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Nas águas

Uri Valadão segue na briga pelo título mundial de bodyboard em Gran Canaria

Baiano avança às fases decisivas do Frontón King; compatriota Gabriel Braga sofre acidente e deixa competição

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O penúltimo dia do Gran Canaria Frontón King 2025 foi de emoção intensa e manobras espetaculares no tradicional pico de Gáldar, nas Ilhas Canárias. E entre os grandes nomes do bodyboarding mundial, o baiano Uri Valadão manteve vivo o sonho de conquistar mais um título mundial, avançando às fases decisivas da competição.

Com ondas potentes e condições desafiadoras, o brasileiro mostrou toda sua experiência em um dos eventos mais técnicos do circuito. Atual número 1 do ranking, Uri venceu suas baterias com consistência e frieza, demonstrando o equilíbrio entre precisão técnica e leitura de mar que sempre marcaram sua carreira. Em um dos momentos mais tensos do dia, superou o chileno Moisés Silva por apenas 0,10 pontos, resultado que manteve o baiano firme na disputa pelo troféu de melhor do mundo.

Já o também baiano Gabriel Braga, outro destaque do país na temporada, acabou sofrendo um acidente preocupante ao bater a cabeça no recife vulcânico durante sua bateria contra o sul-africano Tristan Roberts. Apesar do susto, o atleta passa bem, mas precisou abandonar a competição, encerrando sua participação no Frontón King.

Com a classificação de Uri, a briga pelo título mundial ficou restrita a três nomes: o próprio baiano, o espanhol Armide Soliveres e o francês Pierre Louis Costes. A final, marcada para este sábado (25), promete ser uma das mais emocionantes dos últimos anos, com previsão de ondas perfeitas no El Frontón, considerado o palco mais radical do bodyboarding mundial.

Veterano e campeão mundial em 2008, Uri Valadão segue representando o Brasil e a Bahia no mais alto nível da modalidade. Sua presença entre os finalistas reafirma o peso histórico dos atletas brasileiros no cenário internacional — e mostra que, mesmo diante de uma nova geração de talentos, a experiência e o instinto do campeão continuam decisivos.

Nas águas

Flamengo encerra canoagem olímpica e dispensa Isaquias Queiroz em meio a receita histórica

Decisão atinge ícone baiano do esporte olímpico e levanta debate sobre prioridades de um clube que faturou R$ 2 bilhões

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Mesmo vivendo o maior momento financeiro de sua história, o Flamengo anunciou o encerramento das modalidades de canoagem olímpica e remo paralímpico a partir de 2026. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (5), provoca reação no esporte brasileiro e tem impacto direto na Bahia: o clube dispensou Isaquias Queiroz, um dos maiores atletas olímpicos da história do país.

O canoísta baiano, campeão olímpico e dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos, defendia o Flamengo há cerca de sete anos. Na nota oficial, o clube agradece a trajetória de Isaquias e de outros atletas, mas justifica o fim do projeto com base em uma “avaliação estratégica”, alegando dificuldades estruturais pelo fato de os competidores não treinarem nem residirem no Rio de Janeiro.

A explicação, no entanto, contrasta com o cenário financeiro rubro-negro. Em 2025, o Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro a atingir R$ 2 bilhões em receita anual, impulsionado por premiações, direitos de transmissão, patrocínios e vendas de atletas. Só nos três primeiros trimestres do ano, o faturamento já ultrapassava R$ 1,5 bilhão.

Impacto além dos números

Ao encerrar a canoagem, o clube abre mão de uma modalidade que lhe rendeu prestígio olímpico, visibilidade institucional e associação a valores como formação esportiva e inclusão. No caso de Isaquias, trata-se não apenas de um atleta vitorioso, mas de um símbolo do esporte brasileiro, formado longe dos grandes centros e reconhecido mundialmente.

O encerramento do pararemo segue a mesma lógica. Atletas paralímpicos também foram desligados, reforçando a percepção de que modalidades fora do eixo principal do futebol passam a ocupar um espaço cada vez mais frágil dentro da estrutura do clube.

Um padrão que se repete?

A medida se soma a críticas recentes envolvendo outras áreas esportivas do Flamengo. Em 2025, reportagens apontaram problemas estruturais no futebol feminino, incluindo campos fora do padrão, carência de espaços adequados para preparação física e mudanças constantes na rotina de treinos. Para 2026, o clube já sinalizou ajustes orçamentários e mudanças técnicas na modalidade.

O conjunto dessas decisões alimenta um debate maior: qual é o papel social e esportivo de um clube poliesportivo em um cenário de abundância financeira?

