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Nas águas

Canoagem havaiana ganha espaço entre baianos e turistas no verão de Salvador

Modalidade une esporte, lazer e contemplação e atrai baianos e turistas à Baía de Todos-os-Santos

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Com a chegada do verão, Salvador volta a olhar com mais atenção para o mar como cenário e como espaço de vivência esportiva e cuidado com o corpo e a mente. Entre as práticas que crescem na estação mais quente do ano, a canoagem havaiana (Va’a) tem se consolidado como uma experiência que combina atividade física, lazer e conexão com a natureza.

A prática tem atraído tanto moradores quanto turistas interessados em explorar a Baía de Todos-os-Santos a partir de uma outra perspectiva. As remadas guiadas permitem percursos que passam por cartões-postais históricos da cidade, como o Forte São Marcelo, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, criando uma experiência que mistura esporte, paisagem urbana e contemplação.

Mais do que um passeio, a canoagem havaiana propõe um ritmo próprio. As remadas são cadenciadas, com paradas estratégicas para mergulho, descanso e observação do entorno. Esses elementos aproximam a modalidade de práticas associadas ao mindfulness e ao bem-estar físico e mental.

À frente de uma das iniciativas que impulsionam esse movimento está o Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que tem observado aumento significativo na procura por aulas e passeios durante o verão. Para a gestora Lorena Lago, o crescimento reflete uma mudança no perfil de quem busca lazer na cidade. “As pessoas querem estar ao ar livre, aproveitar o calor e o pôr do sol, mas também cuidar do corpo e da mente. A canoagem oferece tudo isso ao mesmo tempo”, explica.

A estrutura também acompanha essa demanda. Um flutuador instalado próximo ao Forte São Marcelo ampliou as possibilidades de vivência na água, funcionando como ponto de apoio para mergulhos, pausas e registros visuais da paisagem. A experiência começa ainda na areia, com orientações básicas sobre a técnica de remada, e se estende mar adentro, respeitando tanto iniciantes quanto praticantes mais experientes.

O avanço da canoagem havaiana em Salvador ajuda a revelar uma tendência mais ampla: a busca por experiências esportivas que dialoguem com o território, valorizem a paisagem e promovam saúde de forma integrada. A cada verão, a prática deixa de ser alternativa de nicho e passa a ocupar um espaço mais visível no cotidiano da cidade.

Nas águas

Flamengo encerra canoagem olímpica e dispensa Isaquias Queiroz em meio a receita histórica

Decisão atinge ícone baiano do esporte olímpico e levanta debate sobre prioridades de um clube que faturou R$ 2 bilhões

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Mesmo vivendo o maior momento financeiro de sua história, o Flamengo anunciou o encerramento das modalidades de canoagem olímpica e remo paralímpico a partir de 2026. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (5), provoca reação no esporte brasileiro e tem impacto direto na Bahia: o clube dispensou Isaquias Queiroz, um dos maiores atletas olímpicos da história do país.

O canoísta baiano, campeão olímpico e dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos, defendia o Flamengo há cerca de sete anos. Na nota oficial, o clube agradece a trajetória de Isaquias e de outros atletas, mas justifica o fim do projeto com base em uma “avaliação estratégica”, alegando dificuldades estruturais pelo fato de os competidores não treinarem nem residirem no Rio de Janeiro.

A explicação, no entanto, contrasta com o cenário financeiro rubro-negro. Em 2025, o Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro a atingir R$ 2 bilhões em receita anual, impulsionado por premiações, direitos de transmissão, patrocínios e vendas de atletas. Só nos três primeiros trimestres do ano, o faturamento já ultrapassava R$ 1,5 bilhão.

Impacto além dos números

Ao encerrar a canoagem, o clube abre mão de uma modalidade que lhe rendeu prestígio olímpico, visibilidade institucional e associação a valores como formação esportiva e inclusão. No caso de Isaquias, trata-se não apenas de um atleta vitorioso, mas de um símbolo do esporte brasileiro, formado longe dos grandes centros e reconhecido mundialmente.

O encerramento do pararemo segue a mesma lógica. Atletas paralímpicos também foram desligados, reforçando a percepção de que modalidades fora do eixo principal do futebol passam a ocupar um espaço cada vez mais frágil dentro da estrutura do clube.

Um padrão que se repete?

A medida se soma a críticas recentes envolvendo outras áreas esportivas do Flamengo. Em 2025, reportagens apontaram problemas estruturais no futebol feminino, incluindo campos fora do padrão, carência de espaços adequados para preparação física e mudanças constantes na rotina de treinos. Para 2026, o clube já sinalizou ajustes orçamentários e mudanças técnicas na modalidade.

O conjunto dessas decisões alimenta um debate maior: qual é o papel social e esportivo de um clube poliesportivo em um cenário de abundância financeira?

