O Esporte Clube Jacuipense deu um passo simbólico importante na preparação para a temporada 2026 ao apresentar sua nova coleção de uniformes, em evento realizado na tarde desta quinta-feira (18). O clube de Riachão do Jacuípe reforça sua presença entre os melhores times do estado, e ousa ao atualizar a identidade visual com elementos ligados à própria história.
A principal mudança está na substituição do branco pelo dourado nos detalhes dos modelos titular e reserva. A escolha não é apenas estética. O dourado carrega a ideia de valorização, permanência e afirmação; conceitos que dialogam com o momento vivido pelo Leão do Sisal. Em 2026, o Jacupa disputa o Baianão (estreia dia 10 de janeiro contra o Porto), além de Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Brasileirão Série D.
O uniforme principal mantém o rubro como cor predominante, agora acompanhado por acabamentos dourados na gola e nas mangas. O tecido traz uma textura discreta de linhas verticais, recurso visual que confere sobriedade e sensação de continuidade ao desenho. Já o uniforme visitante, predominantemente branco, apresenta detalhes rubros e um diferencial técnico: a textura opaca com o escudo vazado ao longo do tecido, reforçando identidade sem recorrer ao excesso.
Para os goleiros, o clube apresentou duas variações: preto com dourado e laranja com detalhes dourados, mantendo a coerência visual da coleção e ampliando as opções para a temporada. Todo o enxoval do clube é assinado pela empresa baiana Niory Sports.
O lançamento contou com a presença de dirigentes, parceiros e convidados, além de apresentações musicais que integraram a programação. Ainda assim, o ponto central foi a mensagem transmitida pelo clube: organização, cuidado com a imagem e respeito às origens como um dos mais fortes representantes do interior da Bahia.
Confira detalhes do evento e das novas camisas do Jacuipense:
A premiação dos melhores do Campeonato Baiano 2026 revelou um retrato interessante do futebol do estado: o protagonismo crescente dos clubes do interior. Na seleção oficial da competição, Jacuipense e Juazeirense foram os grandes destaques, confirmando a força das equipes que desafiaram os tradicionais gigantes da capital ao longo da temporada.
A equipe ideal do campeonato contou com três jogadores da Jacuipense, três da Juazeirense, dois do Bahia, além de representantes de Porto e Jequié. O goleiro Marcelo, da Jacuipense, foi o escolhido para defender a meta da seleção, enquanto a linha defensiva reuniu Diego Bolt (Jequié), Weverton (Jacuipense), Zé Romário (Juazeirense) e Peu (Porto).
No meio-campo, a consistência da Jacuipense apareceu novamente com Vinícius Amaral e Thiaguinho, que dividiram espaço com Rodrigo Nestor, do Bahia. Já o setor ofensivo trouxe Anderson Pato (Juazeirense), Kauê Furquim (Bahia) e Tiago Recife (Jequié), formando um ataque que simboliza bem a diversidade de forças da competição.
Jacuipense colhe frutos de campanha consistente
O bom desempenho da Jacuipense também foi reconhecido fora das quatro linhas. Rodrigo Ribeiro foi eleito o melhor técnico do campeonato, coroando uma campanha marcada por organização tática e competitividade diante de adversários mais tradicionais.
A premiação reforça uma tendência que vem se consolidando no Baianão nos últimos anos: os clubes do interior cada vez mais estruturados e capazes de disputar espaço com Bahia e Vitória.
Golaços, defesas e novas promessas
Entre os prêmios especiais, o destaque para o golaço do campeonato ficou com Ítalo, do Porto, marcado contra o Vitória em Porto Seguro. Já a defesa mais bonita foi protagonizada por Peu Alves, do Barcelona de Ilhéus, em partida contra o Atlético de Alagoinhas no estádio Antônio Carneiro.
O artilheiro foi Tiago Recife, do Jequié, com sete gols marcados. A revelação da competição foi o atacante Anderson Pato, da Juazeirense, que também integrou a seleção do campeonato e se firmou como uma das principais promessas do futebol baiano.
Já o prêmio de Craque do Campeonato, escolhido pelo voto popular, ficou com Dell, jovem destaque do Bahia, mostrando a força da torcida tricolor na mobilização e consolidando o atacante como um dos nomes mais comentados da temporada.
O Bahia é novamente o dono do futebol baiano. Diante de 48 mil torcedores na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o Tricolor venceu o Vitória por 2 a 1 neste sábado, de virada, e conquistou o 52º título do Campeonato Baiano, garantindo também o bicampeonato estadual de forma invicta.
A conquista ganhou contornos ainda mais simbólicos. Além de superar o maior rival em uma final direta, o Bahia voltou a levantar a taça sem derrotas 44 anos depois da última campanha invicta no estadual, consolidando uma resposta dentro de campo após a recente eliminação na Libertadores.
