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Nas ruas

Salvador 10 Milhas reúne 5 mil corredores e reforça corrida de rua como marca do aniversário da cidade

Participantes cruzam principais cartões-postais da cidade em percurso que mescla esporte e turismo

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A Salvador 10 Milhas voltou a ocupar as ruas da capital baiana com cerca de 5 mil participantes, entre atletas profissionais e amadores, em mais uma edição que mistura esporte, turismo e identidade cultural. Realizada dentro das comemorações pelos 477 anos da cidade, a prova reforça seu espaço no calendário esportivo local.

Com percursos de 5 e 10 milhas, a corrida atravessou alguns dos principais cartões-postais da cidade, ligando o Rio Vermelho e o Comércio à Ponta do Humaitá. Nem mesmo a chuva afastou os corredores. Para muitos, o clima adverso funcionou como estímulo extra, evidenciando um perfil cada vez mais resiliente e engajado do praticante de corrida de rua. A prova também marca, para parte do público, o início simbólico da temporada esportiva.

Outro ponto de destaque é a construção de identidade. Ao homenagear a capoeira (com referências às vertentes Angola e Regional), o evento amplia seu alcance para além do esporte e se conecta com a cultura baiana. Esse diálogo fortalece o vínculo com o público local e diferencia a corrida em um cenário nacional cada vez mais competitivo.

A estrutura oferecida na chegada, com serviços de recuperação e atrações musicais, reforça a experiência do participante. Ainda assim, o crescimento do evento traz desafios: manter a qualidade da organização e ampliar o acesso sem perder a essência são pontos centrais para as próximas edições.

Na vida

Livro de Raquel Castanharo propõe nova forma de entender a corrida e desmonta mitos do esporte

O que a ciência diz sobre correr e por que o corpo pode ir além do que se imagina?

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A corrida, uma das práticas esportivas mais populares do mundo, ainda é cercada por dúvidas, fórmulas prontas e crenças pouco fundamentadas. É nesse cenário que a fisioterapeuta e maratonista Raquel Castanharo lança o livro Este livro não é só sobre corrida, uma obra que busca aproximar ciência e prática de forma acessível.

Publicado pela Editora Planeta Brasil, o livro se apresenta como um manual completo, mas vai além do aspecto técnico. A proposta é questionar padrões e provocar uma reflexão sobre o próprio corpo, tratando a corrida não apenas como exercício, mas como uma experiência de autoconhecimento.

Com base em estudos de biomecânica e na prática clínica, a autora responde dúvidas comuns de quem corre ou quer começar. Temas como postura, tipo de pisada, escolha de tênis, respiração e prevenção de lesões aparecem com explicações diretas, sem recorrer a fórmulas universais.

Um dos pontos centrais da obra é a ideia de que o corpo humano é adaptável e “antifrágil”, capaz de evoluir quando estimulado da forma correta. Nesse contexto, a corrida deixa de ser vista como uma atividade restrita a atletas ou a quem busca emagrecimento, e passa a ser entendida como ferramenta de saúde e longevidade.

“A Raquel fala hoje tudo o que eu gostaria de ter ouvido há, pelo menos, vinte anos. Como foi que nós – principalmente mulheres – crescemos achando que somos frágeis ou que exercício é só para quem quer emagrecer? Que sorte a nossa ter encontrado a voz dela a tempo”, diz Mari Krüger, bióloga, DJ e uma das principais divulgadoras científicas do Brasil

A publicação também dialoga com um público mais amplo, especialmente iniciantes, ao destacar três pilares para a criação do hábito: ambiente adequado, repetição e recompensa. A mensagem é clara: correr não depende apenas de desempenho, mas de consistência e contexto.

Ao mesmo tempo, o livro evita um discurso simplista. A própria autora reconhece que nem todos precisam correr, mas defende que todos deveriam ter acesso ao conhecimento sobre o movimento e suas possibilidades.

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Nas ruas

Circuito Banco do Brasil de Corrida chega a Salvador e amplia calendário de rua na capital

Etapa baiana será realizada em 28 de junho e integra circuito nacional com dez provas ao longo de 2026

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O crescimento das corridas de rua no Brasil ganha mais um capítulo em 2026. O Circuito Banco do Brasil de Corrida chega à sua 9ª edição com dez etapas confirmadas e inclui Salvador no calendário, com prova marcada para 28 de junho.

A capital baiana aparece entre as cinco primeiras cidades do circuito, ao lado de Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A escolha reforça o momento da cidade, que tem ampliado a presença no cenário nacional de eventos esportivos e consolidado a corrida como prática cada vez mais popular.

Criado em 2017, o circuito se posiciona como uma das principais plataformas do país no segmento. Mais do que competição, o evento aposta em uma estrutura que combina diferentes percursos, inclusão e experiências para o público, reunindo desde iniciantes até atletas mais experientes.

A proposta acompanha uma tendência clara: correr deixou de ser apenas atividade física e passou a ocupar também um espaço social e de estilo de vida. Arenas com serviços de recuperação, avaliação física e espaços interativos fazem parte desse novo modelo de evento.

Ao mesmo tempo, o circuito evidencia um movimento de mercado. A ampliação para mais de 40 provas ao longo do ano, com benefícios e integração entre etapas, mostra como o segmento se tornou estratégico para marcas e instituições.

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Na saúde

Dor ao correr? O problema pode estar ligado ao tênis e não ao treino

Escolha inadequada do calçado impacta articulações e pode limitar evolução na corrida

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A dor durante ou após a corrida nem sempre está ligada ao excesso de treino. Em muitos casos, o problema começa nos pés. Mais especificamente, na escolha do tênis! Principal ponto de contato com o solo, o calçado influencia diretamente a forma como o impacto é distribuído pelo corpo.

Segundo o ortopedista Arnaldo Hernandez, o conforto inicial não garante que o modelo seja o mais adequado. O tênis pode alterar a carga que chega a articulações como joelhos, quadris e coluna, especialmente em corredores com histórico de lesões.

O alerta ganha peso diante de um cenário contraditório. Embora a corrida seja uma atividade acessível e recomendada para prevenção de doenças, cerca de 31% dos adultos não atingem os níveis ideais de atividade física, segundo a Organização Mundial da Saúde. E, para quem corre, a dor é um dos principais fatores de abandono.

A pisada é um ponto-chave nessa equação. Corredores com pé plano (pronado) tendem a sobrecarregar a parte interna do pé, enquanto os supinados concentram impacto na borda externa. Sem o suporte adequado, o risco de lesões aumenta.

Entre os problemas mais comuns estão a fascite plantar, a tendinite do calcâneo e inflamações nos ossos do pé. Em muitos casos, ajustes simples no tipo de solado mais rígido, mais alto ou com maior absorção de impacto, já ajudam a reduzir a sobrecarga.

Apesar do avanço tecnológico, com modelos que utilizam placas de carbono e sistemas sofisticados de amortecimento, não existe um tênis ideal para todos. A maioria das pessoas se adapta bem a bons modelos disponíveis, mas quem apresenta dores recorrentes precisa de avaliação específica.

Outro ponto de atenção são os sinais do corpo. Dores musculares leves tendem a desaparecer em até dois dias. Já incômodos persistentes, localizados e que pioram com o tempo podem indicar lesões em desenvolvimento.

No fim, a escolha do tênis deixa de ser apenas estética e passa a ser estratégica. Para quem corre nas ruas de Salvador (seja na orla, nos parques ou em qualquer lugar), acertar no calçado é também uma forma de garantir continuidade, evitar lesões e manter o esporte como aliado da saúde.

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