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Copa do Mundo

Seleção brasileira perde exclusividade e vê crescer preferência por rivais entre torcedores

Entenda o aumento do número de brasileiros que não têm o Brasil como seleção favorita

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A relação histórica entre o brasileiro e a Seleção parece já não ser tão absoluta quanto em outras gerações. Um estudo recente elaborado pela Worldpanel by Numerator aponta que 19% da população não têm o Brasil como seleção preferida, um dado que revela mudanças no comportamento do torcedor e no consumo do futebol global.

Mesmo ainda dominante, com cerca de 81% da preferência geral, a equipe brasileira vê crescer a presença de seleções estrangeiras no imaginário nacional. A Argentina lidera entre os “concorrentes”, com 4,2%, seguida por França (3,5%), Espanha (2,1%), Estados Unidos (1,9%) e Portugal (1,8%). Inglaterra e México também aparecem, ainda que com percentuais menores.

O recorte mais curioso está entre os torcedores mais engajados. Entre os chamados “apaixonados por futebol”, a adesão a seleções estrangeiras é ainda maior. A Argentina, por exemplo, sobe para 5,2% nesse grupo, enquanto o Brasil tem uma leve queda, chegando a 80%.

O dado sugere uma mudança importante: quanto mais o torcedor consome futebol, mais ele se conecta com referências globais. O acesso ampliado a ligas internacionais, transmissões e redes sociais contribui para essa diversificação de preferências.

Há também um fator simbólico. O desempenho recente da Seleção, aliado à identificação com jogadores que atuam majoritariamente fora do país, pode impactar o vínculo emocional com parte da torcida. Ao mesmo tempo, seleções como a Argentina, impulsionadas por títulos e narrativas fortes, ganham espaço.

Copa do Mundo

Jornalistas baianos ganham espaço na cobertura da Copa do Mundo e levam a voz da Bahia para a rede nacional

Profissionais da Band Bahia marcam presença nas transmissões da BandNews FM em um dos maiores eventos do mundo

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A Copa do Mundo de 2026 tem proporcionado momentos históricos dentro e fora das quatro linhas. Entre eles, a participação de profissionais da imprensa baiana nas transmissões em rede nacional da BandNews FM, ampliando a presença do jornalismo produzido na Bahia em um dos eventos mais importantes do esporte mundial.

Nesta segunda-feira (15), a jornalista Janayna Moradillo, da BandNews FM Salvador, integrou a equipe responsável pela transmissão de Espanha x Cabo Verde. A partida entrou para a história ao marcar a estreia da seleção cabo-verdiana em Copas do Mundo e a conquista de seu primeiro ponto na competição.

Janayna participou da cobertura de um capítulo memorável do futebol mundial. A presença de Cabo Verde no torneio representa o crescimento de países historicamente afastados dos grandes centros do futebol e reforça o caráter cada vez mais global da Copa do Mundo.

A participação da jornalista baiana na rede nacional terá continuidade ao longo da competição. Ela também estará nas transmissões de Portugal x Uzbequistão, no dia 23 de junho, e Uruguai x Espanha, em 26 de junho.

Outro representante da Bahia escalado para a cobertura é o jornalista Gustavo Castellucci, da TV Band Bahia. Ele participará das transmissões de Holanda x Suécia, em 20 de junho, e Tunísia x Holanda, em 25 de junho.

A presença de profissionais baianos em uma cobertura de alcance nacional reflete a consolidação de um mercado de comunicação esportiva que, há anos, forma narradores, repórteres, comentaristas e produtores capazes de atuar nos principais eventos do calendário esportivo mundial.

Enquanto as seleções disputam seus objetivos dentro de campo, os profissionais da comunicação também vivem suas próprias conquistas. E, nesta Copa do Mundo, a Bahia tem motivos para celebrar ambos os lados dessa história.

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Artigos

Curaçao: o menor país estreante na Copa do Mundo de 2026

Ilha caribenha chega à Copa do Mundo com poucas expectativas, mas celebrando conquista histórica para o país,

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por Fernanda Brandão *

No dia 14 de junho, a seleção de Curaçao fez sua estreia na Copa do Mundo diante da Alemanha, tetracampeã mundial. Os alemães, por sua vez, participaram de 21 das 23 edições do torneio, tendo ficado de fora apenas da Copa de 1930, por não terem se inscrito, e da Copa de 1950, quando cumpriam suspensão após a Segunda Guerra Mundial. Apesar da derrota por 7 a 1, a partida foi marcada pela alegria dos jogadores e da torcida de Curaçao, característica que tem acompanhado a seleção caribenha desde o embarque na ilha até a visita ao estádio onde o jogo foi disputado.

