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Nas ruas

Circuito Banco do Brasil de Corrida chega a Salvador e amplia calendário de rua na capital

Etapa baiana será realizada em 28 de junho e integra circuito nacional com dez provas ao longo de 2026

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O crescimento das corridas de rua no Brasil ganha mais um capítulo em 2026. O Circuito Banco do Brasil de Corrida chega à sua 9ª edição com dez etapas confirmadas e inclui Salvador no calendário, com prova marcada para 28 de junho.

A capital baiana aparece entre as cinco primeiras cidades do circuito, ao lado de Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A escolha reforça o momento da cidade, que tem ampliado a presença no cenário nacional de eventos esportivos e consolidado a corrida como prática cada vez mais popular.

Criado em 2017, o circuito se posiciona como uma das principais plataformas do país no segmento. Mais do que competição, o evento aposta em uma estrutura que combina diferentes percursos, inclusão e experiências para o público, reunindo desde iniciantes até atletas mais experientes.

A proposta acompanha uma tendência clara: correr deixou de ser apenas atividade física e passou a ocupar também um espaço social e de estilo de vida. Arenas com serviços de recuperação, avaliação física e espaços interativos fazem parte desse novo modelo de evento.

Ao mesmo tempo, o circuito evidencia um movimento de mercado. A ampliação para mais de 40 provas ao longo do ano, com benefícios e integração entre etapas, mostra como o segmento se tornou estratégico para marcas e instituições.

Na saúde

Caminhada ganha força como alternativa simples contra o sedentarismo e doenças vasculares

Especialistas apontam que regularidade da prática pode melhorar circulação, reduzir riscos cardíacos e transformar a rotina

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Em um país onde o sedentarismo ainda faz parte da rotina de milhões de pessoas, a caminhada aparece como uma das formas mais acessíveis e eficazes de iniciar uma mudança de hábito. Mais do que atividade física básica, caminhar regularmente passou a ser tratado por especialistas como uma ferramenta importante de prevenção contra doenças cardiovasculares e problemas circulatórios.

A Organização Mundial da Saúde considera a inatividade física um dos principais fatores de risco para a saúde vascular. Já a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada para garantir benefícios ao organismo.

Na prática, isso pode significar apenas 30 minutos de caminhada em cinco dias da semana. Um tempo relativamente curto, mas suficiente para ajudar na redução da pressão arterial, melhorar a circulação sanguínea e diminuir riscos ligados a trombose, varizes e outras doenças crônicas.

Em cidades como Salvador, onde praias, orlas e parques favorecem atividades ao ar livre, a caminhada também se conecta à ocupação dos espaços públicos e à busca por qualidade de vida. Ainda assim, especialistas alertam que o maior desafio não é começar; mas sim manter a regularidade.

A lógica é simples: constância vale mais do que intensidade inicial. Para quem passou muito tempo sedentário, a recomendação é iniciar com percursos leves e aumentar o ritmo gradualmente, permitindo adaptação física sem sobrecarga.

Outro ponto destacado pelos profissionais de saúde envolve hábitos complementares. Hidratação, alongamento e escolha adequada do calçado influenciam diretamente no conforto e na prevenção de lesões.

O uso de meias de compressão também aparece como aliado importante, especialmente para pessoas que sofrem com sensação de pernas pesadas ou problemas circulatórios. A pressão externa controlada auxilia o trabalho das válvulas venosas e evita a sensação de pernas pesadas.

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Nas ruas

Corrida do Bahêa reúne mais de 10 mil pessoas com chegada especial na Fonte Nova

Quarta edição do evento une atividade física, entretenimento e paixão pelo tricolor no Dique do Tororó

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A Corrida do Bahêa voltou a transformar o entorno da Casa de Apostas Arena Fonte Nova em um espaço de encontro diferente para o torcedor tricolor. Na quarta edição do evento, mais de 10 mil pessoas participaram da prova, que uniu atividade física, entretenimento e identidade clubística em um mesmo cenário.

