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Nas águas

Baianos nas finais do Mundial de Bodyboard

Gabriel Braga e Uri Valadão lideram suas chaves e garantem presença na próxima fase

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O jovem e talentoso baiano Gabriel Braga parece estar em casa nas Ilhas Canárias. Não só ele como o experiente Uri Valadão, campeao mundial de bodyboard em 2008. Eles já garantiram vagas antecipadas na sexta fase do Mundial de Bodyboard. As ondas do Fronton estão entre as mais icônicas do circuito mundial de bodyboard e mostraram a melhor face nesta quarta-feira (16), proporcionando condições perfeitas para o início da batalha pelo título mundial.

Com mar limpo, sem vento e ondas ideais para tubos e manobras radicais, o público pôde presenciar performances incríveis, incluindo as maiores pontuações do evento até agora.
Gabriel é o terceiro do ranking mundial e Uri está em quarto lugar. Eles nao tem mais chance de titulo mundial, mas podem fechar a temporada como campeões em Gran Canária. “Esse ano ta sendo massa. Amanhã ou sábado deve rolar o Round 5, que é que é como se fosse uma repescagem, né? E a gente aguarda esse round para ter um novo sorteio com os encaixes das baterias do Round 6”, disse Uri em entrevista ao ArenaLivre.com

A tão esperada disputa no masculino teve início com a participação do bicampeão mundial Pierre Louis Costes, da França, e do jovem talento local, Armide Soliveres, que lidera o ranking da temporada. Soliveres, com apenas 21 anos, está à beira de se tornar o primeiro espanhol a conquistar o título mundial de bodyboard, enquanto Costes precisa vencer o evento para reivindicar a coroa. O ambiente no Frontón King, localizado na costa de Gáldar, nas Ilhas Canárias, estava repleto de energia e expectativa.

Mesmo em uma rodada não eliminatória, a tensão no ar era palpável. Costes, que é uma das grandes referências do bodyboard mundial, brilhou em sua primeira apresentação com um aéreo 360º, uma das manobras mais difíceis do esporte, deixando claro que está determinado a lutar pelo título. Soliveres, por sua vez, demonstrou muita inteligência tática, utilizando a prioridade para garantir o segundo lugar em sua bateria, avançando diretamente para a sexta rodada.

Armide Soliveres é uma potência em seu País e tem a oportunidade única de fazer história ao se tornar o primeiro espanhol campeão mundial, e está competindo contra um ídolo que ele acompanhava desde criança. Costes reconheceu a importância do momento, afirmando: “Competir aqui no Frontón, que já me deu os melhores momentos da minha carreira, e disputar o título contra um canário que pode ser o primeiro espanhol campeão mundial, parece algo mágico. Independentemente do que acontecer, vamos escrever um belo capítulo para o nosso esporte.”

Além da disputa entre Soliveres e Costes, o evento viu atuações brilhantes. O chileno Moisés Silva, que lutou pelo título até a penúltima etapa em Portugal, fez sua estreia com um desempenho memorável, conquistando a primeira nota 10 da competição com um aéreo reverso executado com perfeição. Combinado com um segundo 9, Moa alcançou o maior somatório do evento até agora, um impressionante 19.00 pontos.

Outros grandes nomes também avançaram direto para a sexta rodada, incluindo o peruano Micheel Yancce, atual campeão mundial júnior, e o francês Amaury Lavernhe, que vive em Gáldar. Os baianos Uri Valadão e Gabriel Braga, além do sul-africano Tristan Roberts, também se destacaram garantindo suas vagas antecipadamente na próxima fase.

O Frontón King vai ficando cada vez mais quente em Gran Canária e as ondas espanholas estão prestes a coroar mais um campeão mundial.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Marcos Janeiro

    outubro 18, 2024 at 8:07 pm

    Muito boa a matéria meu caro Castellucci!!!!!
    Quando puder faça uma matéria sobre os Corais de Itacaré!
    Uma onde perfeita que entra muito de vez em quando!

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Nas águas

Ana Marcela encara o Canal da Mancha em desafio que pode render recorde mundial

Baiana terá representante do Guinness no barco de apoio, mas diz que o principal objetivo é a realização esportiva

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A nadadora Ana Marcela Cunha está prestes a enfrentar um dos desafios mais simbólicos das maratonas aquáticas mundiais. Entre os dias 20 e 29 de julho, a campeã olímpica tentará cruzar o Canal da Mancha, trajeto que liga Inglaterra e França e é considerado uma das provas mais exigentes da natação em águas abertas.

Além da dificuldade natural do percurso, a travessia pode colocar a baiana no Guinness World Records. Um representante da entidade acompanhará a tentativa dentro do barco oficial da equipe para validar de forma imediata um possível recorde feminino da prova.

Apesar da possibilidade histórica, Ana Marcela faz questão de afastar a pressão. A atleta afirma que o foco está na experiência e na conclusão da travessia, e não na busca por um tempo específico. O posicionamento revela a maturidade de uma atleta acostumada a competir em alto nível, como disse em entrevista ao portal Olimpíada Todo Dia.

“Quero fazer uma travessia muito mais pelo coração, de realização pessoal e profissional, do que ir para o recorde e me frustrar com aquilo”

Hoje, a melhor marca feminina do Canal da Mancha pertence à tcheca Yvetta Hlavácová, que completou o percurso em 7h25min, em 2006. O trajeto tem cerca de 34 quilômetros em condições ideais, mas a distância pode aumentar de acordo com o comportamento do mar.