Curaçao é uma ilha localizada no sul do Caribe, famosa por suas praias de águas azul-turquesa e areia branca, além de ser um destino fora da rota tradicional dos furacões. A nação é um país autônomo pertencente ao Reino dos Países Baixos, status adquirido em 2010 com a dissolução das Antilhas Holandesas. Curaçao possui cerca de 185 mil habitantes e uma economia impulsionada principalmente pelo turismo, comércio marítimo, serviços financeiros e refino de petróleo. O país apresenta bons indicadores sociais, como uma taxa de alfabetização de 97% e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,83, considerado elevado para um território de seu porte.

Curaçao foi inicialmente ocupada pelos espanhóis e posteriormente tornou-se posse da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, que transformou a ilha em um importante entreposto comercial no século XVII. Durante a ocupação holandesa do Nordeste brasileiro, e especialmente após a retomada da região pelos portugueses, muitos holandeses estabeleceram-se em Curaçao, contribuindo para o desenvolvimento econômico e comercial da ilha. A sociedade curaçalenha é marcada pela mistura de influências ibéricas, holandesas, indígenas e africanas, resultado de sua trajetória histórica. A capital, Willemstad, é reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1997.

Brasil e Curaçao mantêm boas relações diplomáticas, e o fluxo de turistas brasileiros para a ilha tem crescido nos últimos anos. Atualmente, o Brasil representa a quinta principal origem de turistas internacionais que visitam Curaçao, com cerca de 36 mil visitantes. Apesar desse crescimento, o destino ainda é relativamente pouco explorado pelos brasileiros e apresenta potencial significativo de expansão. O Brasil mantém um acordo bilateral com os Países Baixos voltado à facilitação do transporte aéreo para a ilha, estimulando o turismo e os investimentos. A expectativa é que, em 2026, o número de visitantes brasileiros alcance a marca de 50 mil pessoas, impulsionado pelas parcerias estabelecidas entre os dois países.

O comércio entre Brasil e Curaçao é marcado principalmente pela exportação de alimentos, animais vivos e maquinário industrial brasileiros. De forma mais ampla, os países da América Central e do Caribe são considerados mercados importantes para as exportações brasileiras e apresentam potencial para a ampliação das relações comerciais. Já o comércio de serviços destaca-se pelas parcerias ligadas aos setores financeiro e turístico.

A ilha caribenha chega à Copa do Mundo com poucas expectativas de avançar às fases finais da competição, ocupando atualmente a 82ª posição no ranking da FIFA. Provavelmente, Curaçao não levantará a taça no dia 19 de julho. Ainda assim, a participação no torneio já representa uma conquista histórica para o país, que ganhou visibilidade no maior palco do futebol mundial ao chamar a atenção para sua alegria característica e para um destino paradisíaco ainda pouco conhecido por grande parte do mundo.

Fernanda Brandão, coordenadora do curso de Relações Internacionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio

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Copa do Mundo

Copa do Mundo impulsiona mercado editorial e aquece vendas de livros e álbuns de figurinhas

Segmento tem maior avanço entre demais setores, com alta de 15%, em meio ao início das vendas do álbum de figurinhas

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A Copa do Mundo de 2026 já começa a produzir reflexos fora dos gramados. Um dos impactos mais visíveis aparece nas livrarias e papelarias. Segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria registrou crescimento de 13,4% nas vendas em maio na comparação com o mês anterior, além de alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado foi o melhor entre os oito setores analisados pelo levantamento e reforça um fenômeno que costuma acompanhar grandes eventos esportivos: o fortalecimento do consumo de produtos ligados à experiência do torcedor.

Entre os fatores apontados para o desempenho está o início da comercialização dos tradicionais álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. Muito além de um produto voltado para crianças, os álbuns mobilizam colecionadores de diferentes gerações e transformam a troca de figurinhas em um ritual social que atravessa décadas.

O movimento revela uma característica interessante do futebol brasileiro. Em períodos de Mundial, o interesse pela competição ultrapassa as transmissões dos jogos e alcança diferentes setores da economia, criando oportunidades para editoras, papelarias e pequenos comerciantes.

Na Bahia esse comportamento também pode ser observado em escolas, praças e espaços públicos, onde colecionadores se reúnem para completar seus álbuns e compartilhar a expectativa pela participação da Seleção Brasileira.

Além do segmento editorial, outros setores também apresentaram crescimento em maio, como vestuário, móveis, eletrodomésticos e supermercados. A expectativa do mercado é que o avanço do torneio e o aumento da mobilização dos torcedores gerem impactos ainda maiores nos próximos meses.

A Copa do Mundo continua sendo um fenômeno cultural e econômico capaz de influenciar hábitos de consumo, movimentar negócios e aproximar diferentes gerações em torno de uma paixão compartilhada.

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