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Nos campos

Vitória vira sobre o Fortaleza e segue líder na Copa do Nordeste

Leão da Barra mantém invencibilidade de 17 jogos e reafirma força na temporada

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O Vitória mostrou poder de reação e manteve sua excelente fase ao vencer o Fortaleza, de virada, por 2 a 1, na Arena Castelão, pela 4ª rodada da Copa do Nordeste. O resultado garantiu a permanência do Leão da Barra na liderança do Grupo A, agora com 10 pontos, além de estender a impressionante série invicta para 17 partidas.

Mesmo jogando fora de casa e enfrentando um adversário qualificado, o Vitória não se intimidou. O Fortaleza abriu o placar no final do primeiro tempo, com um golaço de Lucero, indefensável para Lucas Arcanjo. No entanto, o time baiano voltou para a segunda etapa determinado a buscar o resultado. Logo no início, Gustavo Silva empatou, e no fim do jogo, Baralhas, com um belo chute no canto, garantiu a virada e mais três pontos para a equipe de Thiago Carpini.

Agora, o Vitória foca no Campeonato Baiano, onde enfrenta o Atlético de Alagoinhas, neste sábado (22), às 18h30, no Carneirão. O rubro-negro quer mais uma vitória para assegurar a liderança da fase classificatória e garantir vantagem nas próximas fases do estadual.

Baianão

Times do interior dominam a seleção do Baianão 2026

Dell é eleito o craque do campeonato e Anderson Pato leva o prêmio de jogador revelação

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A premiação dos melhores do Campeonato Baiano 2026 revelou um retrato interessante do futebol do estado: o protagonismo crescente dos clubes do interior. Na seleção oficial da competição, Jacuipense e Juazeirense foram os grandes destaques, confirmando a força das equipes que desafiaram os tradicionais gigantes da capital ao longo da temporada.

A equipe ideal do campeonato contou com três jogadores da Jacuipense, três da Juazeirense, dois do Bahia, além de representantes de Porto e Jequié. O goleiro Marcelo, da Jacuipense, foi o escolhido para defender a meta da seleção, enquanto a linha defensiva reuniu Diego Bolt (Jequié), Weverton (Jacuipense), Zé Romário (Juazeirense) e Peu (Porto).

No meio-campo, a consistência da Jacuipense apareceu novamente com Vinícius Amaral e Thiaguinho, que dividiram espaço com Rodrigo Nestor, do Bahia. Já o setor ofensivo trouxe Anderson Pato (Juazeirense), Kauê Furquim (Bahia) e Tiago Recife (Jequié), formando um ataque que simboliza bem a diversidade de forças da competição.

Jacuipense colhe frutos de campanha consistente

O bom desempenho da Jacuipense também foi reconhecido fora das quatro linhas. Rodrigo Ribeiro foi eleito o melhor técnico do campeonato, coroando uma campanha marcada por organização tática e competitividade diante de adversários mais tradicionais.

A premiação reforça uma tendência que vem se consolidando no Baianão nos últimos anos: os clubes do interior cada vez mais estruturados e capazes de disputar espaço com Bahia e Vitória.

Golaços, defesas e novas promessas

Entre os prêmios especiais, o destaque para o golaço do campeonato ficou com Ítalo, do Porto, marcado contra o Vitória em Porto Seguro. Já a defesa mais bonita foi protagonizada por Peu Alves, do Barcelona de Ilhéus, em partida contra o Atlético de Alagoinhas no estádio Antônio Carneiro.

O artilheiro foi Tiago Recife, do Jequié, com sete gols marcados. A revelação da competição foi o atacante Anderson Pato, da Juazeirense, que também integrou a seleção do campeonato e se firmou como uma das principais promessas do futebol baiano.

Já o prêmio de Craque do Campeonato, escolhido pelo voto popular, ficou com Dell, jovem destaque do Bahia, mostrando a força da torcida tricolor na mobilização e consolidando o atacante como um dos nomes mais comentados da temporada.

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Baianão

Bahia vira sobre o Vitória na Fonte Nova e conquista o bicampeonato baiano invicto

Tricolor supera pressão após sair atrás no placar, conta com brilho de Jean Lucas e levanta o 52º título estadual diante de quase 50 mil torcedores

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O Bahia é novamente o dono do futebol baiano. Diante de 48 mil torcedores na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o Tricolor venceu o Vitória por 2 a 1 neste sábado, de virada, e conquistou o 52º título do Campeonato Baiano, garantindo também o bicampeonato estadual de forma invicta.

A conquista ganhou contornos ainda mais simbólicos. Além de superar o maior rival em uma final direta, o Bahia voltou a levantar a taça sem derrotas 44 anos depois da última campanha invicta no estadual, consolidando uma resposta dentro de campo após a recente eliminação na Libertadores.

