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Nas águas

Guilherme Caribé brilha no Mundial de Natação e conquista prata histórica

Atleta baiano estabelece recorde sul-americano nos 100m livre em Budapeste

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O baiano Guilherme Caribé colocou a natação brasileira no pódio do Campeonato Mundial de Piscina Curta em Budapeste, Hungria, ao conquistar a medalha de prata nos 100 metros livre masculino. Natural de Salvador, o nadador de 21 anos também estabeleceu o novo recorde sul-americano da prova, com o tempo de 45s47. O ouro foi para o norte-americano Jack Alexy (45s38), enquanto o caimanês Jordan Crooks completou o pódio (45s48).


Caribé, que já representou o Brasil nos Jogos de Paris-2024, reforçou seu talento ao superar o sexto melhor tempo das eliminatórias e garantir o segundo lugar na final. A conquista reafirma a posição do atleta como um dos grandes nomes da natação mundial, além de ser motivo de orgulho para a Bahia, que vê um de seus filhos brilhar nas águas internacionais.

Outros brasileiros também tiveram destaque na competição. Nicolas Albiero, na final dos 200 metros borboleta, ficou em 7º lugar (1min50s97), enquanto Guilherme Basseto, nos 50 metros costas, e Caio Pumputis, nos 100 metros medley, chegaram até as semifinais. No feminino, Fernanda Celidônio representou o Brasil nos 100 metros medley.

Com essa performance de Caribé e dos demais nadadores, o Brasil reforça sua presença no cenário mundial da natação, e o público baiano ganha mais um motivo para celebrar a força dos talentos locais.

Nas águas

Remada da Rainha do Mar transforma a Baía de Todos-os-Santos em espaço de fé, esporte e reconexão

Procissão alternativa sai do Comércio e propõe homenagem a Iemanjá longe das multidões do Rio Vermelho

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No dia 2 de fevereiro, quando Salvador volta seus olhos e oferendas para Iemanjá, a Baía de Todos-os-Santos também se torna cenário de um ritual que une espiritualidade, esporte e cultura marítima. A tradicional Remada da Rainha do Mar leva fiéis e remadores para a água a partir da Praia da Preguiça, no Comércio, em um percurso simbólico até o Forte São Marcelo.

Realizada em canoas havaianas, a iniciativa propõe uma vivência diferente da festa mais emblemática do calendário religioso baiano. Longe da intensidade das grandes multidões, a remada oferece um contato mais direto com o mar, em um trajeto de cerca de 5 quilômetros, marcado pela entrega de rosas e tributos à Orixá, em pleno coração da baía.

A ação integra a programação de fevereiro do Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que organiza saídas ao longo da manhã — às 6h, 7h30, 9h e 10h30 — além de uma última remada às 16h30, no encerramento da procissão marítima. O circuito é acessível tanto para remadores iniciantes quanto experientes, reforçando o caráter inclusivo da atividade.

Mais do que um evento esportivo, a Remada da Rainha do Mar se consolida como um roteiro cultural alternativo, valorizando a relação histórica dos baianos com o mar e propondo novas formas de vivenciar a fé. “A Praia da Preguiça se transformou nesse espaço de reconexão, mais individual, mas igualmente potente. Temos orgulho de fazer parte desse movimento”, destaca Lorena Lago, gestora do Kaiaulu Va’a.

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Nas águas

Flamengo encerra canoagem olímpica e dispensa Isaquias Queiroz em meio a receita histórica

Decisão atinge ícone baiano do esporte olímpico e levanta debate sobre prioridades de um clube que faturou R$ 2 bilhões

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Mesmo vivendo o maior momento financeiro de sua história, o Flamengo anunciou o encerramento das modalidades de canoagem olímpica e remo paralímpico a partir de 2026. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (5), provoca reação no esporte brasileiro e tem impacto direto na Bahia: o clube dispensou Isaquias Queiroz, um dos maiores atletas olímpicos da história do país.

