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Nos campos

Atletas do interior veem na Copa 2 de Julho a oportunidade de realizar o sonho de ser jogador profissional

Competição, promovida pelo Estado da Bahia, segue até 15 de julho e reúne promessas do futebol brasileiro

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A maior competição sub-15 do Brasil reúne 48 equipes em busca do sonho de se tornar jogador profissional. Nesta edição, atletas do interior do estado rompem a distância e percorrem quilômetros em busca desse objetivo. Afinal, 34 times são oriundos de municípios baianos.

Aos 11 anos, o goleiro Arthur Xavier Gonzaga assume a função de liderança dentro de campo. Debaixo da trave, ele sempre lembra os companheiros da oportunidade que a Copa 2 de Julho proporciona.

“É a oportunidade de sermos vistos, mudar a nossa vida, cada um chegar a um clube grande, estar jogando, estar presente na Copa 2 de Julho e ser visto. É a oportunidade de mostrar e provar tudo o que sempre treinamos”

Com nome de craque, Riquelme atua pelo Itagibá. Ele encarou uma viagem de 362 km para disputar o torneio. Ciente do sacrifício, o jovem atleta enxerga o desafio como uma possibilidade de mudar de vida: “Saímos da nossa cidade, muito longe daqui. A dificuldade para chegar até aqui foi grande, mas quero agradecer por estarmos jogando. A Copa nos ajuda a ter reconhecimento”

O sonho dos atletas carrega a expectativa de toda uma família. Mãe de Joãozinho, atleta de Irecê, Carla Souza o acompanha por mais de 470 km para vê-lo jogar futebol.

“Nós, mães, procuramos fazer tudo pelos nossos filhos. E isso é uma razão para sonhar. Eu venho de muito longe. A gente luta para vê-lo conquistar esse sonho, crescer na vida. A Copa 2 de Julho é uma ótima oportunidade para isso. É uma ponte. É uma porta aberta. A gente deve aproveitar muito para correr atrás, para que, a partir daqui, ele possa decolar e ir ainda mais longe”, comentou Carla.

As fases finais do torneio acontecem a partir de sábado, 11 de julho, e seguem até o dia 15, data da grande final. Nesta quarta-feira, 08, e quinta-feira, 09, estão sendo disputadas as últimas rodadas da fase de grupos em Salvador (CT Barradão, Vila Canária e Wet’n Wild); Região Metropolitana (CT do Bahia, em Dia D’Ávila); e no CT do Fluminense de Feira de Santana.

A competição foi criada em 2007, pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), no formato sub-17, e mudou para a categoria sub-15 a partir de 2015, tornando-se uma das principais do naipe no país. Em 2022, foi incorporada a disputa das fases regionais com as equipes do interior, abrangendo as equipes de todos os Territórios de Identidade da Bahia. Neste ano, a novidade foi a disputa das escolinhas de futebol e categorias de base das equipes da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e Feira de Santana.

Nos campos

Lula sanciona Lei do Futebol Feminino com medidas para profissionalização e igualdade salarial

Legislação estabelece diretrizes para formação de atletas, proteção à maternidade e combate à discriminação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (28) a Lei nº 15.522, que estabelece diretrizes nacionais e permanentes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. A legislação coloca a modalidade como prioridade da política esportiva e cria mecanismos para ampliar a profissionalização e as oportunidades para mulheres.

Entre as principais mudanças está a redução gradual do número de atletas não profissionais nas competições oficiais. Na primeira divisão nacional, cada equipe poderá ter até quatro jogadoras não profissionais; nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual, seis; e nas demais competições profissionais, oito. A meta é chegar à profissionalização integral da modalidade, disse o presidente Lula.

“É mais um passo para fortalecer o futebol das mulheres no Brasil e garantir melhores condições para quem está começando, para quem já joga profissionalmente e para quem trabalha dentro e fora de campo.”

A lei também determina que clubes formadores mantenham equipes femininas e garante às organizações que trabalham na formação de jogadoras direitos e benefícios equivalentes aos previstos para o futebol masculino. As atletas deverão ter acesso a condições de desenvolvimento equivalentes, incluindo espaços, equipamentos e profissionais de suporte.