Vitória começa melhor e abre o placar

O clássico começou com o Vitória mais organizado e confortável em campo. Logo nos primeiros minutos, o time rubro-negro criou boas oportunidades com Ramon e Kayzer, enquanto o Bahia demonstrava dificuldades para se encaixar taticamente.

A superioridade inicial se transformou em vantagem aos 19 minutos do primeiro tempo. Em um contra-ataque rápido e bem executado, Baralhas apareceu para finalizar e abrir o placar para o Leão.

O gol aumentou a pressão sobre o Bahia, que passou a buscar o empate de forma mais agressiva, mas encontrou um sistema defensivo rubro-negro bem postado. O intervalo chegou com o Tricolor ainda em desvantagem, e sob vaias de parte da torcida na Fonte Nova.

Mudanças de Ceni mudam o jogo

A história da final começou a mudar no segundo tempo. Rogério Ceni mexeu na equipe, reorganizou o meio-campo e o Bahia voltou mais intenso e dominante.

Um dos protagonistas da reação foi Acevedo, que cresceu no jogo e participou diretamente das jogadas decisivas. Mas o grande nome da tarde foi Jean Lucas.

O meia marcou duas vezes, aos oito e aos 20 minutos da etapa final, virando o clássico e colocando o Bahia definitivamente no controle da partida. A partir daí, o Vitória encontrou dificuldades para reagir e viu o rival administrar o resultado até o apito final.

Um título com peso simbólico

O bicampeonato confirma a consistência da campanha tricolor no Baianão. O Bahia terminou a primeira fase como líder, somando 23 pontos em nove jogos (com sete vitórias e dois empates) e eliminou Juazeirense e Vitória nas fases decisivas.

A conquista serve também como resposta esportiva e emocional após a frustração continental. O título recoloca o Bahia em posição de confiança para o restante da temporada.

Noite de festa na Fonte Nova cheia

A final registrou 48.261 torcedores pagantes e renda de R$ 1.851.409, o segundo maior público da Arena Fonte Nova em jogos entre clubes, evidenciando o peso da decisão.

E o torcedor não precisará esperar muito para ver um novo capítulo desse clássico. Em apenas três dias, Bahia e Vitória voltam a se enfrentar no mesmo palco, desta vez pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

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Baianão

Ba-Vi decide o Baianão e pode reviver lembrança histórica da disputa por pênaltis de 1977

Bahia e Vitória fazem a 30ª final estadual entre os rivais; único duelo decidido nas penalidades aconteceu há quase cinco décadas

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O clássico mais tradicional do futebol baiano volta a decidir um campeonato estadual. Bahia e Vitória se enfrentam neste sábado, às 17h, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em jogo único que definirá o campeão do Campeonato Baiano.

Como a decisão será em partida única, um empate no tempo normal leva a disputa para os pênaltis. E, curiosamente, esse cenário já aconteceu apenas uma vez na história do clássico (embora não tenha sido em final de campeonato).

A noite interminável de 1977

O episódio ocorreu em 1977, durante o chamado pentagonal decisivo do Campeonato Baiano. Naquele dia, Bahia e Vitória empataram por 0 a 0 na Fonte Nova e precisaram recorrer às penalidades para definir o vencedor da partida.

O desfecho entrou para o folclore do futebol baiano. Foram 31 cobranças convertidas e quase 40 pênaltis batidos, em uma disputa longa e tensa que terminou com o tricolor vencendo por 16 a 15.

(Foto: Revista Placar – 27 de maio de 1977)

Reportagens da época, publicadas no Jornal dos Sports e na revista Placar, descreveram um clássico marcado por clima tenso, entradas duras e confusão em campo. O jogo teve quatro expulsões após uma entrada violenta que deixou o jogador Cláudio Deodato, do Vitória, com suspeita de fratura.

Mesmo em meio ao tumulto, o árbitro conseguiu levar a partida até a decisão nas penalidades. O momento decisivo veio quando Amadeu, do Vitória, desperdiçou a cobrança, permitindo que o Bahia convertesse o chute seguinte e garantisse o triunfo.

(Foto: Jornal dos Sports – 23 de maio de 1977)

Baianão 2026: mais que um título

Além da taça, o confronto coloca em disputa uma marca simbólica: quem vencer assume a liderança isolada no histórico de títulos conquistados em finais de Ba-Vi. Atualmente, os dois clubes estão empatados com 15 conquistas cada. O Bahia alcançou a igualdade ao levantar o troféu na última temporada.

A dupla Ba-Vi soma 30 títulos em 29 finais disputadas (entre eles) no Baianão. A conta não está errada! É tudo por causa da polêmica final de 1999, quando o Bahia foi para a Fonte Nova e o Vitória para o Barradão e – ao fim da confusão judicial – time e os dois foram declarados campeões.

Veja como o histórico Ba-Vi de 1977 foi noticiado na Revista Placar da época:

Revista Placar – 27 de maio de 1977

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