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Nos campos

Arena Oásis é inaugurada em Cajazeiras e Salvador chega a 99 campos sintéticos de futebol

Nova estrutura inaugurada pela Prefeitura promove lazer, formação esportiva e ocupação comunitária

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O bairro de Cajazeiras V ganhou mais um espaço voltado ao esporte e à convivência comunitária. Inaugurada nesta sexta-feira (22), a Arena Oásis se tornou o 99º campo com grama sintética entregue pela Prefeitura de Salvador. O equipamento recebeu investimento de R$ 1,2 milhão e passa a integrar a política municipal que utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social em áreas periféricas da capital.

A nova arena conta com gramado sintético, alambrados, rede de proteção, arquibancada, muretas e vestiário. A proposta da gestão municipal é transformar o espaço em ponto de encontro para torneios, projetos sociais e atividades esportivas voltadas principalmente para crianças e adolescentes da comunidade.

O antigo cenário do campo contrastava com a nova estrutura. Antes da reforma, o local acumulava lama, buracos e falta de segurança, dificultando a prática esportiva, especialmente em períodos de chuva. Para moradores da região, a mudança representa mais do que uma melhoria urbana.

Há 20 anos vivendo na comunidade, o entregador Bruno Souza afirmou que o espaço pode abrir caminhos para iniciativas sociais no bairro. “Antes, era um campo de puro barro, inclusive, ao redor também era tudo lama e não tinha nenhuma estrutura, nem alambrado. Quem caía se machucava bastante”, relata.

O crescimento do número de arenas com grama sintética em Salvador revela uma estratégia cada vez mais presente nas políticas públicas municipais: ocupar espaços urbanos através do esporte. A gestão defende que equipamentos desse tipo ajudam a afastar jovens da violência e fortalecem os vínculos comunitários em áreas historicamente marcadas pela ausência de investimentos em lazer.

Ao mesmo tempo, o avanço dessas estruturas também levanta um debate importante sobre a necessidade de manutenção contínua, oferta de projetos permanentes e acesso democrático aos espaços. Sem atividades organizadas e acompanhamento social, muitos equipamentos esportivos acabam funcionando apenas de forma pontual.

Com a Arena Oásis, Salvador se aproxima da marca de 100 campos sintéticos inaugurados, consolidando o esporte como uma das principais ferramentas de ocupação social da cidade.

Nos campos

Habilidades do poker podem ajudar Neymar em campo na Copa do Mundo

Entenda como o camisa 10 pode lidar melhor com decisões, tensão e controle emocional no Mundial de 2026

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A convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 recolocou em debate não apenas o desempenho técnico do camisa 10, mas também sua capacidade de lidar com a pressão de mais uma tentativa de conduzir o Brasil ao hexacampeonato. E, curiosamente, parte dessa discussão passa longe dos gramados: chega às mesas de poker.

Apaixonado pelo jogo há mais de uma década, o atacante do Santos desenvolveu uma relação intensa com o poker, participando de torneios presenciais e online. A análise não trata da qualidade técnica de Neymar em campo, mas do impacto psicológico que experiências de pressão, risco e tomada de decisão podem gerar em atletas acostumados a competir em cenários extremos.

Para o treinador mental Marcelo Müller, o poker funciona como uma espécie de laboratório emocional. Segundo ele, situações de tensão vividas nas mesas ajudam a responder melhor em ambientes de cobrança intensa, como uma Copa do Mundo. “Se o Neymar experimenta a tensão no poker e consegue executar o seu jogo, ele está, na prática, treinando o próprio cérebro para lidar com a pressão em outros ambientes”, explica.

A lógica é simples: quanto maior a exposição a momentos decisivos, maior tende a ser a adaptação mental do atleta. Em outras palavras, aprender a controlar ansiedade, impulsividade e frustração em um jogo estratégico pode refletir diretamente na postura dentro de campo.

A psicóloga Bárbara Rossi segue linha parecida. Ela destaca que tanto o futebol quanto o poker exigem do cérebro uma combinação constante entre percepção espacial, raciocínio rápido, controle emocional e tomada de decisão sob pressão. “Isso estimula especialmente o córtex pré-frontal, região responsável pelo planejamento, controle dos impulsos, raciocínio lógico e clareza mental”, diz.

Segundo a especialista, o jogo ajuda a desenvolver competências importantes para atletas de elite, como foco, paciência, tolerância à frustração e recuperação emocional após erros. Elementos que fazem diferença em partidas grandes, principalmente para jogadores que carregam enorme responsabilidade coletiva, como Neymar.

O debate também ajuda a ampliar a visão sobre o futebol moderno. Cada vez mais, o desempenho esportivo ultrapassa a questão física ou tática e mergulha no aspecto mental. Em uma Seleção que tenta reconstruir sua identidade após anos de instabilidade, equilíbrio emocional pode ser tão decisivo quanto talento.

