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Brasileirão

Vitória tenta quebrar jejum de 12 anos no reencontro com Neymar

Astro do Santos tem histórico equilibrado contra o Leão, que não vence o Peixe desde 2013

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A expectativa em torno do possível retorno de Neymar aos gramados no domingo (25), contra o Vitória, movimenta os bastidores do confronto válido pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. O craque voltou a treinar com bola entre os reservas no CT Rei Pelé e, dependendo da evolução física, pode até ser titular no Barradão.

Para o torcedor rubro-negro, o nome de Neymar traz uma memórias agridoce Em quatro confrontos contra o Vitória, o camisa 10 do Santos soma uma vitória, dois empates e uma derrota. O primeiro duelo foi em 2009, no empate sem gols no Pacaembu. No ano seguinte, foi decisivo na final da Copa do Brasil: marcou na ida (2 a 0 para o Santos na Vila) e deu assistência no gol de Edu Dracena na volta (2 a 1 para o Vitória no Barradão), garantindo o título ao time paulista.

O último encontro de Neymar com o Vitória foi ainda em 2010, em novo empate (1 a 1) na Vila Belmiro, com gol do próprio Neymar e resposta de Júnior Pipoca. Desde então, os caminhos se distanciaram: Neymar rumou à Europa e o Leão alternou entre acessos e rebaixamentos.

Agora, o reencontro vem cercado de um tabu incômodo: o Vitória não vence o Santos há 12 anos. Desde o 2 a 0 no Barradão, em novembro de 2013 — com gols de Dinei e Maxi Biancucchi —, o retrospecto é amplamente favorável ao time paulista: foram sete vitórias do Santos e um empate em oito jogos.

O duelo deste domingo marca também o primeiro embate entre os clubes desde 2018, ano do rebaixamento do Vitória. O Santos venceu naquela ocasião por 1 a 0, com gol de Carlos Sánchez. De lá pra cá, os dois times viveram altos e baixos que levaram a desencontros: o Leão foi rebaixado em 2018, foi parar na Série C, voltou e foi campeão em 2023 – voltando a disputar a Série A em 2024, justamente o ano em que o Santos disputou a Série B- e foi campeão.

o Peixe foi rebaixado para a Série B e foi campeão da competição em 2023, enquanto o Leão voltou à elite após cinco anos de ausência.

Jogando em casa e pressionado por uma campanha irregular, o Vitória terá pela frente um adversário com camisa pesada e, talvez, o retorno do maior nome do futebol brasileiro na última década. Para a torcida rubro-negra, superar esse desafio pode representar muito mais do que três pontos: seria o fim de um incômodo jejum e o marco de uma retomada no campeonato.

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Vitória passa pelo São Paulo em casa e escapa do rebaixamento

Baralhas faz o gol salvador e contagia a torcida presente no Barradão

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O Vitória conaeguiu se salvar! Mas o torcedor voltou a viver um roteiro conhecido: tensão até o fim, drama nas arquibancadas e uma permanência conquistada na marra. O resultado de 1 a 0 sobre o São Paulo, no Barradão, garantiu o clube na Série A e encerrou uma temporada marcada por oscilações e pela dificuldade de construir regularidade. O gol da sobrevivência saiu dos pés de Baralhas, aos 23 minutos do segundo tempo, em um jogo em que o Rubro-Negro oscilou, mas resistiu.

A permanência não veio apenas do desempenho em campo. As derrotas de Fortaleza e Ceará ajudaram a clarear o cenário, reduzindo a pressão por combinações improváveis. Ainda assim, o Vitória fez a sua parte. No primeiro tempo, empurrou o São Paulo para trás, criou chances com Erick, Kayzer e Willian Oliveira, mas parou no goleiro Rafael. Do outro lado, viveu sustos que só não viraram problema maior pela boa intervenção de Thiago Couto.

O gol que mudou tudo

Quando o jogo começava a ficar morno, uma roubada de bola pela esquerda terminou com Baralhas livre na área para finalizar com tranquilidade. O Barradão explodiu — e dali em diante o Vitória jogou por uma bola, enquanto o São Paulo acumulava posse, mas sem produtividade. A estratégia foi arriscada, mas funcionou.

