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Na saúde

Dor ao correr? O problema pode estar ligado ao tênis e não ao treino

Escolha inadequada do calçado impacta articulações e pode limitar evolução na corrida

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A dor durante ou após a corrida nem sempre está ligada ao excesso de treino. Em muitos casos, o problema começa nos pés. Mais especificamente, na escolha do tênis! Principal ponto de contato com o solo, o calçado influencia diretamente a forma como o impacto é distribuído pelo corpo.

Segundo o ortopedista Arnaldo Hernandez, o conforto inicial não garante que o modelo seja o mais adequado. O tênis pode alterar a carga que chega a articulações como joelhos, quadris e coluna, especialmente em corredores com histórico de lesões.

O alerta ganha peso diante de um cenário contraditório. Embora a corrida seja uma atividade acessível e recomendada para prevenção de doenças, cerca de 31% dos adultos não atingem os níveis ideais de atividade física, segundo a Organização Mundial da Saúde. E, para quem corre, a dor é um dos principais fatores de abandono.

A pisada é um ponto-chave nessa equação. Corredores com pé plano (pronado) tendem a sobrecarregar a parte interna do pé, enquanto os supinados concentram impacto na borda externa. Sem o suporte adequado, o risco de lesões aumenta.

Entre os problemas mais comuns estão a fascite plantar, a tendinite do calcâneo e inflamações nos ossos do pé. Em muitos casos, ajustes simples no tipo de solado mais rígido, mais alto ou com maior absorção de impacto, já ajudam a reduzir a sobrecarga.

Apesar do avanço tecnológico, com modelos que utilizam placas de carbono e sistemas sofisticados de amortecimento, não existe um tênis ideal para todos. A maioria das pessoas se adapta bem a bons modelos disponíveis, mas quem apresenta dores recorrentes precisa de avaliação específica.

Outro ponto de atenção são os sinais do corpo. Dores musculares leves tendem a desaparecer em até dois dias. Já incômodos persistentes, localizados e que pioram com o tempo podem indicar lesões em desenvolvimento.

No fim, a escolha do tênis deixa de ser apenas estética e passa a ser estratégica. Para quem corre nas ruas de Salvador (seja na orla, nos parques ou em qualquer lugar), acertar no calçado é também uma forma de garantir continuidade, evitar lesões e manter o esporte como aliado da saúde.

Na saúde

Treinar na areia ganha força nas praias de Salvador e combina intensidade com menor impacto

Por que o treino na areia pode ser mais eficiente, e quais cuidados são necessários para evitar lesões

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Com mais de cem quilômetros de orla e clima favorável durante boa parte do ano, Salvador tem visto crescer a adesão a um tipo de treino que vai além da paisagem: a prática de exercícios na areia. A proposta atrai desde iniciantes até atletas experientes por um motivo central, que é entregar mais esforço com menos impacto nas articulações.

A lógica está no próprio terreno. Diferente do asfalto ou da pista, a areia é instável. A cada passada, o pé afunda, reduzindo o retorno de energia e exigindo mais força do corpo para manter o movimento. O resultado é um treino que ativa intensamente pernas, glúteos e core, mesmo em ritmos moderados.

Essa característica transforma exercícios simples em desafios mais completos. Corridas leves, saltos ou deslocamentos laterais passam a exigir maior controle corporal e equilíbrio. Na prática, o corpo trabalha mais para estabilizar cada gesto e promover um ganho direto para força e coordenação.

Outro ponto relevante é o gasto energético elevado. Em sessões mais curtas, já é possível atingir estímulos importantes de resistência, o que torna o treino na areia uma alternativa eficiente para quem tem pouco tempo ou busca variar a rotina sem perder intensidade.

Ao mesmo tempo, a superfície macia atua como aliada. A absorção de impacto reduz a carga sobre articulações como joelhos e tornozelos, o que pode ser estratégico tanto para quem está retornando de lesão quanto para quem deseja diminuir o desgaste acumulado de treinos em solo rígido.

Mas nem tudo é vantagem automática. A própria instabilidade também aumenta o risco de sobrecarga, principalmente para quem começa sem adaptação. A recomendação é clara: progressão gradual, com sessões mais curtas e aumento controlado da intensidade.

Na prática, o treino na areia dialoga bem com o estilo de vida da cidade. Entre uma corrida no Farol da Barra ou circuitos funcionais na orla do Jardim de Alah, o que se vê é uma combinação de acessibilidade, eficiência e conexão com o ambiente. Mas, como em qualquer prática, o resultado depende menos do cenário e mais da forma como ele é utilizado.

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Na saúde

Saiba como manter rotina de atividades físicas ao longo do ano

Especialistas apontam que consistência supera metas radicais e reforçam papel dos hábitos simples na saúde ao longo do ano

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Com o fim do verão e do Carnaval, cresce o movimento de quem tenta retomar promessas de uma vida mais saudável. Mas, na prática, o desafio não está em começar; está em manter. Em 2026, a discussão sobre atividade física regular ganha um ponto central: a consistência como fator decisivo para resultados duradouros.

