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Negócios

Feira FC surge como SAF ambiciosa e pode disputar a Série B do Baianão 2026

Novo clube feirense já aparece no BID da CBF, aposta em marketing digital e sonha alto antes mesmo da estreia oficial

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Feira de Santana pode ganhar um novo protagonista no futebol estadual em 2026. Fundado em 2025, o Feira Futebol Clube desponta como candidato à disputa da Série B do Campeonato Baiano e já começa a se movimentar nos bastidores como um projeto estruturado no modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

O nome do time já consta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, passo burocrático importante para qualquer clube que pretenda participar de competições oficiais. A confirmação da presença na segunda divisão estadual, no entanto, ainda depende de definição da federação e da eventual desistência de equipes que possam abrir vaga no torneio.

Sob comando do advogado e empresário Marcus Rios, idealizador e proprietário da SAF, o Feira FC nasce com discurso de profissionalização e valorização da identidade feirense. O mascote escolhido — o sariguê, animal típico da fauna baiana — simboliza essa tentativa de conexão com o território.

“Estamos construindo um clube com identidade, gestão profissional e raízes em Feira de Santana”

Feira, que historicamente já contou com representantes tradicionais no futebol baiano, volta a ter um projeto com pretensão de longo prazo. O desafio será transformar discurso empresarial em competitividade dentro de campo — etapa onde muitos projetos recentes esbarraram.

Marketing agressivo e influência digital

Um dos diferenciais do novo clube é a estratégia de marketing. O projeto conta com apoio dos empresários e influenciadores Neto Lima e Bruno Karttos, ligados à Mansão Green, apresentada como um dos maiores hubs de influenciadores da América Latina. A empresa, inclusive, adquiriu os naming rights do estadual, batizado de Baianão Mansão Green 2026.

A presença de um grupo de comunicação digital na estrutura inicial do clube revela uma aposta clara: construir marca e engajamento antes mesmo da consolidação esportiva.

Reforço de peso no radar

Nos bastidores, o nome do atacante Thiago Galhardo, de 36 anos, ganhou força após aparecer no site oficial do clube. Com passagem pela Seleção Brasileira e experiência em grandes clubes, o jogador disputou a última Série D pelo Santa Cruz, com sete gols em 24 partidas.

A assessoria do atleta confirmou que existem conversas iniciais, mas sem qualquer definição. Caso se concretize, seria um movimento simbólico para dar musculatura ao projeto logo na largada.

Baianão

Baianão adota naming rights e passa a se chamar Baianão Mansão Green 2026

Apoio da empresa de Feira de Santana reposiciona o torneio no mercado

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O Campeonato Baiano entra em 2026 com uma mudança simbólica e estrutural. A principal competição do futebol estadual passará a se chamar Baianão Mansão Green 2026, após a formalização de um acordo de naming rights — iniciativa inédita na história do torneio e ainda pouco explorada entre os estaduais do país.

A adoção do novo nome sinaliza uma leitura mais estratégica sobre o papel dos campeonatos regionais dentro da indústria do esporte. Tradicionalmente marcados por forte apelo popular, mas com baixa exploração comercial, os estaduais vivem um momento de reavaliação. Inserir uma marca diretamente na identidade da competição representa tratar o Baianão como ativo de mercado, e não apenas como calendário esportivo.

Diferente do patrocínio convencional, o naming rights cria uma associação permanente entre marca e campeonato. A partir da próxima temporada, o nome Mansão Green estará presente em todas as frentes institucionais, esportivas e comerciais do torneio, ampliando a recorrência da marca e, ao mesmo tempo, reposicionando o estadual baiano em um patamar mais próximo das práticas adotadas em competições nacionais.

Para Neto Lima, fundador da empresa, o acordo estabelece uma parceria de longo prazo. Segundo ele, colocar o nome da marca no Baianão significa assumir compromisso com o fortalecimento do torneio, que reúne clubes tradicionais, rivalidades históricas e alto engajamento popular. A fala reforça uma ideia central do modelo: o naming rights não é apenas exposição, mas participação estrutural.

Do ponto de vista do mercado, o movimento dialoga com um desafio antigo. Em meio à força do Brasileirão e das copas nacionais, os estaduais precisam encontrar caminhos para manter relevância, atrair parceiros e gerar valor para clubes e federações. Nesse cenário, o naming rights surge como ferramenta direta de reposicionamento competitivo.

Há também impactos práticos. Quando uma marca passa a integrar o nome do campeonato, crescem as exigências por padronização, organização e comunicação institucional. O torneio passa a ser observado com mais rigor por patrocinadores, clubes e público, o que tende a elevar o nível de cobrança sobre gestão e entrega.

