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Na saúde

Estudo da USP aponta que vulnerabilidade social impacta diretamente nas práticas esportivas

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Um estudo divulgado recentemente pela Universidade São Paulo (USP) revelou que a prática esportiva no tempo livre está ligada à classe social. Enquanto homens brancos e com alta escolaridade se exercitam cada vez mais, mulheres de minorias raciais com baixa escolaridade apresentam os menores índices de atividade física no lazer. Isso quer dizer que o exercício físico no momento de folga não depende apenas de motivação, ele também passa por fatores sociais e estruturais.

A análise feita com 978 participantes desde 2014, com coletas de dados em 2014/15, 2020/21 e 2023/24, detectou que “as desigualdades permaneceram e o gap entre os grupos aumentou ao longo de dez anos de acompanhamento. Esse tipo de atividade, infelizmente, continua sendo um privilégio dos grupos socialmente mais favorecidos, que identificamos como homens brancos e com maior escolaridade. Por outro lado, estão entre os mais vulneráveis as mulheres pretas, pardas, amarelas ou indígenas com menos anos de estudo”, disse a nutricionista Andreia Alexandra Machado Miranda, autora correspondente do artigo e atualmente integrante do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

Apesar dos desafios apontados pelo estudo, o profissional de educação física, Felipe Chokito, destaca que é importante tentar inserir atividades físicas na rotina mesmo que para isso tenha que se buscar novas alternativas. Para ele, mudanças simples podem ser essenciais para uma vida mais saudável de forma acessível.

“A academia é apenas uma das muitas ferramentas disponíveis. É totalmente viável começar a se movimentar usando o próprio peso corporal, fazendo caminhadas ao ar livre, subindo escadas ou praticando exercícios em casa com objetos do dia a dia. O mais importante no início é criar consistência e sair do sedentarismo, não o ambiente onde você treina.”

O especialista salienta que iniciar com pequenos passos já faz diferença para a qualidade de vida. “Nem sempre é necessário reservar uma hora inteira do dia para um treino. Trocar o elevador pela escada, descer um ponto antes do ônibus, caminhar enquanto fala ao telefone ou fazer alguns minutos de alongamento pela manhã já representam uma mudança importante. O que faz diferença é a regularidade dessas pequenas ações”, afirma.

Quem pretende começar uma rotina de exercícios sem investir muito dinheiro, Chokito recomenda atividades que utilizam apenas o peso do próprio corpo, como agachamentos, afundos, flexões de braço adaptadas, pranchas e pontes, que são excelentes opções para fortalecer a musculatura. Para melhorar o condicionamento cardiovascular, caminhada, subida de escadas, polichinelos e até pular corda podem ser incluídos na rotina.

Além disso, Chokito também destaca que existem outras atividades democráticas. “A caminhada e a corrida lideram essa lista, pois exigem pouquíssima infraestrutura e podem ser feitas em locais públicos, como parques, praças e ruas. Pular corda também é um excelente trabalho cardiovascular com custo baixíssimo de equipamento. E, para quem gosta, a dança é uma ótima opção e pode ser praticada em casa com vídeos online”, sinaliza.

Vale destacar que para iniciar uma prática esportiva não é necessário ter muitos gastos. Com o ‘boom’ de conteúdos nas redes sociais, muitas pessoas acham que para ter uma vida mais ativa é necessário treinar na academia mais cara ou ter acessórios que custam uma fortuna. Esse pensamento é totalmente rebatido pelo profissional.

“Não é preciso comprar o tênis mais caro do mercado nem investir em diversos acessórios. Um calçado confortável e seguro, roupas leves e, principalmente, paciência para evoluir aos poucos são suficientes para começar. A motivação vai e vem, mas é a disciplina que transforma a atividade física em um hábito e traz resultados duradouros”, salientou Chokito.

Mesmo com as dificuldades, Chokito ressalta a importância de ir ao médico e fazer exames antes de começar os exercícios físicos, além de seguir as orientações de um profissional de educação física.

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Na saúde

Everton Ribeiro treina com Bell Marques e fica surpreso

Camisa 10 do Bahia participa de atividade com o cantor durante comemoração de pré-aniversário de Rafa Marques

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O camisa 10 do Bahia, Everton Ribeiro, dividiu o treino com Bell Marques e se surpreendeu com a velocidade do cantor. O momento aconteceu durante as comemorações do pré-aniversário de Rafa Marques, na fazenda da família, no interior da Bahia.

Em vídeo compartilhado por Rafa nesta sexta-feira (25), Everton brinca com o ritmo de Bell depois da atividade e admite que não esperava acompanhar o cantor em um treino tão intenso.

“Eu tô correndo, tentando aqui… Pouco a pouco passa um, passa outro… Eu vou voltando, quando vejo é o Bell! Mais rápido do que uma flecha!”, brincou o jogador.

A programação também ganhou espaço para o futebol fora das quatro linhas. Rafa afirmou que o fim de semana será de comemoração com amigos e familiares e revelou, em tom de brincadeira, que Everton Ribeiro ficará responsável pelo churrasco no domingo (27), data do aniversário do cantor.

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Na saúde

Como transformar a busca pelo shape em uma rotina para o ano inteiro

Com a proximidade dos meses mais quentes, cresce a procura por exercícios para melhorar a forma física

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A chegada da primavera costuma acender o alerta para quem passou boa parte do ano longe dos exercícios e agora quer correr atrás do chamado “shape de verão”. É nessa época que metas como emagrecer, ganhar massa muscular ou melhorar a definição corporal ganham força. Mas, se a estética pode ser o empurrão inicial para sair do sedentarismo, transformar a atividade física em um hábito que permaneça depois do verão é um resultado ainda mais importante.