Desta vez, o ambiente rompeu com o ritual tradicional do futebol. No lugar da arquibancada e da cerveja, tênis de corrida, hidratação e um percurso que teve como ponto de partida o Dique do Tororó. A mudança de comportamento revela um movimento mais amplo: o clube passa a ocupar também o campo do bem-estar e da qualidade de vida.

O evento, com inscrições esgotadas, reforça essa estratégia. Ao levar a corrida para a Fonte Nova, o Bahia amplia o uso simbólico do estádio, transformando-o em espaço de convivência e não apenas de competição. A participação de torcedores de diferentes idades, como corredores iniciantes e idosos, indica que o alcance vai além do público tradicional do futebol.

Após a prova, a programação seguiu com shows e ativações, reforçando o caráter híbrido do evento: esporte e entretenimento dividindo o mesmo protagonismo. Esse formato ajuda a explicar o crescimento da corrida, que já soma mais de 30 mil participantes ao longo das edições e se posiciona como uma das maiores do Norte-Nordeste.

Mas o sucesso também levanta uma questão: até que ponto iniciativas como essa fortalecem hábitos esportivos contínuos? O engajamento pontual é evidente, mas o desafio está em transformar a experiência em rotina para além do evento.

Ainda assim, a Corrida do Bahêa mostra um caminho relevante. Ao aproximar o torcedor do clube por meio do movimento, o Bahia amplia sua presença no cotidiano da cidade e reforça uma tendência: o futebol, cada vez mais, deixa de ser apenas jogo e passa a ser experiência.

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Na vida

Livro de Raquel Castanharo propõe nova forma de entender a corrida e desmonta mitos do esporte

O que a ciência diz sobre correr e por que o corpo pode ir além do que se imagina?

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A corrida, uma das práticas esportivas mais populares do mundo, ainda é cercada por dúvidas, fórmulas prontas e crenças pouco fundamentadas. É nesse cenário que a fisioterapeuta e maratonista Raquel Castanharo lança o livro Este livro não é só sobre corrida, uma obra que busca aproximar ciência e prática de forma acessível.

Publicado pela Editora Planeta Brasil, o livro se apresenta como um manual completo, mas vai além do aspecto técnico. A proposta é questionar padrões e provocar uma reflexão sobre o próprio corpo, tratando a corrida não apenas como exercício, mas como uma experiência de autoconhecimento.

Com base em estudos de biomecânica e na prática clínica, a autora responde dúvidas comuns de quem corre ou quer começar. Temas como postura, tipo de pisada, escolha de tênis, respiração e prevenção de lesões aparecem com explicações diretas, sem recorrer a fórmulas universais.

Um dos pontos centrais da obra é a ideia de que o corpo humano é adaptável e “antifrágil”, capaz de evoluir quando estimulado da forma correta. Nesse contexto, a corrida deixa de ser vista como uma atividade restrita a atletas ou a quem busca emagrecimento, e passa a ser entendida como ferramenta de saúde e longevidade.

“A Raquel fala hoje tudo o que eu gostaria de ter ouvido há, pelo menos, vinte anos. Como foi que nós – principalmente mulheres – crescemos achando que somos frágeis ou que exercício é só para quem quer emagrecer? Que sorte a nossa ter encontrado a voz dela a tempo”, diz Mari Krüger, bióloga, DJ e uma das principais divulgadoras científicas do Brasil

A publicação também dialoga com um público mais amplo, especialmente iniciantes, ao destacar três pilares para a criação do hábito: ambiente adequado, repetição e recompensa. A mensagem é clara: correr não depende apenas de desempenho, mas de consistência e contexto.

Ao mesmo tempo, o livro evita um discurso simplista. A própria autora reconhece que nem todos precisam correr, mas defende que todos deveriam ter acesso ao conhecimento sobre o movimento e suas possibilidades.

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