao projeto logo na largada.

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Nos campos

Fonte Nova e Barradão estão entre os estádios mais intimidadores do Brasil

Estudo aponta força da torcida e desempenho em casa como diferenciais que transformam Salvador em território hostil para visitantes

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A Casa de Apostas Arena Fonte Nova e o Barradão aparecem entre os dez estádios mais intimidadores do Brasil, segundo um levantamento inédito do Bolavip Brasil que analisou fatores objetivos dentro e fora de campo. O estudo considerou três elementos centrais: média de público, proximidade da torcida em relação ao gramado e desempenho do time mandante.

A combinação desses fatores ajuda a explicar por que enfrentar Bahia e Vitória em Salvador segue sendo um desafio para qualquer adversário. A Fonte Nova aparece com destaque absoluto, ocupando a segunda colocação no ranking nacional, atrás apenas do Maracanã do Flamengo. O estádio tricolor alia arquibancadas cheias, torcida próxima do campo e uma forte média de pontos do Bahia como mandante, formando um ambiente que pesa sobre o visitante desde o aquecimento.

O Barradão, por sua vez, surge na 10ª posição, mas com características próprias que o tornam singular. A proximidade do torcedor rubro-negro com o gramado e o perfil mais “raiz” do estádio mantêm viva a fama de um dos campos mais desconfortáveis do país, especialmente em jogos de maior pressão.

Torcida, arquitetura e desempenho: a fórmula da intimidação

O levantamento mostra que não basta apenas ter um estádio moderno ou arquibancadas próximas. A intimidação nasce do equilíbrio entre presença de público e força esportiva. É o que explica, por exemplo, a liderança do Maracanã, seguido por Fonte Nova e Mineirão — estádios que figuram entre os maiores públicos e melhores aproveitamentos como mandantes.

Em contraste, arenas como a Arena MRV, apesar da menor distância entre torcida e campo no Brasil, perdem força no ranking por conta da média de público mais baixa e do desempenho irregular do Atlético-MG em casa. O mesmo raciocínio vale para Morumbis e Nilton Santos, onde a grande distância das arquibancadas dilui a pressão, mesmo com clubes competitivos.

Salvador como fator de jogo

Para o futebol baiano, o estudo reforça algo que o torcedor já sente na arquibancada: jogar em Salvador é barril! Fonte Nova e Barradão seguem sendo extensões da identidade de resistência baiana com as cores de Bahia e Vitória, onde a torcida não apenas assiste, mas interfere no jogo.

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Nos campos

Arena Porto da Lenha é inaugurada no Bonfim e reforça o esporte como vetor de convivência na Cidade Baixa

Equipamento transforma antigo campo de barro em espaço estruturado de lazer e inclusão social

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O futebol de várzea ganhou um novo cenário na Cidade Baixa. A Prefeitura de Salvador inaugurou, nesta segunda-feira (5), a Arena Porto da Lenha, no bairro do Bonfim, ampliando o acesso gratuito ao esporte em uma área historicamente ocupada pela própria comunidade. O equipamento recebeu investimento total de R$ 842,8 mil e passa a integrar a rede de arenas públicas espalhadas pela capital baiana — já são 127 entregues nesta gestão, a primeira em 2026.

Construído há cerca de duas décadas pelos moradores, o espaço sempre foi ponto de encontro de crianças, jovens e adultos, apesar das condições precárias. Antes da intervenção, o campo era apenas de barro e, em períodos de chuva, se transformava em um lamaçal que inviabilizava a prática esportiva. Agora, a arena conta com grama sintética, drenagem, alambrado, traves, iluminação em LED e infraestrutura elétrica, permitindo o uso também à noite.

A entrega da arena dialoga diretamente com a requalificação do Porto da Lenha, realizada no ano passado, quando a área foi usada provisoriamente para abrigar quiosques durante as obras da orla. Com a conclusão do projeto, o espaço voltou para a comunidade em melhores condições, fortalecendo a relação entre esporte, lazer e economia local. A expectativa é que a movimentação dos jogos ajude a impulsionar o comércio informal e os quiosques do entorno, prática comum na dinâmica da Cidade Baixa.

Segundo a Associação de Moradores do Porto da Lenha, o espaço abriga um projeto social de escolinha de futebol, atendendo crianças da própria comunidade e atraindo também moradores de bairros vizinhos. A melhoria da estrutura amplia a permanência dos jovens no esporte e oferece uma alternativa concreta de lazer em um território marcado pela ocupação popular.

O investimento em iluminação (com 30 projetores de LED, quatro luminárias e cinco postes de 16 metros) reforça o caráter democrático do equipamento, permitindo o uso fora do horário comercial e garantindo mais segurança. Para quem vive a rotina do bairro, a mudança é visível. Onde antes havia areia e improviso, agora existe um espaço digno, que valoriza o esporte de base e a convivência comunitária.

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