O Bahia voltou a tropeçar em casa justamente no momento em que precisava confirmar força na Casa de ApostasArena Fonte Nova. Em uma noite de jogo acelerado, erros defensivos e contra-ataques mortais, o Fortaleza venceu por 3 a 2, quebrou o ótimo aproveitamento do Tricolor como mandante e ganhou fôlego na briga contra o rebaixamento. Para o torcedor baiano, ficou a sensação de que o time teve bola, volume e chances, mas faltou controle.
A partida começou aberta, com o Bahia empurrando o adversário e criando principalmente com Erick Pulga, parado por um milagre de Brenno. Mas o Fortaleza tinha algo que o time da casa não conseguiu sustentar: precisão. Bareiro, já protagonista desde o início, acertou o travessão, teve gol anulado e, aos 29, abriu o placar após cruzamento de Herrera. O golpe desestabilizou o Bahia, que ainda levou o segundo aos 35, novamente em jogada construída pelo lado direito e finalizada por Herrera.
No segundo tempo, a entrada de Everton Ribeiro mudou o ritmo do Bahia, que passou a agredir mais e diminuiu com Willian José, de pênalti. A Fonte Nova empurrou, o time rondou a área, mas a resposta do Fortaleza foi fria: contra-ataque puxado por Herrera e finalização de Deyverson, ampliando para 3 a 1.
A reta final foi dramática. O Bahia ainda descontou com Tiago, após jogada ensaiada de escanteio. Teve bola de Willian José tirando tinta da trave, contra-ataque desperdiçado por Pikachu e tensão até o último minuto. Mas nada que mudasse o desfecho: derrota tricolor diante de 39.941 torcedores.
A noite escancarou duas faces conhecidas do Bahia no campeonato: capacidade de criar, mas dificuldade de controlar transições e de reagir defensivamente após perder a bola. Mesmo com 53 pontos e na sétima posição, o time vê o G-5 se distanciar justamente quando a reta final pede solidez.
O Fortaleza, por sua vez, alcança 34 pontos, sobe para 18º lugar e renova suas chances de permanência. O time chega a seis jogos sem perder e mostra que, mesmo pressionado, tem organização e poder de decisão para sobreviver.
No domingo, a Fonte Nova volta a ser palco de jogo decisivo. O Bahia recebe o Vasco, às 16h, em confronto que exige resposta imediata. O clube carioca foi derrotado pelo Grêmio nesta quarta-feira e está em 14° lugar, a seis pontos da zona de rebaixamento.
O Vitória conaeguiu se salvar! Mas o torcedor voltou a viver um roteiro conhecido: tensão até o fim, drama nas arquibancadas e uma permanência conquistada na marra. O resultado de 1 a 0 sobre o São Paulo, no Barradão, garantiu o clube na Série A e encerrou uma temporada marcada por oscilações e pela dificuldade de construir regularidade. O gol da sobrevivência saiu dos pés de Baralhas, aos 23 minutos do segundo tempo, em um jogo em que o Rubro-Negro oscilou, mas resistiu.
A permanência não veio apenas do desempenho em campo. As derrotas de Fortaleza e Ceará ajudaram a clarear o cenário, reduzindo a pressão por combinações improváveis. Ainda assim, o Vitória fez a sua parte. No primeiro tempo, empurrou o São Paulo para trás, criou chances com Erick, Kayzer e Willian Oliveira, mas parou no goleiro Rafael. Do outro lado, viveu sustos que só não viraram problema maior pela boa intervenção de Thiago Couto.
O gol que mudou tudo
Quando o jogo começava a ficar morno, uma roubada de bola pela esquerda terminou com Baralhas livre na área para finalizar com tranquilidade. O Barradão explodiu — e dali em diante o Vitória jogou por uma bola, enquanto o São Paulo acumulava posse, mas sem produtividade. A estratégia foi arriscada, mas funcionou.