Em um dos desafios da preparação, Ana Marcela nadou por 12 horas (no escuro) na Represa Billings, que fica em São Bernardo do Campo. O treino começou às 20h de sexta-feira e terminou às 8h de sábado, pausando apenas para se alimentar (confira no vídeo abaixo).

A travessia contará com uma estrutura de apoio formada por árbitro, videomaker, representante do Guinness, tripulação e pelo guia Igor de Souza, uma das principais referências brasileiras na prova. Ex-atleta de maratonas aquáticas, ele acumula experiência tanto como nadador quanto no acompanhamento de atletas que encaram o desafio.

Para a Bahia, a tentativa representa mais um capítulo da trajetória de uma das maiores atletas da história do nosso esporte. Campeã olímpica em Tóquio 2020 e dona de sete títulos mundiais, Ana Marcela escolheu um ano com calendário internacional menos intenso para realizar um objetivo antigo, que ultrapassa a busca por medalhas.

Ana Marcela Cunha segue determinada a reafirmar uma característica que marcou toda a sua carreira: a capacidade de transformar desafios extremos em conquistas construídas com planejamento, resistência e paixão pelo esporte. Independentemente do cronômetro, a travessia já surge como mais um feito relevante para uma atleta que ajudou a colocar a Bahia e o Brasil no mapa das águas abertas mundiais.

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Nas águas

Canoagem baiana domina Copa Brasil e reforça protagonismo nacional na modalidade

O que explica a hegemonia da Bahia nas provas de canoa e o impacto dessa base no cenário internacional?

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A Bahia voltou a mostrar força na canoagem nacional . Na Copa Brasil 2026, disputada em Lagoa Santa (MG), a delegação baiana conquistou 63 medalhas (sendo 21 de ouro) e confirmou um domínio consistente nas provas com embarcações do tipo canoa.

Mais do que o volume de pódios, o dado que chama atenção é o controle técnico das disputas: os atletas do estado venceram 19 das 21 provas da categoria. Um desempenho que não surge por acaso e que tem raízes em regiões como Itacaré e Ubaitaba, onde a modalidade faz parte do cotidiano.

Entre os destaques, nomes como Mateus Nunes e Valdenice Conceição, da Associação de Canoagem de Itacaré, além de Filipe Vinicius e Gabriel Assunção, da Associação Cacaueira de Canoagem, lideraram as principais provas de velocidade, tanto no individual quanto em duplas. São atletas que já transitam no cenário internacional e ajudam a consolidar a Bahia como referência.

A força, no entanto, não está apenas na elite. A base também chama atenção. Jovens como Lorrane Souza, Lucas Espírito Santo e Tailon Nascimento despontam como próxima geração, indicando que o ciclo de formação segue ativo e estruturado.

No quadro geral por equipes, a Associação de Canoagem de Itacaré terminou na segunda colocação, enquanto clubes de Ubaitaba também figuraram entre os primeiros colocados. Esse equilíbrio entre diferentes projetos reforça um ecossistema sólido, distribuído e competitivo.

A competição, que reuniu mais de 200 atletas de 26 clubes, também teve papel estratégico: serviu como seletiva para competições internacionais. Ou seja, além das medalhas, o desempenho impacta diretamente o futuro da modalidade no país.

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Nas águas

Natação na infância: como o contato com a água impacta o desenvolvimento de bebês e crianças

Entenda porque começar cedo pode influenciar autonomia, disciplina e aprendizado

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Celebrado em 8 de abril, o Dia Mundial da Natação reforça um debate cada vez mais presente entre famílias e educadores: o papel da atividade aquática no desenvolvimento infantil. Mais do que uma prática recreativa, a natação vem sendo apontada como uma ferramenta consistente de estímulo físico, cognitivo e emocional desde os primeiros anos de vida.

Dentro da água, o corpo da criança é desafiado de forma diferente. A resistência natural do ambiente exige mais coordenação, enquanto a flutuação reduz o impacto e amplia as possibilidades de movimento. O resultado é um estímulo completo, que envolve músculos, equilíbrio e percepção corporal.

Segundo o educador físico Rafael Cardoso Soares, o ambiente aquático funciona como um facilitador do desenvolvimento global, pois transforma o medo em curiosidade e o esforço em diversão, garantindo que o primeiro contato com o esporte seja uma memória feliz para toda a vida.

“A água oferece estímulos sensoriais únicos que aprimoram a coordenação motora, a percepção corporal e o equilíbrio. Mais do que técnica, a criança aprende a superar desafios e a explorar sua autonomia de forma lúdica e segura”

Na prática, o processo respeita fases bem definidas. Entre 6 meses e 3 anos, o foco está na adaptação ao meio líquido, sempre com a presença dos pais, o que também fortalece o vínculo afetivo. A partir dos 3 ou 4 anos, surgem os primeiros movimentos coordenados, como flutuação e deslocamento. Já por volta dos 5 ou 6 anos, a aprendizagem dos estilos de nado começa a ganhar estrutura. Mas os impactos vão além do físico, pois ao participar das aulas, a criança aprende a lidar com regras, a esperar sua vez e a conviver em grupo. São elementos que dialogam diretamente com a formação social e emocional.

Esse conjunto de estímulos ajuda a desenvolver autonomia e autoconfiança. Cada avanço como mergulhar, flutuar ou atravessar a piscina representa uma conquista concreta, que reforça a percepção de capacidade. Ao mesmo tempo, há um ponto que merece atenção: a qualidade da orientação. Especialistas destacam que os benefícios estão diretamente ligados a um ambiente seguro, lúdico e conduzido por profissionais preparados. Sem isso, o que deveria ser um processo de descoberta pode se transformar em bloqueio.

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