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Nas águas

Travessia Mar Grande–Salvador celebra 70 anos com homenagem a campeões e presença de Ana Marcela Cunha

Prova histórica de 12,5 km terá 180 atletas e reforça o legado da natação baiana nas águas da Baía de Todos-os-Santos

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A mais tradicional competição de águas abertas do Brasil chega a uma marca simbólica. Em 2025, a Travessia Mar Grande–Salvador completa 70 anos de história e realiza sua 55ª edição no dia 29 de novembro, reunindo 180 atletas na travessia de 12,5 km entre a Praia do Duro, em Mar Grande, e o Porto da Barra, em Salvador.

O destaque da prova será a presença da campeã olímpica e mundial Ana Marcela Cunha, única mulher pentacampeã da Travessia, que retorna ao evento para celebrar uma trajetória que se confunde com a da própria competição. Também estão confirmados nomes como os bicampeões Renan Barbosa e Victoria Beatriz Rosário, além de nadadores de vários estados, reforçando o alcance nacional da disputa.

Para marcar as sete décadas da prova, os troféus deste ano homenageiam Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo, ícones da natação baiana reconhecidos por seu legado e contribuição ao esporte. Um Troféu dos 70 anos também será entregue, simbolizando a resistência e a tradição de um evento que se mantém vivo através das gerações.

Entre as novidades, está a obrigatoriedade do uso de boia de segurança, reforçando o cuidado com os atletas e o compromisso com a segurança nas águas da Baía de Todos-os-Santos.

Organizada pela Ambience Esporte, com produção da Viramundo Produções e realização da A TARDE FM e do Grupo A TARDE, a Travessia terá arbitragem da Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FBDA).

“É uma honra participar de um evento que representa a tradição, o esporte e a força da Bahia. O Grupo A TARDE se orgulha de contribuir para uma história que inspira todo o país”, afirma Eduardo Dute, diretor da A TARDE FM.

Segundo o coordenador técnico Bruno Riella, o crescimento da competição já motiva novas ideias: “A cada ano, a Travessia ganha mais reconhecimento. Já avaliamos realizar a prova em dois dias, separando as disputas feminina e masculina a partir de 2026.”

Na saúde

Treino fora d’água ajuda surfistas a ganhar potência e melhorar desempenho no mar

Exercícios de força, core e mobilidade se tornam aliados de quem busca mais explosão e equilíbrio sobre a prancha

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O surfe exige muito mais do que equilíbrio e leitura das ondas. Para remar com eficiência, executar manobras rápidas e levantar com agilidade na prancha, surfistas têm incorporado cada vez mais treinos físicos fora d’água na rotina.

O chamado treinamento complementar busca desenvolver força, potência e estabilidade corporal — capacidades essenciais tanto para atletas de alto rendimento quanto para praticantes recreativos. Além de melhorar o desempenho, esse tipo de preparação também ajuda a reduzir o risco de lesões.

Explosão para o pop-up

Um dos movimentos mais importantes do surfe é o pop-up, quando o atleta sai da posição deitado e fica em pé na prancha para aproveitar a onda. Para executar essa transição com rapidez, exercícios de força explosiva são fundamentais.

Entre os mais utilizados estão as flexões explosivas, os burpees e os saltos em caixa, que trabalham fibras musculares responsáveis por movimentos rápidos e intensos.

Core forte para manter o equilíbrio

Outro ponto essencial é o fortalecimento do core, região que envolve abdômen, lombar e músculos profundos do tronco. Essa musculatura garante estabilidade sobre a prancha e permite respostas mais rápidas às variações das ondas.

Exercícios como prancha abdominal, prancha lateral, dead bug e russian twist ajudam a melhorar o controle corporal e ainda contribuem para proteger a coluna durante movimentos mais exigentes.

Remada exige força de ombros e costas

Grande parte do esforço físico no surfe acontece durante a remada até o outside, área onde as ondas se formam. Por isso, fortalecer ombros e costas é fundamental para manter resistência e eficiência dentro d’água.

Movimentos como remadas com halteres ou elásticos, barra fixa, face pull e o exercício superman ajudam a desenvolver a musculatura responsável por impulsionar a prancha.

Mobilidade e equilíbrio completam o treinamento

Além da força, o surfe exige mobilidade articular e equilíbrio. Quadris, tornozelos e coluna precisam de boa amplitude de movimento para permitir ajustes rápidos sobre a prancha.

Treinos com agachamentos profundos, exercícios em base instável, uso de bosu ou prancha de equilíbrio e rotinas de mobilidade para quadril e coluna ajudam o corpo a responder melhor às irregularidades da onda.