A busca por saúde segue entre as principais prioridades dos brasileiros, ao lado de temas como emprego e segurança. Esse cenário tem impulsionado o interesse por bem-estar, alimentação equilibrada e exercícios físicos, mas também expõe um padrão recorrente: mudanças intensas no início do ano que não se sustentam ao longo dos meses.

A recomendação de especialistas é clara. Em vez de rotinas rígidas e difíceis de manter, o caminho mais eficiente passa por hábitos simples e contínuos. Caminhadas, corridas leves, ciclismo, musculação ou até atividades ao ar livre podem cumprir esse papel (desde que inseridas de forma regular na semana), como explica Guilherme Reis, Diretor Técnico da Rede Alpha Fitness

“Cuidar da saúde deve ser uma das principais preocupações das pessoas e merece todas as atenções em 2026. Em meio à rotina acelerada, é importante que hábitos simples e consistentes sejam mais eficazes do que mudanças radicais e temporárias.”

Nesse caso, o que está em jogo é a adaptação à rotina. Pequenas escolhas, como subir escadas, caminhar em deslocamentos curtos ou reservar minutos para alongamento, ajudam a reduzir o sedentarismo, ainda apontado como um dos principais fatores de risco à saúde. “Manter atividade física regular e adotar uma alimentação saudável ao longo de todo o ano são apontados como pilares para qualidade de vida e prevenção de doenças”, completa Guilherme.

O ponto crítico está na expectativa. A ideia de transformação rápida costuma gerar frustração e abandono precoce. Por outro lado, a construção gradual de uma rotina ativa tende a ser mais sustentável e eficaz, tanto na prevenção de doenças quanto na qualidade de vida.

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Na saúde

Treino fora d’água ajuda surfistas a ganhar potência e melhorar desempenho no mar

Exercícios de força, core e mobilidade se tornam aliados de quem busca mais explosão e equilíbrio sobre a prancha

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O surfe exige muito mais do que equilíbrio e leitura das ondas. Para remar com eficiência, executar manobras rápidas e levantar com agilidade na prancha, surfistas têm incorporado cada vez mais treinos físicos fora d’água na rotina.

O chamado treinamento complementar busca desenvolver força, potência e estabilidade corporal — capacidades essenciais tanto para atletas de alto rendimento quanto para praticantes recreativos. Além de melhorar o desempenho, esse tipo de preparação também ajuda a reduzir o risco de lesões.

Explosão para o pop-up

Um dos movimentos mais importantes do surfe é o pop-up, quando o atleta sai da posição deitado e fica em pé na prancha para aproveitar a onda. Para executar essa transição com rapidez, exercícios de força explosiva são fundamentais.

Entre os mais utilizados estão as flexões explosivas, os burpees e os saltos em caixa, que trabalham fibras musculares responsáveis por movimentos rápidos e intensos.

Core forte para manter o equilíbrio

Outro ponto essencial é o fortalecimento do core, região que envolve abdômen, lombar e músculos profundos do tronco. Essa musculatura garante estabilidade sobre a prancha e permite respostas mais rápidas às variações das ondas.

Exercícios como prancha abdominal, prancha lateral, dead bug e russian twist ajudam a melhorar o controle corporal e ainda contribuem para proteger a coluna durante movimentos mais exigentes.

Remada exige força de ombros e costas

Grande parte do esforço físico no surfe acontece durante a remada até o outside, área onde as ondas se formam. Por isso, fortalecer ombros e costas é fundamental para manter resistência e eficiência dentro d’água.

Movimentos como remadas com halteres ou elásticos, barra fixa, face pull e o exercício superman ajudam a desenvolver a musculatura responsável por impulsionar a prancha.

Mobilidade e equilíbrio completam o treinamento

Além da força, o surfe exige mobilidade articular e equilíbrio. Quadris, tornozelos e coluna precisam de boa amplitude de movimento para permitir ajustes rápidos sobre a prancha.

Treinos com agachamentos profundos, exercícios em base instável, uso de bosu ou prancha de equilíbrio e rotinas de mobilidade para quadril e coluna ajudam o corpo a responder melhor às irregularidades da onda.

Mais preparo para aproveitar o mar

Especialistas lembram que nada substitui o tempo dentro d’água para desenvolver técnica e leitura de ondas. No entanto, combinar a prática com treinamento físico específico pode ampliar significativamente o desempenho.

Ao fortalecer músculos-chave, melhorar potência e aumentar estabilidade, o surfista consegue aproveitar melhor cada sessão no mar e sustentar sessões mais longas, transformando a preparação física em uma aliada direta da evolução no esporte.

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