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Nos campos

Vitória supera tensão, aproveita expulsões e avança à semifinal da Copa do Nordeste

Renato Kayzer volta após lesão, decide no Barradão e recoloca o Leão entre os favoritos do torneio

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O Vitória sofreu mais do que o esperado, mas confirmou a classificação para a semifinal da Copa do Nordeste ao vencer o Ceará por 1 a 0, no Barradão. Em uma partida marcada por tensão, expulsões e desperdício de chances, o retorno decisivo de Renato Kayzer acabou sendo o detalhe que desequilibrou o confronto.

O resultado recoloca o Vitória em um momento importante da temporada. Depois de oscilar no Campeonato Brasileiro, o time de Jair Ventura encontrou na competição regional uma oportunidade de reafirmar competitividade e reconstruir confiança diante da torcida.

O jogo, no entanto, esteve longe de ser tranquilo. Mesmo com um jogador a mais desde os 34 minutos do primeiro tempo, após expulsão de Luizão, o Rubro-Negro encontrou dificuldades para transformar superioridade numérica em controle efetivo da partida.

O Ceará, mesmo pressionado, mostrou organização defensiva e ainda criou situações perigosas, especialmente em bolas paradas. O Vitória teve volume ofensivo, mas repetiu um problema que vem acompanhando a equipe em alguns momentos da temporada: a dificuldade de transformar domínio em eficiência.

Na segunda etapa, o cenário parecia caminhar para um empate nervoso até a entrada de Renato Kayzer. Recuperado de lesão muscular, o atacante precisou de poucos minutos para mostrar sua importância no elenco. Aproveitou bola parada e marcou o gol que definiu a classificação rubro-negra.

Mesmo após ficar com dois jogadores a menos, o Ceará ainda conseguiu assustar nos minutos finais, obrigando Lucas Arcanjo a fazer defesas importantes. O susto serviu como alerta para um Vitória que controlou o jogo em posse e território, mas ainda mostrou dificuldade para “matar” a partida.

Agora, o Vitória encara o ABC nas semifinais. E, apesar das oscilações, a noite no Barradão deixou uma sensação clara: quando consegue aliar intensidade, apoio da torcida e eficiência ofensiva, o time volta a parecer competitivo em jogos grandes.

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Nos campos

Champions League mantém tradição brasileira e garante campeão do país pelo 21º ano seguido

Mesmo com números reduzidos, o domínio técnico brasileiro continua vivo no futebol europeu

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A final da próxima edição da UEFA Champions League vai assegurar, mais uma vez, a presença de um brasileiro no topo do futebol europeu. Com Arsenal e Paris Saint-Germain na decisão marcada para Budapeste, o Brasil chegará ao 21º ano consecutivo com ao menos um campeão da principal competição de clubes do mundo.

A sequência ajuda a dimensionar a permanência da influência brasileira no cenário internacional, mesmo em um futebol europeu cada vez mais globalizado e financeiramente concentrado.

Do lado francês, o destaque segue sendo o zagueiro Marquinhos, capitão do PSG e um dos jogadores brasileiros mais vitoriosos da geração recente. O elenco ainda conta com Lucas Beraldo, consolidando a presença nacional em uma equipe que busca o bicampeonato europeu.

Já o Arsenal tenta conquistar a Champions pela primeira vez apoiado em uma forte base brasileira. O elenco reúne Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Gabriel Jesus, trio que simboliza uma nova geração formada em um contexto diferente daquele das décadas anteriores.

Os números reforçam o peso histórico do país. Desde 2005, quando o Liverpool venceu sem brasileiros no elenco, 60 atletas brasileiros conquistaram a Champions League. Clubes como Real Madrid, Barcelona e Milan ajudaram a construir essa trajetória.

O caso do Milan de 2006/07 talvez seja o mais emblemático. A equipe tinha sete brasileiros e era liderada por Kaká, eleito melhor jogador do mundo naquela temporada. Hoje, o cenário mudou. O futebol brasileiro talvez não exporte mais tantos “donos do jogo” como antes, mas continua formando atletas capazes de ocupar espaços estratégicos nos principais clubes do planeta.

Veja o números de brasileiros de cada campeão:

2005-2006: Barcelona – 4 brasileiros
2006-2007: Milan – 7 brasileiros
2007-2008: Manchester United – 1 brasileiro
2008-2009: Barcelona – 2 brasileiros
2009-2010: Internazionale – 4 brasileiros
2010-2011: Barcelona – 3 brasileiros
2011-2012: Chelsea – 4 brasileiros
2012-2013: Bayern de Munique – 3 brasileiros
2013-2014: Real Madrid – 2 brasileiros
2014-2015: Barcelona – 5 brasileiros
2015-2016: Real Madrid – 3 brasileiros
2016-2017: Real Madrid – 3 brasileiros
2017-2018: Real Madrid – 2 brasileiros
2018-2019: Liverpool – 2 brasileiros
2019-2020: Bayern de Munique – 1 brasileiro
2020-2021: Chelsea – 1 brasileiro
2021-2022: Real Madrid – 5 brasileiros
2022-2023: Manchester City – 1 brasileiro
2023-2024: Real Madrid – 4 brasileiros
2024-2025: PSG – 3 brasileiros

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