Mais preparo para aproveitar o mar

Especialistas lembram que nada substitui o tempo dentro d’água para desenvolver técnica e leitura de ondas. No entanto, combinar a prática com treinamento físico específico pode ampliar significativamente o desempenho.

Ao fortalecer músculos-chave, melhorar potência e aumentar estabilidade, o surfista consegue aproveitar melhor cada sessão no mar e sustentar sessões mais longas, transformando a preparação física em uma aliada direta da evolução no esporte.

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Nas águas

Remada da Rainha do Mar transforma a Baía de Todos-os-Santos em espaço de fé, esporte e reconexão

Procissão alternativa sai do Comércio e propõe homenagem a Iemanjá longe das multidões do Rio Vermelho

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No dia 2 de fevereiro, quando Salvador volta seus olhos e oferendas para Iemanjá, a Baía de Todos-os-Santos também se torna cenário de um ritual que une espiritualidade, esporte e cultura marítima. A tradicional Remada da Rainha do Mar leva fiéis e remadores para a água a partir da Praia da Preguiça, no Comércio, em um percurso simbólico até o Forte São Marcelo.

Realizada em canoas havaianas, a iniciativa propõe uma vivência diferente da festa mais emblemática do calendário religioso baiano. Longe da intensidade das grandes multidões, a remada oferece um contato mais direto com o mar, em um trajeto de cerca de 5 quilômetros, marcado pela entrega de rosas e tributos à Orixá, em pleno coração da baía.

A ação integra a programação de fevereiro do Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que organiza saídas ao longo da manhã — às 6h, 7h30, 9h e 10h30 — além de uma última remada às 16h30, no encerramento da procissão marítima. O circuito é acessível tanto para remadores iniciantes quanto experientes, reforçando o caráter inclusivo da atividade.

Mais do que um evento esportivo, a Remada da Rainha do Mar se consolida como um roteiro cultural alternativo, valorizando a relação histórica dos baianos com o mar e propondo novas formas de vivenciar a fé. “A Praia da Preguiça se transformou nesse espaço de reconexão, mais individual, mas igualmente potente. Temos orgulho de fazer parte desse movimento”, destaca Lorena Lago, gestora do Kaiaulu Va’a.

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Nas águas

Flamengo encerra canoagem olímpica e dispensa Isaquias Queiroz em meio a receita histórica

Decisão atinge ícone baiano do esporte olímpico e levanta debate sobre prioridades de um clube que faturou R$ 2 bilhões

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Mesmo vivendo o maior momento financeiro de sua história, o Flamengo anunciou o encerramento das modalidades de canoagem olímpica e remo paralímpico a partir de 2026. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (5), provoca reação no esporte brasileiro e tem impacto direto na Bahia: o clube dispensou Isaquias Queiroz, um dos maiores atletas olímpicos da história do país.

O canoísta baiano, campeão olímpico e dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos, defendia o Flamengo há cerca de sete anos. Na nota oficial, o clube agradece a trajetória de Isaquias e de outros atletas, mas justifica o fim do projeto com base em uma “avaliação estratégica”, alegando dificuldades estruturais pelo fato de os competidores não treinarem nem residirem no Rio de Janeiro.

A explicação, no entanto, contrasta com o cenário financeiro rubro-negro. Em 2025, o Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro a atingir R$ 2 bilhões em receita anual, impulsionado por premiações, direitos de transmissão, patrocínios e vendas de atletas. Só nos três primeiros trimestres do ano, o faturamento já ultrapassava R$ 1,5 bilhão.

Impacto além dos números

Ao encerrar a canoagem, o clube abre mão de uma modalidade que lhe rendeu prestígio olímpico, visibilidade institucional e associação a valores como formação esportiva e inclusão. No caso de Isaquias, trata-se não apenas de um atleta vitorioso, mas de um símbolo do esporte brasileiro, formado longe dos grandes centros e reconhecido mundialmente.

O encerramento do pararemo segue a mesma lógica. Atletas paralímpicos também foram desligados, reforçando a percepção de que modalidades fora do eixo principal do futebol passam a ocupar um espaço cada vez mais frágil dentro da estrutura do clube.

Um padrão que se repete?

A medida se soma a críticas recentes envolvendo outras áreas esportivas do Flamengo. Em 2025, reportagens apontaram problemas estruturais no futebol feminino, incluindo campos fora do padrão, carência de espaços adequados para preparação física e mudanças constantes na rotina de treinos. Para 2026, o clube já sinalizou ajustes orçamentários e mudanças técnicas na modalidade.

O conjunto dessas decisões alimenta um debate maior: qual é o papel social e esportivo de um clube poliesportivo em um cenário de abundância financeira?

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