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Nas águas

Canoagem havaiana ganha espaço entre baianos e turistas no verão de Salvador

Modalidade une esporte, lazer e contemplação e atrai baianos e turistas à Baía de Todos-os-Santos

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Com a chegada do verão, Salvador volta a olhar com mais atenção para o mar como cenário e como espaço de vivência esportiva e cuidado com o corpo e a mente. Entre as práticas que crescem na estação mais quente do ano, a canoagem havaiana (Va’a) tem se consolidado como uma experiência que combina atividade física, lazer e conexão com a natureza.

A prática tem atraído tanto moradores quanto turistas interessados em explorar a Baía de Todos-os-Santos a partir de uma outra perspectiva. As remadas guiadas permitem percursos que passam por cartões-postais históricos da cidade, como o Forte São Marcelo, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, criando uma experiência que mistura esporte, paisagem urbana e contemplação.

Mais do que um passeio, a canoagem havaiana propõe um ritmo próprio. As remadas são cadenciadas, com paradas estratégicas para mergulho, descanso e observação do entorno. Esses elementos aproximam a modalidade de práticas associadas ao mindfulness e ao bem-estar físico e mental.

À frente de uma das iniciativas que impulsionam esse movimento está o Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que tem observado aumento significativo na procura por aulas e passeios durante o verão. Para a gestora Lorena Lago, o crescimento reflete uma mudança no perfil de quem busca lazer na cidade. “As pessoas querem estar ao ar livre, aproveitar o calor e o pôr do sol, mas também cuidar do corpo e da mente. A canoagem oferece tudo isso ao mesmo tempo”, explica.

A estrutura também acompanha essa demanda. Um flutuador instalado próximo ao Forte São Marcelo ampliou as possibilidades de vivência na água, funcionando como ponto de apoio para mergulhos, pausas e registros visuais da paisagem. A experiência começa ainda na areia, com orientações básicas sobre a técnica de remada, e se estende mar adentro, respeitando tanto iniciantes quanto praticantes mais experientes.

O avanço da canoagem havaiana em Salvador ajuda a revelar uma tendência mais ampla: a busca por experiências esportivas que dialoguem com o território, valorizem a paisagem e promovam saúde de forma integrada. A cada verão, a prática deixa de ser alternativa de nicho e passa a ocupar um espaço mais visível no cotidiano da cidade.

Nas águas

Natação na infância: como o contato com a água impacta o desenvolvimento de bebês e crianças

Entenda porque começar cedo pode influenciar autonomia, disciplina e aprendizado

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Celebrado em 8 de abril, o Dia Mundial da Natação reforça um debate cada vez mais presente entre famílias e educadores: o papel da atividade aquática no desenvolvimento infantil. Mais do que uma prática recreativa, a natação vem sendo apontada como uma ferramenta consistente de estímulo físico, cognitivo e emocional desde os primeiros anos de vida.

Dentro da água, o corpo da criança é desafiado de forma diferente. A resistência natural do ambiente exige mais coordenação, enquanto a flutuação reduz o impacto e amplia as possibilidades de movimento. O resultado é um estímulo completo, que envolve músculos, equilíbrio e percepção corporal.

Segundo o educador físico Rafael Cardoso Soares, o ambiente aquático funciona como um facilitador do desenvolvimento global, pois transforma o medo em curiosidade e o esforço em diversão, garantindo que o primeiro contato com o esporte seja uma memória feliz para toda a vida.

“A água oferece estímulos sensoriais únicos que aprimoram a coordenação motora, a percepção corporal e o equilíbrio. Mais do que técnica, a criança aprende a superar desafios e a explorar sua autonomia de forma lúdica e segura”

Na prática, o processo respeita fases bem definidas. Entre 6 meses e 3 anos, o foco está na adaptação ao meio líquido, sempre com a presença dos pais, o que também fortalece o vínculo afetivo. A partir dos 3 ou 4 anos, surgem os primeiros movimentos coordenados, como flutuação e deslocamento. Já por volta dos 5 ou 6 anos, a aprendizagem dos estilos de nado começa a ganhar estrutura. Mas os impactos vão além do físico, pois ao participar das aulas, a criança aprende a lidar com regras, a esperar sua vez e a conviver em grupo. São elementos que dialogam diretamente com a formação social e emocional.