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Nas águas

Bino Lopes vence na Praia do Forte e leva decisão do Triple Crown para a etapa final

Campeão brasileiro de 2015 empata ranking com Fabrício Bulhões e esquenta disputa pelo título estadual

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A segunda etapa do Triple Crown Surf Praia do Forte 2025 terminou com muitas emoções e promessas de novas disputas. Em uma final equilibrada, Bino Lopes confirmou a experiência, somou 13,40 pontos e venceu a prova disputada neste domingo, em Mata de São João. O resultado colocou o campeão brasileiro de 2015 em empate na liderança do ranking com Fabrício Bulhões, levando a definição do supercampeão para a última etapa do circuito.

A final masculina reuniu nomes de peso do surfe baiano e nacional. Além de Bulhões, Bino superou Demi Brasil e Mauy Schimidt, em uma bateria marcada por leitura de mar precisa e escolhas consistentes de onda. A vitória não apenas recoloca Bino no centro da disputa, como também reafirma a competitividade do circuito estadual, que chega à reta final sem favorito absoluto.

No feminino, o destaque foi Samira Vitória, que conquistou a segunda vitória consecutiva no evento. O resultado reforça o bom momento do surfe feminino baiano e aponta regularidade como diferencial em um circuito curto, mas altamente disputado.

As categorias de base também tiveram protagonismo. Lucca Yamasaki venceu a Sub-18 e simbolizou a renovação do surfe no estado, enquanto os resultados nas divisões Sub-16, Sub-14, Sub-12, Sub-10 e Sub-8 mostraram diversidade técnica e participação crescente de jovens atletas. Entre os veteranos, títulos para Paulo Falcon, Leandro Mendes, Elson Vieira e Takito Adachi reforçaram a longevidade competitiva do esporte.

A decisão do Triple Crown Surf Praia do Forte 2025 acontece entre os dias 19 e 21 de dezembro, na Praia da Catinguiba, encerrando a temporada estadual na Bahia. Com o ranking embolado no profissional e nomes em ascensão nas demais categorias, a etapa final promete mais do que troféus: será um retrato do equilíbrio e da vitalidade do surfe baiano em 2025.

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Eventos

Travessia Itaparica-Salvador 2025 é oficialmente apresentada e reforça papel ambiental na Baía de Todos-os-Santos

Competição amplia experiências, estabelece novos compromissos e consolida a prova no calendário nacional

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A Travessia Itaparica–Salvador chega oficialmente à sua 10ª edição. O lançamento realizado no Pereira Café do Shopping da Bahia marcou mais do que o início de um novo ciclo: mostrou como a competição se transformou em um projeto esportivo, social e ambiental com impacto real sobre atletas, famílias e a cidade.

Neste ano, a prova que atravessa a Baía de Todos-os-Santos (considerada a maior travessia em águas abertas do Brasil) reafirma seu simbolismo: conectar esporte, natureza e inclusão num mesmo percurso.

Um evento que cresce sem perder identidade

A edição de 2025 amplia o calendário: serão nove provas distribuídas entre 6 e 7 de dezembro, com distâncias que vão de 200 metros a 12 km, incluindo a disputa de paddle. A principal largada continua na Praia de Gameleira, em Itaparica, e a chegada no Porto da Barra, um dos cenários mais icônicos da natação nacional.

O crescimento da travessia é acompanhado por outro dado revelador: o número de atletas de outros estados aumentou, fortalecendo o impacto turístico para Salvador, já que visitantes permanecem, em média, quatro dias na cidade.

Daniel Cady como padrinho do evento

O anúncio do nutricionista e atleta Daniel Cady como padrinho da edição reforça a dimensão humana do evento. Ele volta à prova para nadar ao lado do filho, Marcelinho, numa espécie de rito esportivo que atravessa gerações.

A travessia também mantém um sistema criterioso de classificação: mais de mil atletas passaram pelo Circuito Baiano de Águas Abertas, mas apenas 150 conquistaram vaga para o percurso de 12 km.

TIS Experience: esporte como prática e como educação

Pelo segundo ano, a TIS Experience amplia a proposta da competição. A arena montada no Porto da Barra oferecerá atividades de mobilidade, respiração, relaxamento, nutrição esportiva, além de ações de conscientização ambiental, com coleta de resíduos e distribuição de sacos biodegradáveis.

Um dos pontos mais simbólicos é a vivência inclusiva, que promove contato assistido com o mar para atletas com deficiência, crianças autistas e pessoas com limitações físicas — uma prática que reforça o compromisso social do evento.

A organização também vai apresentar ao público o Parque Marinho da Barra, com passeio guiado pelos recifes de coral e visita ao naufrágio Maraldi, aproximando atletas e espectadores da história e da biodiversidade local.

Estrutura e segurança

O Porto da Barra contará com uma grande arena de apoio, banho de água doce, trocadores e assistência permanente de equipes como Salvamar, Corpo de Bombeiros e Marinha do Brasil. Cada atleta da travessia principal deverá contar com embarcação própria de apoio durante o percurso.

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