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Na saúde

Treino fora d’água ajuda surfistas a ganhar potência e melhorar desempenho no mar

Exercícios de força, core e mobilidade se tornam aliados de quem busca mais explosão e equilíbrio sobre a prancha

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O surfe exige muito mais do que equilíbrio e leitura das ondas. Para remar com eficiência, executar manobras rápidas e levantar com agilidade na prancha, surfistas têm incorporado cada vez mais treinos físicos fora d’água na rotina.

O chamado treinamento complementar busca desenvolver força, potência e estabilidade corporal — capacidades essenciais tanto para atletas de alto rendimento quanto para praticantes recreativos. Além de melhorar o desempenho, esse tipo de preparação também ajuda a reduzir o risco de lesões.

Explosão para o pop-up

Um dos movimentos mais importantes do surfe é o pop-up, quando o atleta sai da posição deitado e fica em pé na prancha para aproveitar a onda. Para executar essa transição com rapidez, exercícios de força explosiva são fundamentais.

Entre os mais utilizados estão as flexões explosivas, os burpees e os saltos em caixa, que trabalham fibras musculares responsáveis por movimentos rápidos e intensos.

Core forte para manter o equilíbrio

Outro ponto essencial é o fortalecimento do core, região que envolve abdômen, lombar e músculos profundos do tronco. Essa musculatura garante estabilidade sobre a prancha e permite respostas mais rápidas às variações das ondas.

Exercícios como prancha abdominal, prancha lateral, dead bug e russian twist ajudam a melhorar o controle corporal e ainda contribuem para proteger a coluna durante movimentos mais exigentes.

Remada exige força de ombros e costas

Grande parte do esforço físico no surfe acontece durante a remada até o outside, área onde as ondas se formam. Por isso, fortalecer ombros e costas é fundamental para manter resistência e eficiência dentro d’água.

Movimentos como remadas com halteres ou elásticos, barra fixa, face pull e o exercício superman ajudam a desenvolver a musculatura responsável por impulsionar a prancha.

Mobilidade e equilíbrio completam o treinamento

Além da força, o surfe exige mobilidade articular e equilíbrio. Quadris, tornozelos e coluna precisam de boa amplitude de movimento para permitir ajustes rápidos sobre a prancha.

Treinos com agachamentos profundos, exercícios em base instável, uso de bosu ou prancha de equilíbrio e rotinas de mobilidade para quadril e coluna ajudam o corpo a responder melhor às irregularidades da onda.

Mais preparo para aproveitar o mar

Especialistas lembram que nada substitui o tempo dentro d’água para desenvolver técnica e leitura de ondas. No entanto, combinar a prática com treinamento físico específico pode ampliar significativamente o desempenho.

Ao fortalecer músculos-chave, melhorar potência e aumentar estabilidade, o surfista consegue aproveitar melhor cada sessão no mar e sustentar sessões mais longas, transformando a preparação física em uma aliada direta da evolução no esporte.

Na saúde

Ovo de Páscoa fitness: aprenda como transformar o doce em aliado da saúde

Entenda como é possível aproveitar a Páscoa sem abrir mão da nutrição e do desempenho físico

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A busca por uma alimentação equilibrada também chega à Páscoa — e com um olhar mais atento. A proposta do chamado ovo de Páscoa fitness vai além da simples redução de calorias. A ideia é pensar o alimento como parte de uma estratégia nutricional, capaz de controlar a resposta glicêmica, aumentar a saciedade e contribuir para a saúde intestinal.

Segundo a nutricionista Verônica Dias, o ponto central não está apenas na tabela nutricional, mas na qualidade dos ingredientes e no impacto metabólico do que se consome. Em outras palavras, não basta ser “menos calórico”: é preciso ser funcional.

Uma alternativa é apostar em versões caseiras, como o ovo com chocolate acima de 70% cacau, combinado com recheios ricos em proteína e fibras. Ingredientes como pasta de amendoim, whey protein e fibras naturais ajudam a equilibrar o doce, tornando-o mais nutritivo e menos agressivo ao organismo.

Nesse tipo de preparo, o chocolate mais puro garante maior concentração de compostos antioxidantes, enquanto a presença de proteínas e gorduras boas contribui para evitar picos de glicose no sangue. O resultado é um alimento mais completo, que dialoga com quem mantém rotina de treinos ou busca qualidade de vida.

Por outro lado, o alerta está nos produtos ultraprocessados, comuns nas prateleiras nesta época do ano. Ovos com alto teor de açúcar, gorduras hidrogenadas e baixo percentual de cacau tendem a gerar maior impacto glicêmico e oferecem menos benefícios nutricionais.

A orientação, portanto, é simples, mas exige atenção: priorizar produtos com lista de ingredientes enxuta, maior teor de cacau e, sempre que possível, associados a fibras e proteínas. Quando isso não for viável, vale pensar em combinações ao longo do dia que ajudem a equilibrar o consumo.