O canoísta baiano, campeão olímpico e dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos, defendia o Flamengo há cerca de sete anos. Na nota oficial, o clube agradece a trajetória de Isaquias e de outros atletas, mas justifica o fim do projeto com base em uma “avaliação estratégica”, alegando dificuldades estruturais pelo fato de os competidores não treinarem nem residirem no Rio de Janeiro.

A explicação, no entanto, contrasta com o cenário financeiro rubro-negro. Em 2025, o Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro a atingir R$ 2 bilhões em receita anual, impulsionado por premiações, direitos de transmissão, patrocínios e vendas de atletas. Só nos três primeiros trimestres do ano, o faturamento já ultrapassava R$ 1,5 bilhão.

Impacto além dos números

Ao encerrar a canoagem, o clube abre mão de uma modalidade que lhe rendeu prestígio olímpico, visibilidade institucional e associação a valores como formação esportiva e inclusão. No caso de Isaquias, trata-se não apenas de um atleta vitorioso, mas de um símbolo do esporte brasileiro, formado longe dos grandes centros e reconhecido mundialmente.

O encerramento do pararemo segue a mesma lógica. Atletas paralímpicos também foram desligados, reforçando a percepção de que modalidades fora do eixo principal do futebol passam a ocupar um espaço cada vez mais frágil dentro da estrutura do clube.

Um padrão que se repete?

A medida se soma a críticas recentes envolvendo outras áreas esportivas do Flamengo. Em 2025, reportagens apontaram problemas estruturais no futebol feminino, incluindo campos fora do padrão, carência de espaços adequados para preparação física e mudanças constantes na rotina de treinos. Para 2026, o clube já sinalizou ajustes orçamentários e mudanças técnicas na modalidade.

O conjunto dessas decisões alimenta um debate maior: qual é o papel social e esportivo de um clube poliesportivo em um cenário de abundância financeira?

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Nas águas

Canoagem havaiana ganha espaço entre baianos e turistas no verão de Salvador

Modalidade une esporte, lazer e contemplação e atrai baianos e turistas à Baía de Todos-os-Santos

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Com a chegada do verão, Salvador volta a olhar com mais atenção para o mar como cenário e como espaço de vivência esportiva e cuidado com o corpo e a mente. Entre as práticas que crescem na estação mais quente do ano, a canoagem havaiana (Va’a) tem se consolidado como uma experiência que combina atividade física, lazer e conexão com a natureza.

A prática tem atraído tanto moradores quanto turistas interessados em explorar a Baía de Todos-os-Santos a partir de uma outra perspectiva. As remadas guiadas permitem percursos que passam por cartões-postais históricos da cidade, como o Forte São Marcelo, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, criando uma experiência que mistura esporte, paisagem urbana e contemplação.

Mais do que um passeio, a canoagem havaiana propõe um ritmo próprio. As remadas são cadenciadas, com paradas estratégicas para mergulho, descanso e observação do entorno. Esses elementos aproximam a modalidade de práticas associadas ao mindfulness e ao bem-estar físico e mental.

À frente de uma das iniciativas que impulsionam esse movimento está o Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que tem observado aumento significativo na procura por aulas e passeios durante o verão. Para a gestora Lorena Lago, o crescimento reflete uma mudança no perfil de quem busca lazer na cidade. “As pessoas querem estar ao ar livre, aproveitar o calor e o pôr do sol, mas também cuidar do corpo e da mente. A canoagem oferece tudo isso ao mesmo tempo”, explica.

A estrutura também acompanha essa demanda. Um flutuador instalado próximo ao Forte São Marcelo ampliou as possibilidades de vivência na água, funcionando como ponto de apoio para mergulhos, pausas e registros visuais da paisagem. A experiência começa ainda na areia, com orientações básicas sobre a técnica de remada, e se estende mar adentro, respeitando tanto iniciantes quanto praticantes mais experientes.

O avanço da canoagem havaiana em Salvador ajuda a revelar uma tendência mais ampla: a busca por experiências esportivas que dialoguem com o território, valorizem a paisagem e promovam saúde de forma integrada. A cada verão, a prática deixa de ser alternativa de nicho e passa a ocupar um espaço mais visível no cotidiano da cidade.

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