O Baianão Sub-17 chega à decisão com um ingrediente que mexe com qualquer torcedor: Vitória e Bahia jogam a primeira partida da final neste domingo (23), no Barradão, com transmissão ao vivo da TVEa partir das 10h30. O clássico, tradicional no profissional, ganha nova camada de disputa quando envolve formação, identidade e o futuro das duas maiores estruturas de base do estado.
O Vitória chega à final após um duelo duro contra o Conquista. Depois de vencer o jogo de ida por 2 a 1, o Rubro-Negro sustentou o 0 a 0 no Barradão e garantiu a vaga. Do outro lado, o Bahia chega embalado. A equipe tricolor venceu o SSA por 3 a 0 no CT Evaristo de Macedo, fechando o agregado em 4 a 0.
A transmissão terá narração de Mateus Damassa, comentários de Rodrigo Araújo e reportagem de Kauane Brito, numa cobertura que, mais uma vez, valoriza a estruturação da base do futebol baiano.
O primeiro Ba-Vi de 2026 não movimentou apenas o Barradão, mas também a disputa pela atenção do torcedor baiano fora de campo. Com a vitória do Bahia por 1 a 0, gol do jovem Dell, de apenas 17 anos, a TVE assumiu a liderança isolada de audiência durante toda a transmissão da partida válida pela quinta rodada do Campeonato Baiano.
Segundo dados da Kantar IBOPE, a emissora pública registrou 32% de share na média do jogo, superando com folga a soma das concorrentes na Grande Salvador. O domínio ficou ainda mais evidente no pico de audiência, às 17h48, quando a TVE alcançou 19 pontos e 40% de participação entre os televisores ligados, enquanto as demais emissoras ficaram muito abaixo desse patamar.
O desempenho reforça uma tendência já observada nos últimos anos: o fortalecimento da televisão pública baiana como principal plataforma do futebol local. A estratégia de transmissão exclusiva das competições profissionais do estado tem ampliado o alcance do Campeonato Baiano e reposicionado o torneio no cotidiano do torcedor.
Esse impacto também se reflete no ambiente digital. No YouTube da TVE, a transmissão do clássico ultrapassou 1 milhão de visualizações logo após o apito final, evidenciando o engajamento multiplataforma e o diálogo com públicos mais jovens e conectados.
A Corrida Internacional de São Silvestre chega ao seu centenário como o evento mais tradicional do atletismo brasileiro, reunindo milhares de corredores e encerrando o ano esportivo no país.
Quando acontece 📅 31 de dezembro de 2025 (terça-feira) ⏰ Largadas a partir das 7h25
Onde assistir 📺 TV Globo 📺 TV Gazeta Transmissão ao vivo desde as primeiras largadas até a chegada dos vencedores na Avenida Paulista.
Horários de largada
7h25 — PCD (cadeirantes)
7h40 — Elite feminina
8h05 — Elite masculina
8h06 — PCD (demais categorias)
8h08 — Pelotão premium
8h10 — Pelotão geral (em ondas)
Percurso 📍 15 km, com largada e chegada na Avenida Paulista Passa por pontos históricos como Pacaembu, Praça da República, Theatro Municipal, centro histórico e subida da Brigadeiro.
Números da edição centenária
55 mil atletas inscritos
Corredores de 48 países
Prova criada em 1925 por Cásper Líbero
Destaques históricos
Quênia: 34 títulos na história
Brasil: 16 títulos
Último campeão brasileiro: Marílson Gomes dos Santos (2010)
Mulheres representam quase metade das inscrições em 2025
A São Silvestre 2025 reforça seu papel como símbolo do esporte brasileiro, unindo tradição, diversidade e resistência em uma das maiores corridas de rua do mundo.
A trajetória de Roberto Rivellino, um dos nomes mais influentes da história do futebol brasileiro, ganha um olhar atento e afetivo no documentário “Rivellino 80”, que estreia no dia 5 de janeiro, às 20h, na TV Cultura. Produzido pelo Departamento de Jornalismo da emissora e dirigido por Vladir Lemos, o filme celebra os 80 anos do ex-jogador (completados em 1º de janeiro) e mostra a vida do craque dentro e fora de campo.
A narrativa parte de um gesto íntimo. Conduzido pelo próprio Rivellino, o documentário se inicia com uma visita ao Memorial recém-inaugurado em sua casa, onde estão reunidos objetos, camisas, troféus e lembranças que ajudam a compreender a dimensão humana por trás do ídolo. A partir daí, o longa costura memória pessoal e história do futebol brasileiro.
Nas dependências da própria TV Cultura, Rivellino revisita dois jogos que marcaram sua carreira. O primeiro é o Corinthians x Palmeiras de 1971, uma das viradas mais emblemáticas da história do clássico paulista. Em seguida, o foco se volta para a final da Taça do Atlântico de 1976, entre Brasil e Uruguai, no Maracanã — uma partida tensa, marcada por confusão e que entrou para o imaginário do futebol sul-americano.
Rivellino: um nome na história
Para o público baiano, o documentário dialoga também com uma memória pouco conhecida, mas significativa. Em 13 de junho de 1976, Rivellino vestiu a camisa do Vitória em um amistoso histórico disputado na Fonte Nova.
Na ocasião, jogadores do Fluminense e do Vitória formaram um combinado para enfrentar uma seleção de estrangeiros que atuavam no futebol brasileiro. Sem uniforme próprio, o time entrou em campo com a camisa rubro-negra, dando origem ao simbólico “Flu-Vi”. Rivellino dividiu o campo com nomes como Paulo Cézar Caju, Carlos Alberto Torres e Dirceu, além de jogadores do Vitória, como Osni e Altivo.
Combinado Fluminense/Vitória (1976) — Em pé, da esquerda para a direita: Andrada, Carlos Alberto Torres, Carlos Alberto Pintinho, Joãozinho, Altivo e Rodrigues Neto. Agachados: Osni, Rivelino, Paulo Cézar Caju, Fischer, Dirceu, e o massagista Gaguinho.
A partida terminou com vitória do combinado Flu/Vitória por 3 a 1, e teve um roteiro especial para a memória local: após o time estrangeiro abrir o placar, Osni empatou, depois Rivellino marcou o gol da virada no início do segundo tempo e o próprio Osni fechou o marcador. Foi a única vez que Rivellino atuou vestindo a camisa do Vitória. Um detalhe que conecta o craque à história do futebol baiano.
Homenagem merecida
Tricampeão mundial com a Seleção Brasileira na Copa de 1970 e ídolo eterno de Corinthians e Fluminense, Rivellino é apresentado no documentário como personagem central de uma era em que o esporte ajudava a construir identidade, linguagem e símbolos nacionais. O documentário propõe uma leitura sobre o papel do futebol como patrimônio cultural e sobre como figuras como Riva ajudam a entender o esporte como linguagem social, política e afetiva.