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Efemérides da semana (8 a 14/12/2024)

Sábado é dia de relembrar as datas mais importantes da semana no mundo esportivo

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Djalma Feitosa Dias (Santos, 9 de dezembro de 1970): Com DNA de craque, Djalminha puxou de seu pai, o ex zagueiro Djalma Dias, a categoria para jogar futebol. Começou na base do Flamengo, profissionalizou-se em 1989 e fez parte do elenco que conquistou a Copa do Brasil, Campeonato Carioca e Brasileiro. Após passagem marcante pelo Guarani, transferiu-se para o Palmeiras onde foi Campeão Paulista em 1996. Chegou ao La Coruña e foi protagonista em várias conquistas, inclusive da La Liga. Pela Seleção Brasileira levantou o caneco da Copa América em 1997. Hoje, Djalminha é comentarista esportivo.

Emerson Fittipaldi (São Paulo, 12 de dezembro de 1946): Primeiro brasileiro campeão mundial de Fórmula 1, Emerson abriu portas para vários brazucas. Foi bicampeão da Fórmula 1 em 1972 e 1974, campeão da Fórmula Indy em 1989 e bicampeão das 500 milhas de Indianápolis em 1989 e 1993. Sendo o único piloto na história a vencer o mundial de F1 e as 500 Milhas por duas vezes, além de ser um dos poucos pilotos que encerraram suas carreiras sendo campeões da Formula Indy e da Formula 1.

Ricardo Gomes Raymundo (Rio de Janeiro, 13 de dezembro de 1964): Zagueiro técnico, ótimo com a perna esquerda e no cabeceio, inteligente e de boa leitura tática. Ricardo Gomes surgiu em 1983, como uma das promessas do Fluminense, aos 19 anos de idade. Foi tricampeão carioca (1983, 1984 e 1985) e brasileiro em 1984. Transferiu-se para o Benfica, sendo Campeão Português e, depois, para o PSG onde faturou o Campeonato Francês. Pela Seleção Brasileira, sagrou-se Campeão da Copa América de 1989, mas um estiramento o tirou da Copa de 1994. Tornou-se treinador, porém um AVC o afastou da função para cuidar da saúde.

Michael James Owen (Chester, 14 de dezembro de 1979): Revelado pelo Liverpool, destacou-se na Copa do Mundo de 1998, após marcar um golaço contra a Argentina nas oitavas de final. Ainda pelo Liverpool, ganhou a Copa da UEFA de 2000/01 e, nessa mesma temporada levou a Bola de Ouro da FIFA. Em 2004, foi contratado pelo Real Madrid, mas não conseguiu se firmar na equipe dos Galácticos, voltando ao seu país natal para jogar no Newcastle United em 2005, atuou ainda, pelo Manchester United e Stoke City antes de encerrar a carreira.

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O Bahia fura a bolha e ajuda a recolocar o Brasil no videogame

Everton Ribeiro, Jean Lucas, Willian José e Ademir passam a integrar game da EA Sports

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Por muito tempo, o futebol brasileiro ficou à margem dos grandes jogos de futebol nos consoles. Elencos genéricos, ausência de atletas licenciados e uma distância enorme entre o que o torcedor vivia no estádio e o que encontrava no videogame. Mas esse cenário começa a mudar e o Bahia é protagonista desse novo capítulo.

Após quase uma década de espera, o Tricolor baiano confirma seu retorno oficial ao universo dos games por meio de uma parceria com a EA Sports. A estreia acontece no EA SPORTS FC Mobile, mas o movimento é ainda maior: o clube já se articula para voltar também às versões de console da franquia, com presença prevista no EA SPORTS FC 27, que será lançado ainda em 2026. É o tipo de notícia que reacende algo adormecido no torcedor gamer: a vontade de voltar ao console, de montar seu time com identidade, rosto, camisa e história.

No mobile, o torcedor tricolor já pode jogar com escudo e uniformes oficiais, agora acompanhados de atletas reais do elenco. Nomes como Everton Ribeiro, Jean Lucas, Willian José e Ademir passam a integrar o game dentro do evento GINGA, iniciativa que celebra a cultura do futebol brasileiro em modos competitivos. É um passo simbólico e estratégico: o Bahia deixa de ser apenas um “clube presente” e passa a ser, de fato, representado.

Esse retorno carrega um peso que vai além do jogo. Como destacou o diretor de Marketing e Negócios do clube, Rafael Soares, trata-se de romper uma lógica histórica que restringia a visibilidade digital ao eixo Rio–São Paulo. O Bahia fura a bolha, amplia sua marca globalmente e se conecta com uma nova geração de torcedores, aquela que cresceu com o controle na mão.