Aqui está a receita do Ovo Fitness para você fazer em casa:

Ovo de Páscoa funcional (70% cacau com recheio proteico e fibras)

Ingredientes para a casca:

200g de chocolate ≥70% cacau

Ingredientes para o recheio:

1 scoop de proteína (whey isolado ou vegetal)

2 colheres (sopa) de pasta de amendoim 100%

1 colher (sopa) de cacau 100%

1 colher (chá) de psyllium ou 1 colher (sopa) de goma acácia

Leite vegetal ou água para dar ponto

Adoçante natural (stevia ou eritritol, se necessário)

Modo de preparo:

Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas (em intervalos curtos, mexendo para não queimar). Com o chocolate derretido, espalhe uma camada em formas próprias para ovo de Páscoa e leve à geladeira por cerca de 10 minutos. Repita o processo para formar uma casca mais estruturada e resistente.

Para o recheio, misture a proteína, a pasta de amendoim, o cacau e a fibra (psyllium ou goma acácia). Acrescente o leite vegetal aos poucos até obter uma textura cremosa e homogênea. Ajuste o dulçor, se necessário.

Após a casca estar firme, adicione o recheio, cubra com uma fina camada de chocolate e leve novamente à geladeira até completa solidificação.

Tabela nutricional aproximada (por 100g)

Valor energético: ~420–440kcal

Proteínas: ~18g

Carboidratos: ~20–22g

Fibras: ~7–9g

Gorduras totais: ~30g

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Na saúde

Atividade física ganha espaço no tratamento do câncer de mama avançado

Entenda como o exercício pode contribuir para a qualidade de vida durante a terapia oncológica

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A relação entre esporte e saúde ganha um novo capítulo no enfrentamento do câncer de mama, especialmente em estágios mais avançados. A prática orientada de atividades físicas tem se consolidado como aliada no tratamento, ajudando pacientes a lidar com os efeitos da doença e das terapias.

Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que o câncer de mama é o mais incidente entre mulheres no Brasil e também a principal causa de morte por câncer nesse grupo. Nesse cenário, estratégias que ampliem a qualidade de vida durante o tratamento ganham relevância.

Segundo especialistas, o exercício físico, quando realizado com acompanhamento profissional, pode reduzir a fadiga, melhorar a capacidade funcional e aumentar a autonomia das pacientes no dia a dia. A proposta não é substituir o tratamento convencional, mas integrá-lo a uma abordagem mais ampla de cuidado.

“Entre as práticas mais recomendadas estão os exercícios aeróbicos, de fortalecimento muscular e de equilíbrio, como caminhadas, hidroginástica, alongamento e pilates, que podem ser adaptados conforme o estágio da doença e as condições clínicas de cada paciente, garantindo segurança e melhor resposta ao acompanhamento”, explica Guilherme Reis, Diretor Técnico da Rede Alpha Fitness

Estudos recentes também apontam ganhos que vão além do físico. Um estudo apresentado na 14ª Conferência Europeia sobre Câncer de Mama, realizada em Milão, reforçou que pacientes com câncer de mama metastático submetidas a programas estruturados de exercício apresentaram melhoras no bem-estar emocional, além de maior disposição para enfrentar o tratamento.

Esse movimento amplia a compreensão do exercício dentro da saúde. Mais do que uma prática complementar, ele passa a ser visto como parte do cuidado integral, com impacto direto na resposta ao tratamento, na saúde mental e na qualidade de vida.

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Na saúde

Treinar na areia ganha força nas praias de Salvador e combina intensidade com menor impacto

Por que o treino na areia pode ser mais eficiente, e quais cuidados são necessários para evitar lesões

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Com mais de cem quilômetros de orla e clima favorável durante boa parte do ano, Salvador tem visto crescer a adesão a um tipo de treino que vai além da paisagem: a prática de exercícios na areia. A proposta atrai desde iniciantes até atletas experientes por um motivo central, que é entregar mais esforço com menos impacto nas articulações.

A lógica está no próprio terreno. Diferente do asfalto ou da pista, a areia é instável. A cada passada, o pé afunda, reduzindo o retorno de energia e exigindo mais força do corpo para manter o movimento. O resultado é um treino que ativa intensamente pernas, glúteos e core, mesmo em ritmos moderados.

Essa característica transforma exercícios simples em desafios mais completos. Corridas leves, saltos ou deslocamentos laterais passam a exigir maior controle corporal e equilíbrio. Na prática, o corpo trabalha mais para estabilizar cada gesto e promover um ganho direto para força e coordenação.

Outro ponto relevante é o gasto energético elevado. Em sessões mais curtas, já é possível atingir estímulos importantes de resistência, o que torna o treino na areia uma alternativa eficiente para quem tem pouco tempo ou busca variar a rotina sem perder intensidade.

Ao mesmo tempo, a superfície macia atua como aliada. A absorção de impacto reduz a carga sobre articulações como joelhos e tornozelos, o que pode ser estratégico tanto para quem está retornando de lesão quanto para quem deseja diminuir o desgaste acumulado de treinos em solo rígido.

Mas nem tudo é vantagem automática. A própria instabilidade também aumenta o risco de sobrecarga, principalmente para quem começa sem adaptação. A recomendação é clara: progressão gradual, com sessões mais curtas e aumento controlado da intensidade.

Na prática, o treino na areia dialoga bem com o estilo de vida da cidade. Entre uma corrida no Farol da Barra ou circuitos funcionais na orla do Jardim de Alah, o que se vê é uma combinação de acessibilidade, eficiência e conexão com o ambiente. Mas, como em qualquer prática, o resultado depende menos do cenário e mais da forma como ele é utilizado.

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