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Nas águas

Natação na infância: como o contato com a água impacta o desenvolvimento de bebês e crianças

Entenda porque começar cedo pode influenciar autonomia, disciplina e aprendizado

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Celebrado em 8 de abril, o Dia Mundial da Natação reforça um debate cada vez mais presente entre famílias e educadores: o papel da atividade aquática no desenvolvimento infantil. Mais do que uma prática recreativa, a natação vem sendo apontada como uma ferramenta consistente de estímulo físico, cognitivo e emocional desde os primeiros anos de vida.

Dentro da água, o corpo da criança é desafiado de forma diferente. A resistência natural do ambiente exige mais coordenação, enquanto a flutuação reduz o impacto e amplia as possibilidades de movimento. O resultado é um estímulo completo, que envolve músculos, equilíbrio e percepção corporal.

Segundo o educador físico Rafael Cardoso Soares, o ambiente aquático funciona como um facilitador do desenvolvimento global, pois transforma o medo em curiosidade e o esforço em diversão, garantindo que o primeiro contato com o esporte seja uma memória feliz para toda a vida.

“A água oferece estímulos sensoriais únicos que aprimoram a coordenação motora, a percepção corporal e o equilíbrio. Mais do que técnica, a criança aprende a superar desafios e a explorar sua autonomia de forma lúdica e segura”

Na prática, o processo respeita fases bem definidas. Entre 6 meses e 3 anos, o foco está na adaptação ao meio líquido, sempre com a presença dos pais, o que também fortalece o vínculo afetivo. A partir dos 3 ou 4 anos, surgem os primeiros movimentos coordenados, como flutuação e deslocamento. Já por volta dos 5 ou 6 anos, a aprendizagem dos estilos de nado começa a ganhar estrutura. Mas os impactos vão além do físico, pois ao participar das aulas, a criança aprende a lidar com regras, a esperar sua vez e a conviver em grupo. São elementos que dialogam diretamente com a formação social e emocional.

Esse conjunto de estímulos ajuda a desenvolver autonomia e autoconfiança. Cada avanço como mergulhar, flutuar ou atravessar a piscina representa uma conquista concreta, que reforça a percepção de capacidade. Ao mesmo tempo, há um ponto que merece atenção: a qualidade da orientação. Especialistas destacam que os benefícios estão diretamente ligados a um ambiente seguro, lúdico e conduzido por profissionais preparados. Sem isso, o que deveria ser um processo de descoberta pode se transformar em bloqueio.

Nas águas

Conheça a história de Jacky Godmann: da canoa em Itacaré à medalha mundial

Baiano de 27 anos conquista a prata no Mundial de Poznan e chega ao Brasileiro de Canoagem Velocidade como um dos nomes da nova geração da modalidade

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Menos de uma semana depois de conquistar a primeira medalha em um Campeonato Mundial, o baiano Jacky Godmann já encara outro desafio. O canoísta de Itacaré disputa, a partir desta quinta-feira (3), o Campeonato Brasileiro de Canoagem Velocidade e Paracanoagem, em Lagoa Santa, Minas Gerais.

Ao lado de Gabriel Nascimento, Jacky foi prata no C2 500m do Mundial de Poznan, na Polônia, com o tempo de 1min39s81. A dupla terminou apenas 58 centésimos atrás dos campeões Zakhar Petrov e Ivan Shtyl. A medalha também representa a evolução de uma parceria que havia ficado perto do pódio um ano antes, com o quarto lugar no Mundial de Milão.

Uma história construída em Itacaré

Nascido em Itacaré, em 1999, Jacky cresceu na comunidade de Porto de Trás em uma família ligada à canoagem. Começou a remar aos oito anos e enfrentou dificuldades financeiras durante a infância, chegando a ajudar a família na venda de caranguejos pescados pela avó.

A morte da mãe, Valdirene, em 2012, fez o atleta se afastar temporariamente do esporte. A retomada veio com o incentivo do amigo Maico dos Santos e, posteriormente, a mudança para São Paulo abriu caminho para resultados nacionais e internacionais.

Em 2014, Jacky foi campeão brasileiro pelo Flamengo. Cinco anos depois, venceu cinco provas no Sul-Americano de Ibarra, no Equador. A evolução o levou às grandes competições da modalidade e, em 2021, ao primeiro pódio em uma etapa de Copa do Mundo, com bronze ao lado de Isaquias Queiroz.