Outro eixo é a proteção das mulheres dentro do futebol. A legislação inclui a maternidade, o combate ao racismo, à discriminação e à violência entre as diretrizes da modalidade e prevê protocolos envolvendo atletas, árbitras, treinadoras, torcedoras e profissionais de gestão. A igualdade salarial aparece como objetivo de políticas e medidas de incentivo, mas a lei não estabelece equiparação automática entre os salários de homens e mulheres.

A mudança também abre espaço para SAFs voltadas exclusivamente à formação de atletas do futebol feminino. Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, a legislação ainda prevê que o legado da competição seja incorporado às estratégias nacionais de desenvolvimento da modalidade. O desafio, a partir de agora, é transformar as novas regras em estruturas permanentes de formação, trabalho e oportunidades para as mulheres no futebol.

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Na vida

Gustavo Scarpa transforma indicação de livro em incentivo à leitura de audiolivros

Meio-campista do Atlético-MG se une ao Skeelo para disponibilizar 2 mil vouchers e ampliar o alcance da literatura

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O jogador do Atlético-MG, Gustavo Scarpa, voltou a mostrar que sua relação com os livros ultrapassa o campo das redes sociais. Depois de uma indicação de Tolstói ajudar A Morte de Ivan Ilitch a chegar ao topo das vendas e inspirar um clube de leitura de torcedores do Atlético-MG, o jogador agora participa de uma ação com o Skeelo para incentivar o consumo de audiolivros.

A obra escolhida é Flores para Algernon, de Daniel Keyes, uma das leituras recentes elogiadas por Scarpa. Ao todo, 2 mil vouchers para o audiolivro estarão disponíveis para o público que acompanhar os conteúdos publicados pelo jogador nas redes sociais.

Publicado pela Editora Aleph, o clássico da literatura norte-americana conta a história de Charlie Gordon, que passa por um experimento científico capaz de ampliar sua capacidade cognitiva. A narrativa aborda temas como identidade, relações humanas e a forma como as pessoas enxergam umas às outras.

A iniciativa também mostra como a influência de atletas pode ultrapassar o esporte quando existe identificação com outros interesses. Ao levar a literatura para os espaços digitais e para momentos cotidianos, como deslocamentos e treinos, Scarpa ajuda a transformar uma recomendação pessoal em uma experiência compartilhada, e reforça que o livro também pode encontrar novos caminhos para chegar ao público.

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Negócios

Proibição das bets pode empurrar apostas para o mercado clandestino

Eventual retirada das plataformas legais pode dificultar o controle sobre as apostas online

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Uma eventual proibição das bets no Brasil pode não eliminar o hábito de apostar. Na avaliação do professor de Direito da Faculdade ESEG, Leonardo David Quintiliano, parte dos usuários poderia migrar para plataformas clandestinas, dificultando a fiscalização e criando espaço para a atuação do crime organizado.

O país passou recentemente por um processo de regulamentação das apostas de quota fixa, com regras para autorização, fiscalização e funcionamento das empresas. Para Quintiliano, uma mudança abrupta precisaria considerar que a demanda já existe e não desapareceria simplesmente com a criação de punições.

“Uma extinção abrupta desse mercado pode gerar um mercado paralelo, estimulando sua exploração pelo crime organizado”

Fora do mercado regulado, operadores clandestinos não estão sujeitos às mesmas exigências de controle, o que pode tornar mais difícil acompanhar transações e práticas das plataformas. Por isso, o especialista considera que uma redução gradual do mercado poderia ser discutida como alternativa à interrupção imediata.

Outra possibilidade apontada é a oferta de apostas online pelo próprio poder público, seguindo modelos já utilizados nas loterias. Segundo Quintiliano, a medida poderia combinar arrecadação, acompanhamento dos apostadores e mecanismos de limitação.

A discussão, portanto, vai além de manter ou proibir as bets atuais. O ponto central é o que fazer com uma demanda que já existe e como evitar que ela migre para um ambiente clandestino, com menos controle e fiscalização.

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