E o movimento não acontece sozinho. Ao lado do Bahia, o Botafogo também fecha acordo com a Electronic Arts e passa a integrar o EA SPORTS FC Mobile com escudos, uniformes e atletas licenciados. A presença dos dois clubes sinaliza algo maior: o Brasil, aos poucos, volta a existir oficialmente dentro de uma das maiores franquias esportivas do mundo.

Para a EA Sports, essas parcerias reforçam o compromisso de longo prazo com o futebol brasileiro e com a autenticidade do jogo. Para os clubes, é uma forma moderna de ampliar alcance, diversificar o relacionamento com a torcida e dialogar com um público que consome futebol também pelo videogame.

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O curso que o esporte precisava e ninguém fez antes

Entenda o processo de criação de um curso que conecta sustentabilidade, educação e prática no esporte

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por Luiz Alexandre Castanha*

Quando a Fatec de Esportes trouxe a ideia de criar um curso sobre sustentabilidade aplicada ao esporte, o desafio era claro: transformar um tema abrangente e em constante evolução em uma experiência pedagógica que realmente dialogasse com jovens profissionais — muitos deles em início de carreira, outros já inseridos no setor esportivo. Foi dessa necessidade que surgiu “Introdução à Sustentabilidade no Esporte”, lançado em dezembro para alunos da Fatec e da Etec de Esportes de São Paulo.

Por trás de suas mais de 45 horas de conteúdo, existe um processo que começou ainda em 2023, a partir de uma conversa entre professores da Fatec e um profissional de marketing esportivo. Esse movimento inicial ajudou a consolidar a visão de que o esporte é um campo fértil para práticas de ESG — e que faltavam, no Brasil e na América Latina, formações introdutórias capazes de traduzir esse universo de maneira estruturada, prática e acessível para estudantes.

Do conceito à prática: como se constrói uma trilha de aprendizagem inédita

Para uma formação que seria inédita na América Latina, não bastava organizar conteúdos: era necessário desenhar um percurso capaz de aproximar estudantes do que acontece no esporte quando sustentabilidade deixa de ser discurso e passa a orientar decisões, investimentos e modelos de gestão.

O ponto de partida foi entender quem são os alunos: muitos vivenciam o esporte na prática; outros estão em sua primeira experiência formativa. Isso exigiu uma trilha acessível, mas sem simplificar demais um tema complexo e multidisciplinar.

Com isso, foram desenvolvidos storyboards, roteiros e modelos de interação que estimulassem a participação ativa dos estudantes. O uso de vídeos, quizzes, fóruns, objetos interativos e materiais digitais complementares — como infográficos e microlearnings — trouxe dinamismo sem perder profundidade, sempre conectando teoria, contexto global e aplicação real.

Curadoria: conectar o esporte global ao cotidiano dos estudantes

Uma das etapas mais exigentes foi a curadoria de conteúdos e referências que aproximassem os alunos da realidade do setor. A diversidade de depoimentos, experiências e casos práticos incluídos no curso foi pensada para mostrar como ESG se manifesta em temas como integridade esportiva, infraestrutura, governança, diversidade e impacto social.

As videoaulas contam com participações de referências globais do esporte, como o medalhista paralímpico Yohansson Nascimento e a jovem líder do Comitê Olímpico Internacional Laher Gala, além de exemplos de entidades esportivas, empresas e organizações como WSL, YouTube, Hang Loose e Invest Favela. Mais do que enriquecer as aulas, essas vozes ajudam a traduzir o que significa aplicar sustentabilidade em clubes, arenas, projetos de base, eventos e organizações esportivas — conectando o global ao local e evidenciando a pluralidade de caminhos possíveis para quem atua ou pretende atuar no setor.

Tecnologia educacional como meio — não como protagonista

Embora o curso conte com dezenas de recursos digitais, objetos interativos e atividades integradas à plataforma, a tecnologia não foi tratada como protagonista. Cada recurso só foi empregado quando contribuía para gerar compreensão, reflexão ou aplicação prática.

Essa abordagem exigiu testes, ajustes e revisões constantes, garantindo que alunos da Fatec e da Etec pudessem navegar pelo material com fluidez — independentemente de familiaridade prévia com ambientes digitais de aprendizagem.

Sustentabilidade aplicada ao esporte: do ensino à vivência

Para reforçar a conexão entre teoria e prática, o curso terminou com uma visita técnica ao Allianz Parque, onde os estudantes tiveram a oportunidade de observar iniciativas sustentáveis implementadas em uma das arenas mais modernas do país. Além disso, os alunos também participaram de uma vivência em um grande evento esportivo, ampliando sua percepção sobre como práticas sustentáveis se integram ao dia a dia do setor.

Essa experiência evidenciou que sustentabilidade no esporte não é um ideal distante — mas uma realidade operacional e estratégica, moldada por decisões concretas.