“É natural que uma pessoa chegue à academia com um objetivo estético e não há problema nisso. O que buscamos mostrar é que o exercício entrega muito mais. Quando ela começa a perceber a evolução do condicionamento, da força, da disposição e do próprio bem-estar, o treino deixa de ser apenas uma ferramenta para chegar ao verão e começa a fazer parte da vida”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico da Companhia Athletica.

Um dos caminhos para criar essa relação mais duradoura é encontrar uma atividade que combine com o perfil e os objetivos de cada pessoa. E academia não precisa ser sinônimo apenas de musculação. Na Companhia Athletica, as possibilidades passam por musculação, corrida, natação, spinning, dança, yoga, pilates, alongamento, ginástica localizada, treinamento funcional, CrossCia, Orange Zone, lutas e modalidades esportivas, entre outras opções. A disponibilidade pode variar conforme a unidade.

Há ainda treinamentos que podem ser direcionados para objetivos específicos, como emagrecimento, hipertrofia e definição muscular, condicionamento físico, equilíbrio postural e melhora da performance esportiva. Assim, quem quer correr melhor pode ter uma estratégia diferente de quem busca ganhar massa muscular, melhorar a mobilidade ou simplesmente ter mais disposição no cotidiano.

“Não existe uma única atividade que seja ideal para todo mundo. Temos pessoas que se encontram na musculação, outras preferem uma aula coletiva, querem nadar, correr ou praticar um esporte. Ter diferentes possibilidades e profissionais preparados para orientar esse processo permite que cada aluno encontre uma forma de cuidar do corpo que também dê prazer. E isso faz muita diferença para a continuidade”, afirma Cacá.

Outro fator que pode ajudar a atividade física a deixar de ser uma obrigação temporária é o vínculo criado com o ambiente. Aulas coletivas, esportes e grupos de treinamento aproximam pessoas que passam a dividir objetivos, desafios e conquistas. Aos poucos, ir à academia também pode significar encontrar amigos e pertencer a um grupo.

“Quando existe prazer e vínculo, fica mais fácil manter a atividade física. A pessoa conhece os professores, encontra outros alunos, faz amizades e começa a ter naquele espaço uma parte importante da sua rotina. É essa relação que queremos estimular: que cuidar da saúde seja algo positivo e não um sacrifício que começa três meses antes do verão e termina depois das férias”, destaca o gerente técnico.

Para quem decidiu começar agora, a orientação é evitar a ansiedade de tentar recuperar em poucas semanas o tempo em que ficou parado. O treinamento deve respeitar o nível de condicionamento, as características individuais e o objetivo de cada pessoa, com progressão adequada e acompanhamento profissional.

“A busca pelo bem-estar do corpo precisa acontecer com saúde e, sempre que possível, com prazer. O verão pode ser uma motivação para começar, mas o objetivo maior deve ser encontrar uma atividade que você queira continuar praticando. Temos especialistas e diferentes modalidades justamente para ajudar pessoas com perfis, necessidades e desafios diferentes a encontrarem esse caminho”, conclui Cacá Ferreira.

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Na saúde

O que o xadrez ensina às crianças além do jogo?

Modalidade exercita atenção, estratégia e tomada de decisão e ganha espaço nas escolas

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Diante de um tabuleiro, a criança precisa fazer algo que parece cada vez mais difícil em tempos de estímulos rápidos: parar, observar e pensar antes de agir. É justamente nessa dinâmica que o xadrez pode oferecer aprendizados que ultrapassam as 64 casas do tabuleiro.

A modalidade estimula atenção, estratégia, tomada de decisão e capacidade de adaptação. Nas escolas, esses efeitos podem aparecer não apenas nos resultados das partidas, mas na maneira como os alunos passam a analisar suas escolhas e lidar com os próprios erros.

Na Start Anglo Bilingual School Recreio, o professor Moisés do Carmo acompanha esse processo durante as aulas. Segundo a diretora pedagógica e psicopedagoga Cristiane Cristo, crianças que inicialmente querem movimentar as peças rapidamente passam, com a prática, a observar o tabuleiro, antecipar possibilidades e pensar antes de tomar uma decisão.

Aprender também com o erro

Outro aprendizado está na relação com a derrota. Perder uma peça ou cometer um erro pode gerar frustração, mas a partida continua. Aos poucos, a criança aprende a analisar o que aconteceu, identificar alternativas e adaptar a estratégia.

Esse processo ganha ainda mais significado em competições, como a 3ª etapa do Circuito de Xadrez da Liga Escolar 2026, realizada em 3 de outubro. Além da disputa, os estudantes precisam lidar com regras, expectativa e pressão sem deixar de raciocinar.

A experiência ajuda a mostrar por que o xadrez vem conquistando espaço no ambiente escolar. A modalidade não exige apenas conhecimento de movimentos e aberturas: ensina que uma decisão tem consequências e que mudar de estratégia faz parte do jogo.

Um aprendizado que também passa pela Bahia

Na Bahia, esse movimento encontra um exemplo importante em Paulo Afonso, considerado um dos principais polos de xadrez do país e o maior do estado. A força da modalidade no município ajuda a mostrar que o esporte pode ultrapassar o ambiente competitivo e funcionar também como ferramenta de formação.

No fim, talvez essa seja uma das maiores contribuições do xadrez para as crianças: ensinar que pensar também é uma forma de agir. Antes de mover uma peça (ou tomar uma decisão fora do tabuleiro) observar, avaliar possibilidades e aceitar que nem sempre a primeira escolha será a melhor são habilidades que permanecem depois que a partida termina.

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