O Bahia deu um novo passo na consolidação de sua estrutura esportiva e institucional. O clube anunciou a construção do CFA Bahia (City Football Academy), um moderno centro de treinamento que será erguido em Camaçari, às margens da Via Metropolitana (BA-535). O projeto, que promete redefinir o conceito de infraestrutura esportiva na região, reunirá o futebol profissional masculino e feminino, além das categorias de base.
Com 12 campos de futebol, um miniestádio com capacidade para mil pessoas e a nova sede administrativa do clube, o complexo será o coração do Esquadrão. Inspirado nos padrões internacionais do City Football Group, o CFA Bahia também abrigará uma Academia de Futebol voltada à formação de jovens atletas com metodologia global e foco em excelência técnica.
O CEO do Bahia, Raul Aguirre, destacou o impacto do projeto na economia e na comunidade local. Segundo ele, a construção e operação do centro “vão gerar centenas de empregos diretos e indiretos, impulsionando o desenvolvimento regional”. Já o CEO do grupo controlador, Ferran Soriano, afirmou que o investimento “reforça a confiança no clube e no estado da Bahia”, e que o espaço “servirá tanto ao desempenho esportivo quanto ao crescimento pessoal e profissional dos atletas”.
Mais do que um investimento em infraestrutura, o CFA Bahia nasce com uma agenda de sustentabilidade e responsabilidade social. O projeto prevê certificação ambiental LEED, uso de energia solar, reaproveitamento de água da chuva, tratamento próprio de esgoto, iluminação natural e gestão de resíduos durante a obra. Também estão previstas ações de reflorestamento urbano e melhorias no entorno, fortalecendo o vínculo do clube com a comunidade de Camaçari.
Com previsão de inauguração em 2027, o novo centro de treinamento simboliza o avanço da gestão SAF e o papel do Bahia como um dos clubes que mais investem em inovação, formação e sustentabilidade no futebol brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (28) a Lei nº 15.522, que estabelece diretrizes nacionais e permanentes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. A legislação coloca a modalidade como prioridade da política esportiva e cria mecanismos para ampliar a profissionalização e as oportunidades para mulheres.
Entre as principais mudanças está a redução gradual do número de atletas não profissionais nas competições oficiais. Na primeira divisão nacional, cada equipe poderá ter até quatro jogadoras não profissionais; nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual, seis; e nas demais competições profissionais, oito. A meta é chegar à profissionalização integral da modalidade, disse o presidente Lula.
“É mais um passo para fortalecer o futebol das mulheres no Brasil e garantir melhores condições para quem está começando, para quem já joga profissionalmente e para quem trabalha dentro e fora de campo.”
A lei também determina que clubes formadores mantenham equipes femininas e garante às organizações que trabalham na formação de jogadoras direitos e benefícios equivalentes aos previstos para o futebol masculino. As atletas deverão ter acesso a condições de desenvolvimento equivalentes, incluindo espaços, equipamentos e profissionais de suporte.
Outro eixo é a proteção das mulheres dentro do futebol. A legislação inclui a maternidade, o combate ao racismo, à discriminação e à violência entre as diretrizes da modalidade e prevê protocolos envolvendo atletas, árbitras, treinadoras, torcedoras e profissionais de gestão. A igualdade salarial aparece como objetivo de políticas e medidas de incentivo, mas a lei não estabelece equiparação automática entre os salários de homens e mulheres.
A mudança também abre espaço para SAFs voltadas exclusivamente à formação de atletas do futebol feminino. Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, a legislação ainda prevê que o legado da competição seja incorporado às estratégias nacionais de desenvolvimento da modalidade. O desafio, a partir de agora, é transformar as novas regras em estruturas permanentes de formação, trabalho e oportunidades para as mulheres no futebol.
O jogador do Atlético-MG, Gustavo Scarpa, voltou a mostrar que sua relação com os livros ultrapassa o campo das redes sociais. Depois de uma indicação de Tolstói ajudar A Morte de Ivan Ilitch a chegar ao topo das vendas e inspirar um clube de leitura de torcedores do Atlético-MG, o jogador agora participa de uma ação com o Skeelo para incentivar o consumo de audiolivros.
A obra escolhida é Flores para Algernon, de Daniel Keyes, uma das leituras recentes elogiadas por Scarpa. Ao todo, 2 mil vouchers para o audiolivro estarão disponíveis para o público que acompanhar os conteúdos publicados pelo jogador nas redes sociais.
Publicado pela Editora Aleph, o clássico da literatura norte-americana conta a história de Charlie Gordon, que passa por um experimento científico capaz de ampliar sua capacidade cognitiva. A narrativa aborda temas como identidade, relações humanas e a forma como as pessoas enxergam umas às outras.
A iniciativa também mostra como a influência de atletas pode ultrapassar o esporte quando existe identificação com outros interesses. Ao levar a literatura para os espaços digitais e para momentos cotidianos, como deslocamentos e treinos, Scarpa ajuda a transformar uma recomendação pessoal em uma experiência compartilhada, e reforça que o livro também pode encontrar novos caminhos para chegar ao público.
Uma eventual proibição das bets no Brasil pode não eliminar o hábito de apostar. Na avaliação do professor de Direito da Faculdade ESEG, Leonardo David Quintiliano, parte dos usuários poderia migrar para plataformas clandestinas, dificultando a fiscalização e criando espaço para a atuação do crime organizado.
O país passou recentemente por um processo de regulamentação das apostas de quota fixa, com regras para autorização, fiscalização e funcionamento das empresas. Para Quintiliano, uma mudança abrupta precisaria considerar que a demanda já existe e não desapareceria simplesmente com a criação de punições.
“Uma extinção abrupta desse mercado pode gerar um mercado paralelo, estimulando sua exploração pelo crime organizado”
Fora do mercado regulado, operadores clandestinos não estão sujeitos às mesmas exigências de controle, o que pode tornar mais difícil acompanhar transações e práticas das plataformas. Por isso, o especialista considera que uma redução gradual do mercado poderia ser discutida como alternativa à interrupção imediata.
Outra possibilidade apontada é a oferta de apostas online pelo próprio poder público, seguindo modelos já utilizados nas loterias. Segundo Quintiliano, a medida poderia combinar arrecadação, acompanhamento dos apostadores e mecanismos de limitação.
A discussão, portanto, vai além de manter ou proibir as bets atuais. O ponto central é o que fazer com uma demanda que já existe e como evitar que ela migre para um ambiente clandestino, com menos controle e fiscalização.