Formar para transformar

Entre todos os aprendizados desse processo, um se destaca: temas complexos ganham outra dimensão quando apresentados de maneira prática, dialogada e conectada ao cotidiano dos alunos. A construção da trilha evidenciou que sustentabilidade no esporte vai muito além de práticas ambientais. Envolve ética, governança, inclusão, legado social — e a capacidade de formar profissionais preparados para atuar nesses diferentes eixos.

A criação de “Introdução à Sustentabilidade no Esporte” marca um passo importante na expansão de iniciativas educacionais que aproximam esporte, propósito e impacto social. E, ao mesmo tempo, mostra como projetos desenvolvidos com método, curadoria rigorosa e foco pedagógico conseguem transformar temas urgentes em conhecimento acessível, crítico e aplicável.

*Luiz Alexandre Castanha, administrador de empresas com especialização em gestão de conhecimento e storytelling aplicado à educação, coautor do livro “Olhares para os Sistemas” e é CEO da NextGen Learning. 

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Não basta ser craque de bola: os desafios da formação de jovens atletas no Brasil

Copa São Paulo de Futebol Júnior é uma vitrine para novos talentos, mas também um retrato das desigualdades e desafios

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por Diego Leite de Barros*

Todos os anos, a Copa São Paulo de Futebol Júnior reúne jovens atletas de todas as regiões do Brasil, muitos vindos de cidades pequenas, distantes dos grandes centros, que chegam à maior capital do país carregando a expectativa de que aqueles poucos jogos podem representar a chance de uma vida inteira. Para muitos, atuar em São Paulo, no estado que concentra alguns dos clubes mais vencedores do futebol brasileiro, com títulos nacionais e internacionais, parece o passo definitivo rumo ao profissional.

Mas quem acompanha de perto esse processo de formação sabe que é preciso tirar um pouco do romantismo dessa narrativa.

Ao longo da minha atuação em processos de profissionalização e em avaliações técnicas voltadas ao agenciamento de atletas, observei que o desempenho pontual em uma competição como a Copinha raramente conta a história inteira. Em poucos dias, jogadores são analisados, comparados e rotulados, muitas vezes sem que fatores determinantes para a carreira profissional estejam completamente desenvolvidos ou visíveis.

Essa percepção é reforçada por dados recentes. Em um levantamento sobre a trajetória dos atletas que disputam a Copinha, 78% acabam deixando o futebol ou passam a ter valor de mercado inferior ao de jogadores da Série D. Apenas 5,36% alcançam patamar médio compatível com a Série B, enquanto 14,5% seguem vivendo do futebol em níveis próximos ou equivalentes à Série D, geralmente em clubes de menor visibilidade.

O futebol ficou mais físico. A intensidade do jogo aumentou, a média de estatura cresceu e a exigência atlética passou a ser contínua, não episódica. Um atleta que se destaca na base pode ainda estar em fase de crescimento, adaptação neuromuscular e amadurecimento fisiológico. No profissional, ele enfrenta adversários mais fortes, mais rápidos e mais resistentes, em um ambiente que cobra regularidade, não lampejos.

Nesse cenário, a estrutura pesa. Clubes com melhor organização oferecem alimentação adequada, controle de carga, acompanhamento fisiológico e rotinas de recuperação. Em realidades mais precárias, o jovem atleta precisa lidar com deslocamentos longos e pouco descanso. Dois jogadores com talento semelhante podem ter trajetórias completamente diferentes apenas pelas condições ao redor.

A estrutura familiar também entra nessa conta. Sono, disciplina, capacidade de manter rotina e suporte emocional influenciam diretamente o rendimento. O futebol profissional exige constância, e não apenas talento bruto. Sem esses pilares, a transição da base para o alto rendimento se torna ainda mais difícil.

Os números do mercado ajudam a dimensionar essa realidade. Relatório da CBF, com base nos rendimentos médios dos atletas em 2015, apontou que 82,4% dos mais de 28 mil jogadores registrados no país ganhavam até R$ 1.000 por mês, valor pouco acima do salário mínimo da época. Outros 13,68% recebiam entre R$ 1.000 e R$ 5.000, enquanto apenas 0,40% ganhava entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, e somente 0,12% ultrapassava os R$ 200 mil mensais.

Para quem trabalha avaliando atletas, a Copinha precisa ser lida com cuidado. São poucos jogos, em condições extremas, que dizem pouco sobre o que aquele jovem pode entregar dali a dois, três ou cinco anos. Decisões tomadas só a partir desse recorte costumam ser injustas e, muitas vezes, apressadas.

Formar um jogador profissional é um processo longo, feito de rotina, adaptação e suporte. A Copinha é parte desse caminho, não o ponto de chegada. Ela ajuda a observar, mas não resolve a equação.

Talento segue sendo fundamental. Só que, no futebol de hoje, ele sozinho não sustenta uma carreira.
 

* Diego Leite de Barros é educador físico, fisiologista do exercício pela Unifesp e responsável pelo treinamento de mais de 500 atletas amadores

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