Vitória começa melhor e abre o placar
O clássico começou com o Vitória mais organizado e confortável em campo. Logo nos primeiros minutos, o time rubro-negro criou boas oportunidades com Ramon e Kayzer, enquanto o Bahia demonstrava dificuldades para se encaixar taticamente.
A superioridade inicial se transformou em vantagem aos 19 minutos do primeiro tempo. Em um contra-ataque rápido e bem executado, Baralhas apareceu para finalizar e abrir o placar para o Leão.
O gol aumentou a pressão sobre o Bahia, que passou a buscar o empate de forma mais agressiva, mas encontrou um sistema defensivo rubro-negro bem postado. O intervalo chegou com o Tricolor ainda em desvantagem, e sob vaias de parte da torcida na Fonte Nova.
Mudanças de Ceni mudam o jogo
A história da final começou a mudar no segundo tempo. Rogério Ceni mexeu na equipe, reorganizou o meio-campo e o Bahia voltou mais intenso e dominante.
Um dos protagonistas da reação foi Acevedo, que cresceu no jogo e participou diretamente das jogadas decisivas. Mas o grande nome da tarde foi Jean Lucas.
O meia marcou duas vezes, aos oito e aos 20 minutos da etapa final, virando o clássico e colocando o Bahia definitivamente no controle da partida. A partir daí, o Vitória encontrou dificuldades para reagir e viu o rival administrar o resultado até o apito final.
Um título com peso simbólico
O bicampeonato confirma a consistência da campanha tricolor no Baianão. O Bahia terminou a primeira fase como líder, somando 23 pontos em nove jogos (com sete vitórias e dois empates) e eliminou Juazeirense e Vitória nas fases decisivas.
A conquista serve também como resposta esportiva e emocional após a frustração continental. O título recoloca o Bahia em posição de confiança para o restante da temporada.
Noite de festa na Fonte Nova cheia
A final registrou 48.261 torcedores pagantes e renda de R$ 1.851.409, o segundo maior público da Arena Fonte Nova em jogos entre clubes, evidenciando o peso da decisão.
E o torcedor não precisará esperar muito para ver um novo capítulo desse clássico. Em apenas três dias, Bahia e Vitória voltam a se enfrentar no mesmo palco, desta vez pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.
O clássico mais tradicional do futebol baiano volta a decidir um campeonato estadual. Bahia e Vitória se enfrentam neste sábado, às 17h, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em jogo único que definirá o campeão do Campeonato Baiano.
Como a decisão será em partida única, um empate no tempo normal leva a disputa para os pênaltis. E, curiosamente, esse cenário já aconteceu apenas uma vez na história do clássico (embora não tenha sido em final de campeonato).
A noite interminável de 1977
O episódio ocorreu em 1977, durante o chamado pentagonal decisivo do Campeonato Baiano. Naquele dia, Bahia e Vitória empataram por 0 a 0 na Fonte Nova e precisaram recorrer às penalidades para definir o vencedor da partida.
O desfecho entrou para o folclore do futebol baiano. Foram 31 cobranças convertidas e quase 40 pênaltis batidos, em uma disputa longa e tensa que terminou com o tricolor vencendo por 16 a 15.
(Foto: Revista Placar – 27 de maio de 1977)
Reportagens da época, publicadas no Jornal dos Sports e na revista Placar, descreveram um clássico marcado por clima tenso, entradas duras e confusão em campo. O jogo teve quatro expulsões após uma entrada violenta que deixou o jogador Cláudio Deodato, do Vitória, com suspeita de fratura.
Mesmo em meio ao tumulto, o árbitro conseguiu levar a partida até a decisão nas penalidades. O momento decisivo veio quando Amadeu, do Vitória, desperdiçou a cobrança, permitindo que o Bahia convertesse o chute seguinte e garantisse o triunfo.
(Foto: Jornal dos Sports – 23 de maio de 1977)
Baianão 2026: mais que um título
Além da taça, o confronto coloca em disputa uma marca simbólica: quem vencer assume a liderança isolada no histórico de títulos conquistados em finais de Ba-Vi. Atualmente, os dois clubes estão empatados com 15 conquistas cada. O Bahia alcançou a igualdade ao levantar o troféu na última temporada.
A dupla Ba-Vi soma 30 títulos em 29 finais disputadas (entre eles) no Baianão. A conta não está errada! É tudo por causa da polêmica final de 1999, quando o Bahia foi para a Fonte Nova e o Vitória para o Barradão e – ao fim da confusão judicial – time e os dois foram declarados campeões.
Veja como o histórico Ba-Vi de 1977 foi noticiado na Revista Placar da época: