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Nos campos

Brasil perde para a França, mas Bremer marca e encaminha vaga na Copa do Mundo

Zagueiro baiano faz gol, reage após dificuldades e ganha moral em meio a atuação irregular da Seleção

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A derrota do Brasil por 2 a 1 para a França, em amistoso nos Estados Unidos, deixou sinais de alerta coletivo, mas também abriu espaço para leituras individuais. Entre elas, a de Bremer, único baiano em campo, que transformou uma atuação de altos e baixos em argumento na disputa por espaço na Seleção.

“Eu venho de um ano parado, lesão de ligamento cruzado, meu nome nunca foi cotado, ou pouco cotado (…) Hoje consegui fazer um bom jogo e espero ter deixado uma boa atuação para o treinador.”

O jogo expôs um problema recorrente: o Brasil teve mais volume, mas pouca eficiência. Criou, ocupou o campo ofensivo, mas finalizou mal e voltou a errar na saída de bola. Justamente no lance que originou o primeiro gol francês, marcado por Mbappé ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o cenário parecia favorável. A expulsão de um defensor francês logo aos nove minutos colocava a Seleção em vantagem numérica, mas o time não conseguiu traduzir isso em controle. Desorganizado, cedeu espaços e sofreu o segundo gol em contra-ataque com um toque de classe de Ekitiké.

É nesse contexto que surge Bremer. Após um início de jogo com dificuldades diante da velocidade francesa, o zagueiro reagiu. Bem posicionado em bola parada, marcou o gol brasileiro e ainda participou de jogadas ofensivas no fim, quase empatando e criando uma das melhores chances da equipe.

Além do gol, a atuação ganha peso pelo contexto. Em um setor ainda em definição, Bremer aproveita a oportunidade para se colocar como opção real na caminhada até a Copa do Mundo. A capacidade de reação dentro do próprio jogo, mesmo após falhas, reforça um perfil valorizado em ciclos longos.

A derrota, por outro lado, mantém o debate coletivo. O Brasil mostrou dificuldade para transformar posse em efetividade e para se reorganizar mesmo com superioridade numérica — um ponto que precisa evoluir diante de adversários de alto nível.

Nos campos

Jacuipense empata sem gols em Salvador e perde chance de se firmar na Copa do Nordeste

Leão do Sisal não consegue transformar mando de campo em vantagem

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O Jacuipense ficou no 0 a 0 com o América-RN, em Pituaçu, em um jogo de poucas oportunidades e que expôs limitações ofensivas das duas equipes. O resultado, pela segunda rodada da Copa do Nordeste, pesa mais para o time baiano, que não aproveitou o mando de campo e segue fora da zona de classificação.

A partida começou com leve superioridade do adversário, que explorou cruzamentos e exigiu boas intervenções do goleiro Marcelo. Do lado do Jacuipense, as tentativas foram pontuais e pouco efetivas, principalmente em jogadas individuais pelos lados, sem conseguir transformar volume em finalizações claras.

O cenário mudou no segundo tempo, quando o jogo ganhou ritmo e alternância. O time baiano passou a atacar mais, chegou a acertar o travessão e levou algum perigo em chutes de média distância. Ainda assim, esbarrou na falta de precisão no último passe e na finalização — um problema recorrente na equipe neste início de competição.

Mesmo com a melhora, as melhores chances ainda foram divididas. O América-RN também assustou, obrigando Marcelo a manter o Jacuipense vivo no jogo até o fim.

O empate mantém o Leão do Sisal com apenas um ponto, em posição incômoda dentro do grupo. Mais do que a pontuação, o desempenho acende um alerta: o time cria pouco e depende de momentos isolados, o que dificulta a construção de resultados consistentes em uma competição curta.

Na sequência, o Jacuipense encara o Ferroviário fora de casa pela Copa do Nordeste e inicia a caminhada na Série D. Dois desafios que exigem mais do que entrega — pedem evolução coletiva e maior eficiência ofensiva para que o time não fique para trás ainda nas primeiras rodadas.

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Nos campos

O baiano tem o molho: Danilo se coloca à disposição de Ancelotti e tenta confirmar vaga na Copa

Entenda como o volante do Botafogo busca espaço na Seleção em momento decisivo do ciclo

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Às vésperas do amistoso contra a Croácia, o baiano Danilo Santos vive um momento-chave com a camisa da Seleção. Em Orlando, o jogador do Botafogo deixou claro que está pronto para atuar em qualquer função no meio-campo, numa tentativa de ganhar espaço na última Data Fifa antes da convocação final para a Copa do Mundo.

A versatilidade aparece como principal trunfo. Danilo admite conforto nas três posições do setor e entende que a adaptação pode ser determinante em um grupo ainda em definição sob o comando de Carlo Ancelotti. No treino em Orlando, inclusive, recebeu atenção direta do treinador; o que pode ser um indicativo de que está no radar para o próximo jogo.

“Revezamos no treino, mas ninguém sabe o time ainda. Só vamos saber amanhã ou terça, quando ele passar a escalação. (…) Eu me sinto à vontade, sim. Nas três posições do meio, estou confiante.”

A oportunidade ganha ainda mais peso pelo contexto recente. O meia entrou no amistoso contra a França e participou da jogada do gol marcado por Bremer, mostrando capacidade de resposta mesmo em um cenário adverso para a equipe.

Formado no futebol baiano, onde iniciou a carreira profissional ainda jovem, Danilo carrega uma trajetória que dialoga com o perfil buscado pela Seleção: intensidade, leitura de jogo e adaptação. Mas o momento também exige mais do que isso. Em um meio-campo competitivo, a disputa por espaço passa pela capacidade de executar funções diferentes sem perder consistência.

Nesse processo, a convivência com nomes experientes tem papel central. Danilo destaca a influência de Casemiro como referência técnica e tática, especialmente na tomada de decisão e no posicionamento. É um aprendizado que vai além do treino e se reflete na maturidade dentro de campo.

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Nos campos

Juazeirense vence com autoridade e assume liderança na Copa do Nordeste

Gols relâmpago em cada tempo definem goleada sobre o Itabaiana e consolidam bom início do Cancão

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A Juazeirense fez bonito jogando em casa e venceu a primeira na Copa do Nordeste com uma atuação direta e eficiente. Jogando no Adauto Moraes, o Cancão de Fogo bateu o Itabaiana por 3 a 0 e assumiu a liderança do Grupo B, com quatro pontos.

O jogo foi definido por dois momentos simbólicos: o início de cada tempo. Logo aos 25 segundos da etapa inicial, Luan abriu o placar ao aproveitar cruzamento rasteiro. Na volta do intervalo, o roteiro se repetiu de forma ainda mais rápida. Com apenas 20 segundos, Diki ampliou após falha defensiva do adversário.

O terceiro gol, marcado por Bino, nasceu justamente dessa leitura de jogo: troca de passes rápida e finalização precisa para fechar a conta. Mais do que a goleada, o resultado reforça o padrão de um time que não precisa de muitas oportunidades para decidir.

A liderança do grupo, ainda no início da competição, não garante tranquilidade, mas dá margem para evolução. O próximo compromisso, contra o Vitória, no Barradão, deve medir o nível de competitividade da equipe dentro do cenário regional.

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