Um padrão que se repete

Foi a terceira vez que o clube se salva na última rodada — algo que traduz parte da identidade recente do Vitória: competitivo, reativo, emocional, mas pouco previsível ao longo do campeonato. A permanência, embora celebrada, reforça a necessidade de um projeto mais estável para evitar novos sufocos.

Como termina a temporada

O Vitória fecha a Série A em 15º, com 45 pontos, dois acima da zona de rebaixamento. O São Paulo, mesmo derrotado, fica em e ainda pode disputar a pré-Libertadores caso haja campeão da Copa do Brasil vindo de Flu ou Cruzeiro.

Para o torcedor rubro-negro, o fim de 2025 chega com alívio, mas também com a certeza de que sobreviver não pode seguir sendo o único plano.

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Brasileirão

Ceará e Fortaleza perdem na última rodada e caem juntos para a Série B

Dupla cearense se junta a Juventude e Sport para a disputa da segunda divisão em 2026

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A última rodada do Brasileirão 2025 deixou uma marca difícil de ignorar: Ceará e Fortaleza foram rebaixados juntos para a Série B de 2026. Não foi apenas uma queda — foi o encerramento simbólico de um ciclo em que o futebol cearense chegou a ocupar protagonismo nacional, mas que agora enfrenta seu momento mais crítico em mais de uma década.

Enquanto Internacional e Vitória viveram seus próprios dramas, mas conseguiram escapar com vitórias importantes — 3 a 1 contra o Bragantino, no Beira-Rio, e 1 a 0 sobre o São Paulo, no Barradão —, a dupla de Fortaleza não teve o mesmo desfecho.

No Castelão, o Ceará foi dominado pelo vice-campeão Palmeiras e perdeu por 3 a 1. No Rio, o Fortaleza até encontrou brechas, mas foi superado pelo Botafogo, por 4 a 2. A combinação dos resultados selou a queda dos dois clubes, que se juntam a Juventude e Sport, já rebaixados anteriormente.

A rodada expôs algo maior do que a soma das derrotas: revelou fragilidade estrutural, erros de planejamento e a incapacidade de sustentar competitividade ao longo de um campeonato cada vez mais exigente. Depois de anos de crescimento, estádios cheios e projetos ousados, o futebol cearense agora encara a necessidade de repensar suas bases e reconstruir sua trajetória na elite.

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Brasileirão

Bahia perde no Maracanã e fica fora da fase de grupos da Libertadores

O que explica a queda de rendimento e o que esperar da pré-Libertadores?

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O Bahia entrou em campo no Maracanã sabendo exatamente o que precisava: vencer o Fluminense para seguir sonhando com uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores. Fez um primeiro tempo competitivo, controlado, mas faltou presença ofensiva. Quando o jogo abriu no segundo tempo, o Tricolor carioca foi mais eficiente, marcou duas vezes — com Ganso e Thiago Silva — e definiu o 2 a 0 que redesenha o destino da equipe baiana na temporada.

A derrota em si não explica tudo. O sétimo lugar, com ultrapassagem do Botafogo na última rodada, mostra como o Bahia deixou pontos importantes pelo caminho nas semanas finais. Em um campeonato tão regulado, qualquer oscilação cobra um preço alto — e no caso do Tricolor baiano, custou a vaga direta.

O que muda para o torcedor baiano?

A equipe agora vai para a pré-Libertadores, um caminho mais longo, com menos margem para erro e uma carga emocional maior. É um prêmio importante para a campanha do clube, mas também um alerta: a temporada de 2026 começa mais cedo, com jogos decisivos em janeiro ou fevereiro.

E o Fluminense?

Enquanto o Bahia entra de férias, o Fluminense vira a chave para a semifinal da Copa do Brasil. Com 64 pontos e o quinto lugar garantido, confirma que mesmo longe do título conseguiu estabilizar seu desempenho na reta final.

Um fechamento que diz muito

O Bahia de 2024/25 mostrou evolução, identidade e competitividade, especialmente na Fonte Nova. Mas o fim do Brasileirão deixa a sensação de que a equipe poderia ter ido além. A pré-Libertadores é oportunidade e risco ao mesmo tempo — e será também um termômetro da maturidade deste projeto.

Para o torcedor, fica o misto de frustração e esperança: o clube voltou ao cenário internacional, mas a caminhada até a fase de grupos será mais dura do que poderia ser.

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