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Nas águas

Canoagem havaiana ganha espaço entre baianos e turistas no verão de Salvador

Modalidade une esporte, lazer e contemplação e atrai baianos e turistas à Baía de Todos-os-Santos

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Com a chegada do verão, Salvador volta a olhar com mais atenção para o mar como cenário e como espaço de vivência esportiva e cuidado com o corpo e a mente. Entre as práticas que crescem na estação mais quente do ano, a canoagem havaiana (Va’a) tem se consolidado como uma experiência que combina atividade física, lazer e conexão com a natureza.

A prática tem atraído tanto moradores quanto turistas interessados em explorar a Baía de Todos-os-Santos a partir de uma outra perspectiva. As remadas guiadas permitem percursos que passam por cartões-postais históricos da cidade, como o Forte São Marcelo, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, criando uma experiência que mistura esporte, paisagem urbana e contemplação.

Mais do que um passeio, a canoagem havaiana propõe um ritmo próprio. As remadas são cadenciadas, com paradas estratégicas para mergulho, descanso e observação do entorno. Esses elementos aproximam a modalidade de práticas associadas ao mindfulness e ao bem-estar físico e mental.

À frente de uma das iniciativas que impulsionam esse movimento está o Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que tem observado aumento significativo na procura por aulas e passeios durante o verão. Para a gestora Lorena Lago, o crescimento reflete uma mudança no perfil de quem busca lazer na cidade. “As pessoas querem estar ao ar livre, aproveitar o calor e o pôr do sol, mas também cuidar do corpo e da mente. A canoagem oferece tudo isso ao mesmo tempo”, explica.

A estrutura também acompanha essa demanda. Um flutuador instalado próximo ao Forte São Marcelo ampliou as possibilidades de vivência na água, funcionando como ponto de apoio para mergulhos, pausas e registros visuais da paisagem. A experiência começa ainda na areia, com orientações básicas sobre a técnica de remada, e se estende mar adentro, respeitando tanto iniciantes quanto praticantes mais experientes.

O avanço da canoagem havaiana em Salvador ajuda a revelar uma tendência mais ampla: a busca por experiências esportivas que dialoguem com o território, valorizem a paisagem e promovam saúde de forma integrada. A cada verão, a prática deixa de ser alternativa de nicho e passa a ocupar um espaço mais visível no cotidiano da cidade.

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Nas águas

Bino Lopes vence na Praia do Forte e leva decisão do Triple Crown para a etapa final

Campeão brasileiro de 2015 empata ranking com Fabrício Bulhões e esquenta disputa pelo título estadual

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A segunda etapa do Triple Crown Surf Praia do Forte 2025 terminou com muitas emoções e promessas de novas disputas. Em uma final equilibrada, Bino Lopes confirmou a experiência, somou 13,40 pontos e venceu a prova disputada neste domingo, em Mata de São João. O resultado colocou o campeão brasileiro de 2015 em empate na liderança do ranking com Fabrício Bulhões, levando a definição do supercampeão para a última etapa do circuito.

A final masculina reuniu nomes de peso do surfe baiano e nacional. Além de Bulhões, Bino superou Demi Brasil e Mauy Schimidt, em uma bateria marcada por leitura de mar precisa e escolhas consistentes de onda. A vitória não apenas recoloca Bino no centro da disputa, como também reafirma a competitividade do circuito estadual, que chega à reta final sem favorito absoluto.

No feminino, o destaque foi Samira Vitória, que conquistou a segunda vitória consecutiva no evento. O resultado reforça o bom momento do surfe feminino baiano e aponta regularidade como diferencial em um circuito curto, mas altamente disputado.

As categorias de base também tiveram protagonismo. Lucca Yamasaki venceu a Sub-18 e simbolizou a renovação do surfe no estado, enquanto os resultados nas divisões Sub-16, Sub-14, Sub-12, Sub-10 e Sub-8 mostraram diversidade técnica e participação crescente de jovens atletas. Entre os veteranos, títulos para Paulo Falcon, Leandro Mendes, Elson Vieira e Takito Adachi reforçaram a longevidade competitiva do esporte.

A decisão do Triple Crown Surf Praia do Forte 2025 acontece entre os dias 19 e 21 de dezembro, na Praia da Catinguiba, encerrando a temporada estadual na Bahia. Com o ranking embolado no profissional e nomes em ascensão nas demais categorias, a etapa final promete mais do que troféus: será um retrato do equilíbrio e da vitalidade do surfe baiano em 2025.

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