Duas Olimpíadas e agora um Mundial

Jacky estreou nos Jogos Olímpicos em Tóquio, substituindo Erlon Souza na parceria com Isaquias. Mesmo com pouco tempo de preparação, os dois chegaram à final do C2 1000m e terminaram em quarto lugar. O baiano também competiu no C1 1000m.

Para Paris 2024, ajudou o Brasil a conquistar a vaga olímpica no C2 500m ao lado de Filipe Vieira. Nos Jogos, voltou a formar dupla com Isaquias e chegou novamente à final, terminando em oitavo.

O novo ciclo trouxe a parceria com Gabriel Nascimento. Em 2026, os dois conquistaram bronze na Copa do Mundo de Szeged e chegaram à prata no Mundial de Poznan. Jacky também integrou o C4 brasileiro que foi vice-campeão em Montreal.

A trajetória ajuda a explicar o peso da medalha mundial. Jacky não surgiu de uma estrutura pronta nem chegou ao alto rendimento por um caminho linear. Entre a infância em Itacaré, duas Olimpíadas e anos de resultados internacionais, o baiano transformou uma relação familiar e comunitária com a canoagem em uma carreira de alto nível.

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Nas águas

Surfe ganha transmissão gratuita até 2027 com parceria entre WSL e Pluto TV

Acordo amplia alcance do Circuito Banco do Brasil de Surfe e coloca baterias masculinas e femininas em plataforma aberta

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O surfe brasileiro ganha mais espaço na televisão e no streaming. A World Surf League (WSL) fechou uma parceria com a Pluto TV para transmitir gratuitamente o Circuito Banco do Brasil de Surfe até o fim de 2027.

A estreia acontece nesta sexta-feira (4), em Guarapari, no Espírito Santo. A etapa, válida pelo Qualifying Series (QS), terá transmissão ao vivo de todas as baterias masculinas e femininas, das primeiras fases até as finais.

Mais visibilidade para os atletas

As transmissões serão realizadas pelo canal Pluto TV Esportes 2, com o sinal oficial da WSL, incluindo narração, comentários e os grafismos produzidos pela liga.

O acordo é relevante principalmente para os atletas que buscam espaço no cenário internacional. O Circuito Banco do Brasil é uma das principais portas de entrada para o QS e funciona como caminho para o Challenger Series, etapa importante na formação da próxima geração da chamada Brazilian Storm.

A parceria também representa uma mudança de alcance. Com uma plataforma gratuita, o circuito deixa de depender exclusivamente de públicos já familiarizados com o surfe e pode chegar a novos espectadores.

Circuito em expansão

A parceria contempla as duas etapas restantes da temporada de 2026 e todo o calendário de 2027. Depois de Guarapari, ainda haverá mais uma etapa neste ano, com local a ser definido.

O crescimento do circuito também chama atenção. Entre 2022 e 2028, estão previstas 33 etapas. O número representa aumento de 54% na quantidade de eventos e amplia a presença da competição, que já passou por nove estados brasileiros.

A etapa de Guarapari começa às 8h nos dias 4, 5 e 6 de setembro. A programação pode sofrer alterações de acordo com as condições do mar e do clima.

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Bruno Jacob vence no Guarujá e amplia liderança no Sul-Americano de Jet Waves

Baiano conquista mais uma etapa, abre vantagem no ranking e mantém disputa pelo título continental

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O baiano Bruno Jacob venceu mais uma etapa do Campeonato Sul-Americano de Jet Waves. O piloto terminou no topo do pódio neste domingo (30), no Guarujá, em São Paulo, e ampliou para mais de 20 pontos a vantagem na liderança do ranking.

A vitória foi construída após um período de preparação voltado principalmente à inovação das manobras. Na modalidade freeride motosurf, os pilotos são avaliados pela execução de movimentos técnicos e aéreos sobre as ondas.

Bruno tem uma carreira marcada por títulos nacionais, uma conquista mundial e participações em competições na América do Sul, Europa e Estados Unidos. O resultado no Guarujá reforça a presença brasileira entre os destaques internacionais da modalidade.

“Foi muito treino, como sempre, e ainda mais dessa vez para inovar nas manobras. Uma longa viagem e um trabalho árduo de toda equipe”

O francês François Lavergne ficou em segundo lugar na etapa, seguido pelo argentino Franco de Aza. Ainda restam quatro etapas para o fim do Sul-Americano. A próxima será em Florianópolis, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro.

Antes disso, Bruno disputa o Wavedaze, nos Estados Unidos, entre 14 e 18 de outubro. A sequência de competições mantém o baiano em uma rotina internacional e com a possibilidade de ampliar uma trajetória já marcada por vitórias e títulos.

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