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Negócios

Fifa e Semob discutem mobilidade para Copa do Mundo Feminina de 2027 em Salvador

Encontro na Arena Fonte Nova debateu integração de transporte público e soluções tecnológicas para o evento global

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Representantes da Fifa e da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) se reuniram nesta segunda-feira (27), na Arena Fonte Nova, para uma inspeção técnica voltada à preparação de Salvador como uma das cidades-sede da Copa do Mundo Feminina de Futebol 2027. O foco do encontro foi o planejamento da mobilidade urbana durante o torneio, com atenção especial ao deslocamento de torcedores, delegações e equipes de apoio.

A visita contou com técnicos da Fifa — tanto da sede na Suíça quanto do comitê local no Rio de Janeiro — e de órgãos municipais como a Transalvador. Em pauta, estiveram temas como o fluxo de trânsito nas imediações do estádio, o reforço na operação do BRT e do metrô, e o uso de tecnologias aplicadas à mobilidade que vêm sendo testadas em outras cidades-sede internacionais.

Segundo o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, que já atuou como gerente de transporte da Fifa na Copa do Mundo de 2014, a ideia é integrar os modais de transporte para otimizar o atendimento durante os jogos. “Estamos estudando possibilidades para incluir o BRT na operação, junto com o metrô, que já tem uma cobertura eficiente. A Fifa apresentou inovações com aplicativos usados em outros países, e observamos que a Fonte Nova vem evoluindo bastante em eventos de grande porte”, afirmou.

O superintendente da Transalvador, Diego Brito, reforçou o compromisso da cidade com a eficiência e segurança do trânsito durante o evento. “A escolha de Salvador é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade. Nosso trabalho é garantir mobilidade de qualidade para moradores e visitantes, com reforço na sinalização e nas rotas de acesso”, destacou.

Ainda sem definição das partidas que serão disputadas na capital, Salvador aguarda o sorteio oficial da Fifa para conhecer as seleções que passarão pela cidade. O secretário municipal de Esportes, Júnior Magalhães, ressaltou que o evento representa uma oportunidade de fortalecimento do esporte e do turismo. “A Copa do Mundo Feminina trará grandes ganhos para Salvador, que vem investindo fortemente na promoção esportiva e na infraestrutura”, afirmou.

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Nas águas

Salvador Boat Show movimenta turismo e economia entre 30 de outubro e 2 de novembro

Evento na Bahia Marina dobra de tamanho e reforça potencial náutico da Bahia

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A Baía de Todos-os-Santos volta a ser o centro das atenções com a realização da segunda edição do Salvador Boat Show, maior evento náutico da Bahia, que acontece de 30 de outubro a 2 de novembro, na Bahia Marina. Em fase de consolidação no calendário nacional, o salão dobra de tamanho em 2025 e promete aquecer o turismo náutico e a economia local.

Serão mais de 30 marcas expositoras e 40 embarcações de diferentes estilos e tamanhos em exibição, com possibilidade de test drives e experiências para toda a família. O espaço total do evento supera 1,7 mil metros quadrados, com áreas em terra e mar, reunindo fabricantes, revendedores e empresas de equipamentos e serviços ligados ao universo náutico.

De acordo com Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica, o crescimento do Boat Show reforça a vocação da capital baiana: “A segunda edição do Salvador Boat Show chega para consolidar o evento no calendário náutico do estado e do país. A primeira edição foi um sucesso, mostrando o potencial da Bahia para receber um salão desse porte”.

Entre as novidades deste ano, o evento contará com uma área em terra voltada a experiências premium, reunindo carros esportivos, motos aquáticas, UTVs e empreendimentos de luxo, conectando o público à cultura e ao estilo de vida do mar.

Além de ser vitrine para o setor, o Salvador Boat Show se consolida como um motor de desenvolvimento. Segundo a Marinha do Brasil, a Bahia tem a sétima maior frota de embarcações do país, e a Baía de Todos-os-Santos — a maior do Brasil e a segunda maior baía navegável do mundo — oferece um cenário natural propício para expansão do turismo náutico.

Para Duda Lomanto, secretária Especial do Mar da Prefeitura de Salvador, o evento é estratégico para o futuro da cidade: “A organização do Boat Show está animada, nossa cidade está animada para o evento e esperamos um aumento nos negócios gerados e também de público visitante”. Na mesma linha, Mila Paes, secretária de Desenvolvimento Econômico, reforça o impacto econômico da feira: “É o maior evento nacional do setor náutico e tem a capacidade não apenas de atrair o turismo náutico, mas principalmente de gerar negócios neste setor, que pode vir a ser um dos mais potentes de nossa capital”.

Os ingressos já estão à venda pelo site www.salvadorboatshow.com.br, com valores de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). O evento tem patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da SEMDEC, além do apoio do Ministério do Turismo.

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