Um padrão que se repete
Foi a terceira vez que o clube se salva na última rodada — algo que traduz parte da identidade recente do Vitória: competitivo, reativo, emocional, mas pouco previsível ao longo do campeonato. A permanência, embora celebrada, reforça a necessidade de um projeto mais estável para evitar novos sufocos.
Como termina a temporada
O Vitória fecha a Série A em 15º, com 45 pontos, dois acima da zona de rebaixamento. O São Paulo, mesmo derrotado, fica em 8º e ainda pode disputar a pré-Libertadores caso haja campeão da Copa do Brasil vindo de Flu ou Cruzeiro.
Para o torcedor rubro-negro, o fim de 2025 chega com alívio, mas também com a certeza de que sobreviver não pode seguir sendo o único plano.
A última rodada do Brasileirão 2025 deixou uma marca difícil de ignorar: Ceará e Fortaleza foram rebaixados juntos para a Série B de 2026. Não foi apenas uma queda — foi o encerramento simbólico de um ciclo em que o futebol cearense chegou a ocupar protagonismo nacional, mas que agora enfrenta seu momento mais crítico em mais de uma década.
Enquanto Internacional e Vitória viveram seus próprios dramas, mas conseguiram escapar com vitórias importantes — 3 a 1 contra o Bragantino, no Beira-Rio, e 1 a 0 sobre o São Paulo, no Barradão —, a dupla de Fortaleza não teve o mesmo desfecho.
No Castelão, o Ceará foi dominado pelo vice-campeão Palmeiras e perdeu por 3 a 1. No Rio, o Fortaleza até encontrou brechas, mas foi superado pelo Botafogo, por 4 a 2. A combinação dos resultados selou a queda dos dois clubes, que se juntam a Juventude e Sport, já rebaixados anteriormente.
A rodada expôs algo maior do que a soma das derrotas: revelou fragilidade estrutural, erros de planejamento e a incapacidade de sustentar competitividade ao longo de um campeonato cada vez mais exigente. Depois de anos de crescimento, estádios cheios e projetos ousados, o futebol cearense agora encara a necessidade de repensar suas bases e reconstruir sua trajetória na elite.
O Bahia entrou em campo no Maracanã sabendo exatamente o que precisava: vencer o Fluminense para seguir sonhando com uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores. Fez um primeiro tempo competitivo, controlado, mas faltou presença ofensiva. Quando o jogo abriu no segundo tempo, o Tricolor carioca foi mais eficiente, marcou duas vezes — com Ganso e Thiago Silva — e definiu o 2 a 0 que redesenha o destino da equipe baiana na temporada.
A derrota em si não explica tudo. O sétimo lugar, com ultrapassagem do Botafogo na última rodada, mostra como o Bahia deixou pontos importantes pelo caminho nas semanas finais. Em um campeonato tão regulado, qualquer oscilação cobra um preço alto — e no caso do Tricolor baiano, custou a vaga direta.
O que muda para o torcedor baiano?
A equipe agora vai para a pré-Libertadores, um caminho mais longo, com menos margem para erro e uma carga emocional maior. É um prêmio importante para a campanha do clube, mas também um alerta: a temporada de 2026 começa mais cedo, com jogos decisivos em janeiro ou fevereiro.
E o Fluminense?
Enquanto o Bahia entra de férias, o Fluminense vira a chave para a semifinal da Copa do Brasil. Com 64 pontos e o quinto lugar garantido, confirma que mesmo longe do título conseguiu estabilizar seu desempenho na reta final.
Um fechamento que diz muito
O Bahia de 2024/25 mostrou evolução, identidade e competitividade, especialmente na Fonte Nova. Mas o fim do Brasileirão deixa a sensação de que a equipe poderia ter ido além. A pré-Libertadores é oportunidade e risco ao mesmo tempo — e será também um termômetro da maturidade deste projeto.
Para o torcedor, fica o misto de frustração e esperança: o clube voltou ao cenário internacional, mas a caminhada até a fase de grupos será mais dura do que poderia ser.