Esse conjunto de estímulos ajuda a desenvolver autonomia e autoconfiança. Cada avanço como mergulhar, flutuar ou atravessar a piscina representa uma conquista concreta, que reforça a percepção de capacidade. Ao mesmo tempo, há um ponto que merece atenção: a qualidade da orientação. Especialistas destacam que os benefícios estão diretamente ligados a um ambiente seguro, lúdico e conduzido por profissionais preparados. Sem isso, o que deveria ser um processo de descoberta pode se transformar em bloqueio.

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Nas águas

Baiano entre os melhores do mundo, Gabriel Braga inicia busca por título nacional no bodyboarding

Top 5 em 2025, atleta disputa etapa no Ceará mirando regularidade no circuito e vaga no Pan-Americano

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O baiano Gabriel Braga começa, nesta semana, mais uma temporada decisiva no bodyboarding. Top 5 do mundo em 2025, o atleta disputa a primeira etapa do Circuito Brasileiro, na Praia da Taíba, no Ceará, com objetivos claros: brigar pelo título nacional e garantir vaga no Pan-Americano.

A etapa de abertura, que segue até domingo, reúne alguns dos principais nomes da modalidade em um cenário conhecido pelo alto nível técnico. Para Gabriel, largar bem pode ser determinante em um circuito curto, com apenas quatro etapas ao longo do ano.

Mesmo consolidado no cenário internacional, o baiano mantém o Campeonato Brasileiro como peça central na sua trajetória. A lógica é estratégica: o circuito nacional funciona como base competitiva, ajudando a manter ritmo, ajustar detalhes e sustentar desempenho também nas disputas globais.

Apenas os dois primeiros do ranking final garantem vaga no Pan-Americano, o que aumenta o peso de cada bateria desde o início da temporada. Em um calendário enxuto, margem de erro é mínima.

O percurso até o fim do circuito ainda passa por Itacoatiara (RJ), Pontal do Paraná (PR) e Búzios (RJ), etapas que exigem adaptação constante a diferentes condições de onda — um dos fatores que separam os regulares dos campeões.

A participação de Gabriel também evidencia um ponto recorrente no esporte de alto rendimento fora do eixo principal: o papel do apoio público para viabilizar trajetórias competitivas. O atleta viajou para a competição com passagens concedidas pelo Governo do Estado, suporte que tem sido frequente ao longo da carreira.

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Nas águas

Bruno Jacob leva o motosurf para as águas do Rio São Francisco

Apresentação em Juazeiro aproxima o público de um esporte ainda pouco difundido no Brasil

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O baiano Bruno Jacob, um dos principais nomes do motosurf mundial, transformou o Rio São Francisco, em Juazeiro, em palco de um espetáculo esportivo durante o Festival de Verão Velho Chico Esportivo. Com manobras de alta velocidade, o atleta chamou a atenção do público e ajudou a apresentar uma modalidade ainda pouco popular no país.

Natural de Salvador, Bruno acumula títulos relevantes. É campeão mundial, sul-americano e baiano, além de figurar no top 5 do ranking mundial. A exibição no interior da Bahia reforça um movimento importante: levar esportes alternativos para além dos grandes centros e diversificar o acesso à prática esportiva.

A apresentação vai além do entretenimento. Ao ocupar um espaço simbólico como o Rio São Francisco, o motosurf se conecta com a realidade local e amplia o diálogo entre esporte, território e cultura. É um tipo de iniciativa que contribui para a formação de público e para a expansão de novas modalidades no estado.

Bruno também tem investido na base, com projetos voltados à formação de novos atletas e à realização de eventos. A estratégia aponta para um caminho sustentável de crescimento da modalidade, que ainda depende de visibilidade e estrutura para se consolidar no Brasil.

A temporada de 2026 promete ser intensa para o atleta, com competições no Brasil e no exterior, incluindo etapas na Austrália, Europa e Estados Unidos. Um dos destaques será a Copa do Mundo em Guarajuba, no litoral norte da Bahia: uma oportunidade para consolidar o estado como um dos polos do motosurf no país.

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